Critérios
Hiperglicemia transitória
O desenvolvimento de hiperglicemia está relacionado ao início de estresse fisiológico (por exemplo, infecção ou infarto do miocárdio), medicamentos como corticosteroides ou nutrição parenteral e enteral, tipicamente com resolução quando o fator desencadeante é removido.
Testes:
Hemoglobina glicada (HbA1c) é normal quando o período de estresse ou exposição é curto (refletindo glicemia normal antes da doença).
Diabetes mellitus do tipo 1[1]
Pode haver predisposição genética; pode haver história pessoal ou familiar de doença autoimune. Pode ocorrer em qualquer idade, mas geralmente é diagnosticada em pacientes mais jovens (idade <35 anos) com IMC mais baixo (<25 kg/m²). Os pacientes podem apresentar sintomas agudos de polidipsia, poliúria e/ou cetoacidose no momento do diagnóstico e/ou perda de peso não intencional antes do diagnóstico, além de história pessoal ou familiar de doença autoimune.
Testes:
Dois dos testes a seguir, ou o mesmo teste realizado duas vezes se o paciente não tiver sintomas inequívocos de hiperglicemia:
Glicemia de jejum: ≥7 mmol/L (≥126 mg/dL)
Teste oral de tolerância à glicose com 75 g de glicose: glicose plasmática a 2 horas ≥11.1 mmol/L (≥200 mg/dL)
HbA1c ≥48 mmol/mol (≥6.5%)
Em um paciente com sintomas inequívocos de hiperglicemia ou crise hiperglicêmica:
Glicemia aleatória ≥11.1 mmol/L (≥200 mg/dL)
Evidências de diabetes do tipo 1:
Cetonúria e cetonemia: elevadas na cetoacidose
Peptídeo C em jejum: geralmente baixo ou indetectável (mas pode estar dentro da faixa normal)
Autoanticorpos: anti-descarboxilase do ácido glutâmico, insulina, antígeno 2 das ilhotas e/ou transportador de zinco 8
Diabetes mellitus do tipo 2[1]
Geralmente ocorre em uma idade mais avançada do que o diabetes do tipo 1 (a maioria dos pacientes tem >35 anos; maior probabilidade com o aumento da idade). Pode ter história familiar. Maior risco em pessoas de etnia afro-americana, latina, indígena americana, ásio-americana e das ilhas do Pacífico.
Pode ter características de síndrome metabólica (hipertensão, obesidade e hiperlipidemia).
Poliúria, polidipsia e perda de peso não intencional (geralmente quando a hiperglicemia é mais grave, por exemplo, >16.7 mmol/L [>300 mg/dL]) podem ocorrer.
Pode haver indicadores clínicos de resistência insulínica associada: por exemplo, acantose nigricans ou síndrome do ovário policístico.
Testes:
Dois dos testes a seguir, ou o mesmo teste realizado duas vezes se o paciente não tiver sintomas inequívocos de hiperglicemia:
Glicemia de jejum: ≥7 mmol/L (≥126 mg/dL)
Teste oral de tolerância à glicose com 75 g de glicose: glicose plasmática a 2 horas ≥11.1 mmol/L (≥200 mg/dL)
HbA1c ≥48 mmol/mol (≥6.5%)
Em um paciente com sintomas inequívocos de hiperglicemia ou crise hiperglicêmica:
Glicemia aleatória ≥11.1 mmol/L (≥200 mg/dL)
Pré-diabetes[1]
Fatores de risco e história semelhantes ao diabetes do tipo 2.
Testes:
Glicemia de jejum alterada: glicemia de jejum de 5.6 mmol/L a 6.9 mmol/L (100-125 mg/dL)
Intolerância à glicose: glicose plasmática a 2 horas de 7.8 a 11.0 mmol/L (140-199 mg/dL) no teste oral de tolerância à glicose com 75 g de glicose
HbA1c de 5.7% a 6.4% (39-47 mmol/mol)
Hipoglicemia[1]
Nível 1: glicose sanguínea <3.9 mmol/L (<70 mg/dL) e ≥3.0 mmol/L (≥54 mg/dL)
Nível 2: glicose sanguínea <3.0 mmol/L (<54 mg/dL)
Nível 3: evento grave caracterizado por estado mental e/ou físico alterado que requer assistência para tratamento da hipoglicemia
O uso deste conteúdo está sujeito ao nosso aviso legal