Rastreamento
O rastreamento da disfagia é recomendado para os pacientes em risco de, ou em seguida a uma, aspiração devido à suspeita de disfagia (incluindo todos os pacientes após um AVC agudo) a fim de se prevenir a pneumonia por aspiração. Suspeite de disfagia, principalmente nos pacientes com uma história de tosse durante a deglutição, tempo ou posições de deglutição anormais e dificuldade em lidar com as secreções, particularmente nos pacientes idosos com um histórico de pneumonia e múltiplas comorbidades.
Envolva a equipe multidisciplinar precocemente para qualquer paciente com suspeita de disfagia, e providencie uma avaliação da deglutição. Sempre envolva o paciente e/ou o cuidador na tomada de decisões quando possível.[62][63]
Consulte Avaliação da disfagia.
Avaliação da deglutição à beira do leito
Uma triagem inicial da função de deglutição deve ser realizada por um profissional de saúde devidamente treinado.[7][64] As perguntas de rastreamento que podem ser usadas são:[65]
Você tosse e engasga quando come ou bebe?
Você leva mais tempo para comer suas refeições do que costumava fazer?
Você mudou o tipo de comida que come?
Sua voz muda depois de comer/beber?
Além disso, providencie uma avaliação especializada da deglutição (por exemplo, por um fonoaudiólogo).[62] Isso deve incluir:
Uma entrevista com o paciente.
Um exame físico. Um exame neurológico completo deve ser realizado, incluindo avaliação das funções corticais, músculos bulbares, reflexo faríngeo e reflexo de tosse do paciente.
Avaliação quanto a sinais de aspiração. Isso pode incluir observar a capacidade do paciente para engolir pequenas quantidades de água ou pedaços de gelo.
Avaliação da deglutição por videofluoroscopia
Também conhecida como videofluoroscopia, ou deglutição de bário modificada. Esta é a investigação mais usada e considerada o padrão-ouro para problemas de deglutição no Reino Unido. Para esta investigação, o paciente engole bário sob imagem fluoroscópica. Se o paciente tiver disfagia, pode-se observar a passagem ou retenção do material radiopaco no trato respiratório. Evidências mostraram que, à avaliação videofluoroscópica da deglutição, 38% dos pacientes com AVC agudo tinham aspiração evidente e 67% tinham aspiração silenciosa.[31] A avaliação da deglutição por videofluoroscopia realizada em pacientes com traqueostomias permanentes em ventilação com pressão positiva mostrou uma incidência de aspiração de 50%, e 77% desses pacientes tinham aspiração silenciosa.[33]
Avaliação da deglutição por endoscopia flexível
A avaliação endoscópica flexível da deglutição (ADEF) pode ser realizada por um fonoaudiólogo à beira do leito. Um endoscópio de fibra óptica flexível é usado para se verificar a presença de alimento ou líquido espesso sobre as pregas vocais; essa é uma evidência que indica aspiração. A ADEF também avalia a função das cordas vocais. Em um estudo de pacientes com trauma grave, a ADEF realizada 24 horas após a extubação mostrou aspiração em 45% dos pacientes, dos quais quase metade eram aspiradores silenciosos. Esses pacientes retomaram uma dieta oral em média 5 dias após a extubação e não tiveram complicações pulmonares.[37] A ADEF evita a exposição à radiação; no entanto, um estudo da deglutição por videofluoroscopia não é invasivo e está mais amplamente disponível.[66]
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