Embolia pulmonar
- Visão geral
- Teoria
- Diagnóstico
- Tratamento
- ACOMPANHAMENTO
- Recursos
Algoritmo de tratamento
Observe que as formulações/vias e doses podem diferir entre nomes e marcas de medicamentos, formulários de medicamentos ou localidades. As recomendações de tratamento são específicas para os grupos de pacientes:ver aviso legal
Procure por este ícone: para as opções de tratamento que são afetadas, ou adicionadas, em função das comorbidades do seu paciente.
Suspeita de EP: hemodinamicamente instável E/OU hipoxêmico
suporte respiratório
Forneça oxigênio em alta concentração se as saturações de oxigênio estiverem <90% objetivando uma saturação de oxigênio inicial de 94% a 98% (ela pode precisar ser ajustada para 88% a 92% nos pacientes com risco de insuficiência respiratória hipercápnica).[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [150]O'Driscoll BR, Howard LS, Earis J, et al; British Thoracic Society Emergency Oxygen Guideline Group; BTS Emergency Oxygen Guideline Development Group. BTS guideline for oxygen use in adults in healthcare and emergency settings. Thorax. 2017 Jun;72(suppl 1):ii1-90. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28507176?tool=bestpractice.com
Avalie a saturação de oxigênio precocemente. A hipoxemia é um achado típico na EP; ela pode estar presente em repouso se uma EP de alto risco (massiva) estiver presente, ou somente durante os esforços com uma EP menor.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Use oxigênio de alto fluxo e ventilação mecânica se o paciente estiver extremamente instável (por exemplo, parada cardíaca). Esteja ciente de que isso pode piorar a instabilidade hemodinâmica em uma EP de alto risco (massiva). A ventilação mecânica induz uma pressão torácica positiva que pode reduzir o retorno venoso e piorar a insuficiência ventricular direita.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Envolva um apoio sênior e/ou de cuidados intensivos nos pacientes hemodinamicamente instáveis.
Pacientes com suspeita ou confirmação de EP que apresentam choque ou hipotensão apresentam alto risco de morte hospitalar, principalmente nas primeiras horas após a apresentação.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Practical tip
Não permita que o tratamento de suporte atrase a trombólise (desde que não haja contraindicações) - ela pode restaurar a estabilidade hemodinâmica rapidamente.
É prática comum administrar a trombólise como tratamento de primeira linha para qualquer paciente que esteja em peri-parada/parada cardíaca com base em uma suspeita clínica de EP sem esperar-se pelos resultados de investigações.
Nessas situações, a decisão de administrar trombólise seria baseada na discussão entre médicos seniores.
Evidência: EP de alto risco
Pacientes com EP de alto risco correm risco significativo de morte.
A taxa de mortalidade em 30 dias dos pacientes com EP hemodinamicamente instável (alto risco) varia de 16% a 25%, e a de pacientes com parada cardíaca devida a uma EP varia de 52% a 65%.[153]Sakuma M, Nakamura M, Nakanishi N, et al. Inferior vena cava filter is a new additional therapeutic option to reduce mortality from acute pulmonary embolism. Circ J. 2004 Sep;68(9):816-21. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15329501?tool=bestpractice.com [154]Kasper W, Konstantinides S, Geibel A, et al. Management strategies and determinants of outcome in acute major pulmonary embolism: results of a multicenter registry. J Am Coll Cardiol. 1997 Nov 1;30(5):1165-71. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9350909?tool=bestpractice.com
A maioria das mortes em pacientes que apresentam choque ocorre na primeira hora após a apresentação, portanto, uma ação terapêutica rápida é essencial para salvar vidas.[7]Stein PD, Henry JW. Prevalence of acute pulmonary embolism among patients in a general hospital and at autopsy. Chest. 1995 Oct;108(4):978-81. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7555172?tool=bestpractice.com
O International Cooperative Pulmonary Embolism Registry (ICOPER) mostrou taxas de mortalidade em 90 dias de 58.3% em pacientes com EP de alto risco (maciça).[21]Goldhaber SZ, Visani L, De Rosa M. Acute pulmonary embolism: clinical outcomes in the International Cooperative Pulmonary Embolism Registry (ICOPER). Lancet. 1999 Apr 24;353(9162):1386-9. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10227218?tool=bestpractice.com
ressuscitação fluídica
Tratamento adicional recomendado para ALGUNS pacientes no grupo de pacientes selecionado
Obtenha uma avaliação sênior urgente se a pressão arterial sistólica (PAS) estiver <90 mmHg e a pressão venosa jugular (PVJ) estiver elevada para determinar se é necessário administrar fluidoterapia intravenosa. Administre fluidos intravenosos se a PAS estiver <90 mmHg e a JVP não estiver elevada[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Administre fluidos intravenosos com cautela e comece com uma prova volêmica de ≤500 mL ao longo de 15 a 30 minutos.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com Determine mais fluido com base na resposta clínica.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Use solução salina normal (0,9% de NaCl) ou lactato de Hartmann/Ringer.[161]National Institute for Health and Care Excellence. Intravenous fluid therapy in adults in hospital. May 2017 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/cg174 As diretrizes diferem em suas recomendações sobre a escolha do fluido e a prática clínica varia muito, portanto verifique os protocolos locais.
Monitore atentamente quanto a sinais de insuficiência cardíaca direita.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
A principal causa de morte nos pacientes com EP de alto risco (massiva) é a insuficiência aguda do ventrículo direito (VD) com a hipotensão resultante.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Os pacientes com EP hemodinamicamente instáveis necessitam de ressuscitação precoce com fluidoterapia intravenosa, mas devem ser monitorados quanto a sinais de insuficiência cardíaca direita.
Envolva um apoio sênior e/ou de cuidados intensivos nos pacientes hemodinamicamente instáveis.
Evidência: expansão de volume na EP
A expansão agressiva do volume em pacientes com EP hemodinamicamente instável não traz benefícios e pode até piorar a função do VD.
Há apenas evidências muito escassas e conflitantes sobre o equilíbrio entre riscos e benefícios da ressuscitação fluídica em pacientes com EP que são hemodinamicamente instáveis.
Um estudo prospectivo de 13 pacientes com EP hemodinamicamente instáveis de alto risco sugeriu que uma carga de fluidos (uma infusão de 500 mL de dextrano 40 em 20 minutos) pode melhorar o estado hemodinâmico. Foi demonstrado que ela aumenta a pré-carga do VD, o que foi associado a um aumento no índice cardíaco sem reduzir a fração de ejeção do VD.[162]Mercat A, Diehl JL, Meyer G, et al. Hemodynamic effects of fluid loading in acute massive pulmonary embolism. Crit Care Med. 1999 Mar;27(3):540-4. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10199533?tool=bestpractice.com
Por outro lado, estudos experimentais anteriores em cães indicaram que a expansão agressiva do volume pode não trazer nenhum benefício e pode até piorar a função do VD. Eles descobriram que quando a resistência vascular pulmonar era normal, a expansão de volume aumentava o volume sistólico e a pressão arterial média, enquanto que quando a pós-carga do VD aumentava, essa expansão de volume resultava em insuficiência do VD.[163]Ghignone M, Girling L, Prewitt RM. Volume expansion versus norepinephrine in treatment of a low cardiac output complicating an acute increase in right ventricular afterload in dogs. Anesthesiology. 1984 Feb;60(2):132-5. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/6198941?tool=bestpractice.com [164]Belenkie I, Dani R, Smith ER, et al. Effects of volume loading during experimental acute pulmonary embolism. Circulation. 1989 Jul;80(1):178-88. https://www.doi.org/10.1161/01.cir.80.1.178 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2736750?tool=bestpractice.com
A diretriz da European Society of Cardiology de 2019 afirma que as evidências até o momento indicam que a expansão agressiva do volume não traz benefícios e pode até piorar a função do VD.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
EP confirmada (à ecocardiografia ou APTC); hemodinamicamente instável
iniciar heparina não fracionada
Envolva apoio sênior e/ou de cuidados intensivos nos pacientes hemodinamicamente instáveis.
Inicie heparina não fracionada (HNF) nos pacientes hemodinamicamente instáveis antes da trombólise.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
A HNF possui meia-vida curta, é fácil de monitorar e é facilmente reversível com protamina.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Practical tip
Em pacientes hemodinamicamente instáveis, a evidência de disfunção ventricular direita na ecocardiografia é suficiente para justificar anticoagulação e trombólise urgentes.
Esses pacientes normalmente estão muito instáveis para serem submetidos a uma angiografia pulmonar por tomografia computadorizada.
Continue a anticoagulação com HNF por várias horas após o término da trombólise.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com A HNF pode ser administrada durante a infusão contínua de alteplase, mas deve ser descontinuada durante a infusão de estreptoquinase ou uroquinase.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com No Reino Unido, é prática comum interromper a HNF em 24 horas.
Evidência: HBPM na EP de alto risco
Não há evidências suficientes para apoiar o uso da heparina de baixo peso molecular (HBPM) na EP hemodinamicamente instável (alto risco).
Há algumas evidências de que a HBPM tem um perfil de segurança semelhante ao da HNF quando usada antes da trombólise.
Um estudo multicêntrico observacional prospectivo mostrou taxas de sangramento semelhantes após a trombólise em pacientes com HNF ou HBPM. No entanto, essa evidência permanece limitada.
Não há evidências suficientes para recomendar a HBPM como uma opção de primeira linha para pacientes com EP que sejam hemodinamicamente instáveis.[172]Senturk A, Ucar EY, Berk S, et al. Should low molecular weight heparin be preferred over unfractionated heparin after thrombolysis for severity pulmonary embolism? Clin Appl Thromb Hemost. 2015 Jan 27;22(4):395-9. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25630985?tool=bestpractice.com
Opções primárias
heparina: 10.000 unidades por via intravenosa como dose de ataque inicialmente, seguidas por 18 unidades/kg//hora em infusão intravenosa, ajuste a dose de acordo com o TTPa.
These drug options and doses relate to a patient with no comorbidities.
Opções primárias
heparina: 10.000 unidades por via intravenosa como dose de ataque inicialmente, seguidas por 18 unidades/kg//hora em infusão intravenosa, ajuste a dose de acordo com o TTPa.
Drug choice, dose and interactions may be affected by the patient's comorbidities. Check your local drug formulary.
Show drug information for a patient with no comorbidities
Opções primárias
heparina
trombólise
Tratamento recomendado para TODOS os pacientes no grupo de pacientes selecionado
A reperfusão primária urgente é indicada para qualquer paciente hemodinamicamente instável com:[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
EP confirmada na angiografia pulmonar por tomografia computadorizada (APTC)
Suspeita de EP e sinais inequívocos de disfunção do VD à ecocardiografia (se a APTC não estiver imediatamente disponível e/ou o paciente não estiver bem para ser submetido a uma APTC).
A trombólise é a intervenção de primeira linha para a maioria dos pacientes. A embolectomia cirúrgica ou a terapia dirigida por cateter são alternativas.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Administre trombólise (a menos que contraindicada) a qualquer paciente que esteja hemodinamicamente instável.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
A trombólise sistêmica está associada à menor mortalidade por todas as causas nesses pacientes quando comparada à heparina não fracionada (HNF) isolada.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [138]Aggarwal V, Nicolais CD, Lee A, et al; American College of Cardiology. Acute management of pulmonary embolism. Oct 2017 [internet publication]. https://www.acc.org/latest-in-cardiology/articles/2017/10/23/12/12/acute-management-of-pulmonary-embolism
Administre trombólise o mais rápido possível e certamente dentro de 48 horas após o início dos sintomas para garantir o benefício ideal.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Selecione um regime acelerado administrado por mais de 2 horas.
Esses regimes são preferidos às infusões prolongadas ao longo de 12 a 24 horas. A diretriz da European Society of Cardiology recomenda a alteplase, a estreptoquinase e a uroquinase como trombolíticos aprovados para a EP aguda.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com A alteplase e a estreptoquinase em doses mais altas são administradas por 2 horas, enquanto a estreptoquinase e a uroquinase em doses mais baixas são administradas por 12 a 24 horas.
Evidência: desfechos da trombólise
A maioria dos pacientes com EP de alto risco responde à trombólise precoce.
Foi demonstrado que a trombólise no tratamento da EP aguda hemodinamicamente instável restaura a perfusão pulmonar mais rapidamente do que a anticoagulação apenas com HNF.
Um ensaio clínico randomizado e controlado de 36 pacientes concluiu que o uso de alteplase, em comparação com heparina, resultou em uma melhora maior e mais rápida das variáveis angiográficas e hemodinâmicas. No entanto, a alta frequência de sangramento observada com a alteplase neste estudo sugere que os pacientes devem ser cuidadosamente selecionados antes da administração da terapia trombolítica.[195]Dalla-Volta S, Palla A, Santolicandro A, et al. PAIMS 2: alteplase combined with heparin versus heparin in the treatment of acute pulmonary embolism. Plasminogen activator Italian multicenter study 2. J Am Coll Cardiol. 1992 Sep;20(3):520-6. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1512328?tool=bestpractice.com
No geral, > 90% dos pacientes parecem responder favoravelmente à trombólise.
Isso foi demonstrado em um registro prospectivo em um único centro de 488 pacientes com EP submetidos à trombólise, avaliados pela melhora clínica e ecocardiográfica em 36 horas.[196]Meneveau N, Séronde MF, Blonde MC, et al. Management of unsuccessful thrombolysis in acute massive pulmonary embolism. Chest. 2006 Apr;129(4):1043-50. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16608956?tool=bestpractice.com
Entre a minoria de pacientes com EP de alto risco que não responderam à trombólise, a embolectomia cirúrgica de resgate levou a menores taxas de mortalidade e menos EP recorrentes quando comparada à trombólise repetida.
A trombólise tem maior benefício quando administrada logo após o início dos sintomas.
Uma visão geral de 308 pacientes com EP de cinco ensaios clínicos submetidos à trombólise por EP mostrou uma relação inversa entre a duração dos sintomas e a melhora nos escores de reperfusão do exame pulmonar após o tratamento. Para cada dia adicional de sintomas antes da trombólise, houve uma diminuição de 0,8% na reperfusão do tecido pulmonar. Da mesma forma, na angiografia, menos lise do coágulo foi observada imediatamente após a trombólise no grupo com a maior duração dos sintomas em comparação com aqueles com a menor duração dos sintomas.
No entanto, os autores concluíram que a trombólise ainda pode ter algum benefício em pacientes que apresentaram sintomas por 6 a 14 dias.[197]Daniels LB, Parker JA, Patel SR, et al. Relation of duration of symptoms with response to thrombolytic therapy in pulmonary embolism. Am J Cardiol. 1997 Jul 15;80(2):184-8. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9230156?tool=bestpractice.com
Practical tip
Procure aconselhamento hematológico se um paciente com EP de alto risco e hemodinamicamente instável tiver alguma contraindicação à trombólise.
Na prática, quase qualquer contraindicação à trombólise deve ser considerada apenas relativa em pacientes de alto risco que apresentam instabilidade hemodinâmica.
Isso ocorre porque o risco de mortalidade por EP de alto risco é tão elevado que é provável que supere qualquer risco de sangramento por trombólise nesse grupo de pacientes.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Contraindicações absolutas:[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico ou AVC de origem desconhecida a qualquer momento
AVC isquêmico nos 6 meses precedentes
Danos ou neoplasias no sistema nervoso central (SNC)
Trauma maior/cirurgia/traumatismo cranioencefálico recente (nas 3 semanas precedentes)
Hemorragia digestiva dentro do último mês
Risco de sangramento conhecido.
Contraindicações relativas:
Ataque isquêmico transitório nos 6 meses precedentes
Terapia anticoagulante oral
Gravidez ou dentro de 1 semana após o parto
Ressuscitação traumática (em relação a este episódio de EP)
Hipertensão refratária (pressão arterial sistólica > 180 mmHg)
Doença hepática avançada
Endocardite infecciosa
Úlcera péptica ativa.
Evidência: Riscos da trombólise
A trombólise acarreta um risco significativo de sangramento grave, incluindo sangramento intracraniano.
A análise de dados agrupados de ensaios usando vários agentes e regimes trombolíticos relatou taxas de sangramento intracraniano entre 1.9% e 2.2%.[202]Kanter DS, Mikkola KM, Patel SR, et al. Thrombolytic therapy for pulmonary embolism. Frequency of intracranial hemorrhage and associated risk factors. Chest. 1997 May;111(5):1241-5. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9149576?tool=bestpractice.com [203]Levine MN, Goldhaber SZ, Gore JM, et al. Hemorrhagic complications of thrombolytic therapy in the treatment of myocardial infarction and venous thromboembolism. Chest. 1995 Oct;108(4 suppl):291S-301S. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7555183?tool=bestpractice.com
O aumento da idade e a presença de comorbidades têm sido associados a um maior risco de complicações hemorrágicas.[204]Mikkola KM, Patel SR, Parker JA, et al. Increasing age is a major risk factor for hemorrhagic complications after pulmonary embolism thrombolysis. Am Heart J. 1997 Jul;134(1):69-72. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9266785?tool=bestpractice.com
O estudo PEITHO mostrou uma incidência de 2% de AVCs hemorrágicos após um tratamento trombolítico com tenecteplase (versus 0,2% no grupo do placebo) em pacientes com EP de risco intermediário a alto. Os principais eventos hemorrágicos não intracranianos também aumentaram no grupo da tenecteplase, em comparação com o placebo (6,3% versus 1,5%; P <0.001).[205]Meyer G, Vicaut E, Danays T, et al. Fibrinolysis for patients with intermediate-risk pulmonary embolism. N Engl J Med. 2014 Apr 10;370(15):1402-11. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1302097 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24716681?tool=bestpractice.com Observe que a tenecteplase não está licenciada para uso em PE.
Esses resultados sublinham a necessidade de melhorar a segurança do tratamento trombolítico em pacientes com maior risco de sangramento intracraniano ou outro tipo de sangramento potencialmente fatal.
Uma estratégia usando alteplase em dose reduzida pareceu ser segura no contexto de EP “moderada” em um estudo que incluiu 121 pacientes.[206]Sharifi M, Bay C, Skrocki L, et al. Moderate pulmonary embolism treated with thrombolysis (from the MOPETT trial). Am J Cardiol. 2013 Jan 15;111(2):273-7. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23102885?tool=bestpractice.com Outro estudo com 118 pacientes com instabilidade hemodinâmica ou “obstrução pulmonar maciça” relatou resultados semelhantes.[207]Wang C, Zhai Z, Yang Y, et al. Efficacy and safety of low dose recombinant tissue-type plasminogen activator for the treatment of acute pulmonary thromboembolism: a randomized, multicenter, controlled trial. Chest. 2009 Sep 9;137(2):254-62. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19741062?tool=bestpractice.com
Uma abordagem alternativa pode consistir em trombólise local, administrada por cateter e assistida por ultrassonografia, usando pequenas doses de um agente trombolítico.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Não administre trombólise de rotina aos pacientes com EP de risco intermediário que não tiverem sinais de instabilidade hemodinâmica.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Nesses pacientes, o uso da trombólise sistêmica está associado a um benefício de mortalidade, mas ele aumenta de maneira significativa o risco de sangramento, incluindo hemorragia intracraniana.[138]Aggarwal V, Nicolais CD, Lee A, et al; American College of Cardiology. Acute management of pulmonary embolism. Oct 2017 [internet publication]. https://www.acc.org/latest-in-cardiology/articles/2017/10/23/12/12/acute-management-of-pulmonary-embolism
Esses pacientes devem receber anticoagulação e ser monitorados de perto por pelo menos 48 a 72 horas. A trombólise de resgate deve ser administrada se desenvolverem sinais de instabilidade hemodinâmica.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Evidência: Trombólise em pacientes de risco intermediário
As evidências não apoiam o uso rotineiro da trombólise em pacientes com EP de risco intermediário.
As diretrizes do Reino Unido e da Europa não recomendam a administração rotineira de trombólise em pacientes com EP de risco intermediário.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 As evidências sugerem que a trombólise acarreta um risco de sangramento inaceitavelmente alto neste grupo[205]Meyer G, Vicaut E, Danays T, et al. Fibrinolysis for patients with intermediate-risk pulmonary embolism. N Engl J Med. 2014 Apr 10;370(15):1402-11. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1302097 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24716681?tool=bestpractice.com
O grupo de risco intermediário é definido por uma pontuação no Índice de Gravidade da Embolia Pulmonar (PESI) de III-IV ou uma pontuação no PESI simplificado (sPESI) ≥1.
O estudo internacional PEITHO (Trombólise de Embolia Pulmonar) comparou um único bolus intravenoso de tenecteplase associado a heparina com placebo mais heparina em 1006 pacientes com EP confirmada, disfunção ventricular direita detectada por ecocardiografia ou tomografia computadorizada, e um teste positivo de troponina I ou T.
No grupo de trombólise, a descompensação/colapso hemodinâmico ou a morte em 7 dias ocorreram com menos frequência do que no grupo que recebeu apenas heparina.
No entanto, no grupo de trombólise, em comparação com o grupo placebo, houve também uma maior incidência de AVC hemorrágico (2.0% versus 0.2%) e sangramento não intracraniano grave (6.3% versus 1.5%).
Opções primárias
alteplase: 10 mg em bolus intravenoso ao longo de 1-2 minutos, seguidos de 90 mg de infusão intravenosa ao longo de 2 horas (máximo de 1,5 mg/kg nos pacientes com <65 kg de peso corporal)
ou
estreptoquinase: 1.500.000 unidades por infusão intravenosa durante 1-2 horas; ou 250.000 unidades por infusão intravenosa durante 30 minutos, seguidas de 100.000 unidades/hora por 24 horas
ou
uroquinase: 4400 unidades/kg por infusão intravenosa ao longo de 10-20 minutos, seguidas de 4400 unidades/kg/hora por 12 horas
These drug options and doses relate to a patient with no comorbidities.
Opções primárias
alteplase: 10 mg em bolus intravenoso ao longo de 1-2 minutos, seguidos de 90 mg de infusão intravenosa ao longo de 2 horas (máximo de 1,5 mg/kg nos pacientes com <65 kg de peso corporal)
ou
estreptoquinase: 1.500.000 unidades por infusão intravenosa durante 1-2 horas; ou 250.000 unidades por infusão intravenosa durante 30 minutos, seguidas de 100.000 unidades/hora por 24 horas
ou
uroquinase: 4400 unidades/kg por infusão intravenosa ao longo de 10-20 minutos, seguidas de 4400 unidades/kg/hora por 12 horas
Drug choice, dose and interactions may be affected by the patient's comorbidities. Check your local drug formulary.
Show drug information for a patient with no comorbidities
Opções primárias
alteplase
ou
estreptoquinase
ou
uroquinase
mudar para um anticoagulante alternativo
Tratamento recomendado para TODOS os pacientes no grupo de pacientes selecionado
Continue a anticoagulação com heparina não fracionada (HNF) por várias horas após o término da trombólise antes de mudar para apixabana ou rivaroxabana; a heparina de baixo peso molecular (HBPM) é uma alternativa se elas não forem adequadas.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 A HNF pode ser administrada durante a infusão contínua de alteplase, mas deve ser descontinuada durante a infusão de estreptoquinase ou uroquinase.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com No Reino Unido, é prática comum interromper a HNF em 24 horas.
Se mudar para rivaroxabana ou apixabana, esses medicamentos podem ser iniciados após a interrupção da HNF sem a necessidade de uma terapia inicial com um anticoagulante parenteral.
O tratamento de fase aguda consiste em uma dose aumentada do anticoagulante oral nas primeiras 3 semanas (para rivaroxabana) ou nos primeiros 7 dias (para apixabana).
Se mudar para HBPM, a duração total do tratamento com HNF e, em seguida, HBPM deve ser de pelo menos 5 dias.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Se a anticoagulação contínua for com edoxabana ou dabigatrana, pelo menos 5 dias de terapia inicial com um anticoagulante parenteral são necessários primeiro. Pare o anticoagulante parenteral antes de iniciar o dabigatrana ou o edoxabana.[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
ou
Se a anticoagulação contínua for com varfarina, assegure a sobreposição com um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias ou até que a INR seja ≥2 por pelo menos duas leituras consecutivas (o que for mais longo), seguido por um antagonista da vitamina K (VKA) isolado.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 Busque aconselhamento especializado para decidir quando iniciar a varfarina.
Practical tip
Se o paciente pesar <50 kg or >120 kg, considere usar um anticoagulante com monitoramento dos níveis terapêuticos (por exemplo, varfarina).[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Se o paciente tiver síndrome antifosfolipídica tripla positiva, busque orientação de um hematologista.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Procure aconselhamento especializado ao alternar entre anticoagulantes.
O protocolo depende do anticoagulante para o qual você está mudando. Informações sobre hematologia são importantes.
Esteja ciente quanto aos grupos especiais de pacientes, como gravidez, insuficiência renal e câncer ativo, pois esses grupos precisarão de um tipos/doses específicas dos anticoagulantes.
Practical tip
Nunca administre um anticoagulante oral de ação direta (AOD) simultaneamente com a anticoagulação parenteral.
Embora a varfarina seja iniciada ao mesmo tempo que um anticoagulante parenteral e sobreposta por pelo menos 5 dias ou até que a INR seja ≥2 por pelo menos duas leituras consecutivas (o que for mais longo), seguida por um VKA isolado, os AODs nunca devem ser sobrepostos ou administrados ao mesmo tempo que um anticoagulante parenteral.
A apixabana e a rivaroxabana podem ser iniciadas sem a necessidade de terapia inicial com um anticoagulante parenteral primeiro. Qualquer um desses AODs pode ser usado como uma abordagem de medicamento único; é por isso que as diretrizes da British Thoracic Society os recomendam como as opções preferidas de AODs em qualquer paciente que possa ser adequado para alta precoce.[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
No entanto, a dabigatrana e a edoxabana requerem pelo menos 5 dias de terapia inicial com um anticoagulante parenteral antes de iniciar o tratamento. O anticoagulante parenteral deve ser interrompido antes do início da dabigatrana ou edoxabana.
Opções primárias
Sem considerações especiais; câncer ativo
apixabana: 10 mg por via oral duas vezes ao dia por 7 dias, seguidos por 5 mg duas vezes ao dia
ou
Sem considerações especiais; câncer ativo
rivaroxabana: 15 mg por via oral duas vezes ao dia por 21 dias, seguidos por 20 mg uma vez ao dia
ou
Câncer ativo
edoxabana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; peso corporal ≤60 kg: 30 mg por via oral uma vez ao dia; peso corporal >60 kg: 60 mg por via oral uma vez ao dia
ou
Câncer ativo
dabigatrana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; 18-74 anos de idade: 150 mg por via oral duas vezes ao dia; 75-79 anos de idade: 110-150 mg por via oral duas vezes ao dia; ≥80 anos de idade: 110 mg por via oral duas vezes ao dia
ou
Gestantes
enoxaparina: peso corporal <50 kg: 40 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 50-69 kg: 60 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 70-89 kg: 80 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal ≥90 kg: 100 mg por via subcutânea duas vezes ao dia
Mais enoxaparinaDose baseada no peso corporal no início da gestação.
ou
Gestantes
dalteparina: peso corporal <50 kg: 5000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 50-69 kg: 6000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 70-89 kg: 8000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal ≥90 kg: 10.000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia
Mais dalteparinaDose baseada no peso corporal no início da gestação.
Opções secundárias
Sem considerações especiais
edoxabana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; peso corporal ≤60 kg: 30 mg por via oral uma vez ao dia; peso corporal >60 kg: 60 mg por via oral uma vez ao dia
ou
Sem considerações especiais
dabigatrana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; 18-74 anos de idade: 150 mg por via oral duas vezes ao dia; 75-79 anos de idade: 110-150 mg por via oral duas vezes ao dia; ≥80 anos de idade: 110 mg por via oral duas vezes ao dia
ou
Sem considerações especiais
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
dalteparina: 100 unidades/kg por via subcutânea a cada 12 horas
--E--
varfarina: 5-10 mg por via oral uma vez ao dia inicialmente, ajuste a dose de acordo com o INR-alvo
Mais varfarinaA dose inicial pode ser calculada usando-se uma ferramenta online que leva em conta as características dos pacientes e/ou informações de genótipo CYP2C9/VKORC1 (se disponível). Warfarin dosing Opens in new window
ou
Câncer ativo
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
Câncer ativo
dalteparina: 200 unidades/kg por via subcutânea uma vez ao dia durante os primeiros 30 dias, seguidas de 150 unidades/kg uma vez ao dia por 5 meses, máximo de 18.000 unidades/dose
Mais dalteparinaConsulte o formulário de medicamentos local para obter uma tabela de doses recomendadas com base no peso. Use seringas de dose fixa para esta indicação.
ou
Câncer ativo
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
dalteparina: 200 unidades/kg por via subcutânea uma vez ao dia durante os primeiros 30 dias, seguidas de 150 unidades/kg uma vez ao dia por 5 meses, máximo de 18.000 unidades/dose
Mais dalteparinaConsulte o formulário de medicamentos local para obter uma tabela de doses recomendadas com base no peso. Use seringas de dose fixa para esta indicação.
--E--
varfarina: 5-10 mg por via oral uma vez ao dia inicialmente, ajuste a dose de acordo com o INR-alvo
Mais varfarinaA dose inicial pode ser calculada usando-se uma ferramenta online que leva em conta as características dos pacientes e/ou informações de genótipo CYP2C9/VKORC1 (se disponível). Warfarin dosing Opens in new window
These drug options and doses relate to a patient with no comorbidities.
Opções primárias
Sem considerações especiais; câncer ativo
apixabana: 10 mg por via oral duas vezes ao dia por 7 dias, seguidos por 5 mg duas vezes ao dia
ou
Sem considerações especiais; câncer ativo
rivaroxabana: 15 mg por via oral duas vezes ao dia por 21 dias, seguidos por 20 mg uma vez ao dia
ou
Câncer ativo
edoxabana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; peso corporal ≤60 kg: 30 mg por via oral uma vez ao dia; peso corporal >60 kg: 60 mg por via oral uma vez ao dia
ou
Câncer ativo
dabigatrana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; 18-74 anos de idade: 150 mg por via oral duas vezes ao dia; 75-79 anos de idade: 110-150 mg por via oral duas vezes ao dia; ≥80 anos de idade: 110 mg por via oral duas vezes ao dia
ou
Gestantes
enoxaparina: peso corporal <50 kg: 40 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 50-69 kg: 60 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 70-89 kg: 80 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal ≥90 kg: 100 mg por via subcutânea duas vezes ao dia
Mais enoxaparinaDose baseada no peso corporal no início da gestação.
ou
Gestantes
dalteparina: peso corporal <50 kg: 5000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 50-69 kg: 6000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 70-89 kg: 8000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal ≥90 kg: 10.000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia
Mais dalteparinaDose baseada no peso corporal no início da gestação.
Opções secundárias
Sem considerações especiais
edoxabana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; peso corporal ≤60 kg: 30 mg por via oral uma vez ao dia; peso corporal >60 kg: 60 mg por via oral uma vez ao dia
ou
Sem considerações especiais
dabigatrana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; 18-74 anos de idade: 150 mg por via oral duas vezes ao dia; 75-79 anos de idade: 110-150 mg por via oral duas vezes ao dia; ≥80 anos de idade: 110 mg por via oral duas vezes ao dia
ou
Sem considerações especiais
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
dalteparina: 100 unidades/kg por via subcutânea a cada 12 horas
--E--
varfarina: 5-10 mg por via oral uma vez ao dia inicialmente, ajuste a dose de acordo com o INR-alvo
Mais varfarinaA dose inicial pode ser calculada usando-se uma ferramenta online que leva em conta as características dos pacientes e/ou informações de genótipo CYP2C9/VKORC1 (se disponível). Warfarin dosing Opens in new window
ou
Câncer ativo
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
Câncer ativo
dalteparina: 200 unidades/kg por via subcutânea uma vez ao dia durante os primeiros 30 dias, seguidas de 150 unidades/kg uma vez ao dia por 5 meses, máximo de 18.000 unidades/dose
Mais dalteparinaConsulte o formulário de medicamentos local para obter uma tabela de doses recomendadas com base no peso. Use seringas de dose fixa para esta indicação.
ou
Câncer ativo
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
dalteparina: 200 unidades/kg por via subcutânea uma vez ao dia durante os primeiros 30 dias, seguidas de 150 unidades/kg uma vez ao dia por 5 meses, máximo de 18.000 unidades/dose
Mais dalteparinaConsulte o formulário de medicamentos local para obter uma tabela de doses recomendadas com base no peso. Use seringas de dose fixa para esta indicação.
--E--
varfarina: 5-10 mg por via oral uma vez ao dia inicialmente, ajuste a dose de acordo com o INR-alvo
Mais varfarinaA dose inicial pode ser calculada usando-se uma ferramenta online que leva em conta as características dos pacientes e/ou informações de genótipo CYP2C9/VKORC1 (se disponível). Warfarin dosing Opens in new window
Drug choice, dose and interactions may be affected by the patient's comorbidities. Check your local drug formulary.
Show drug information for a patient with no comorbidities
Opções primárias
Sem considerações especiais; câncer ativo
apixabana
ou
Sem considerações especiais; câncer ativo
rivaroxabana
ou
Câncer ativo
edoxabana
ou
Câncer ativo
dabigatrana
ou
Gestantes
enoxaparina
ou
Gestantes
dalteparina
Opções secundárias
Sem considerações especiais
edoxabana
ou
Sem considerações especiais
dabigatrana
ou
Sem considerações especiais
enoxaparina
ou
dalteparina
--E--
varfarina
ou
Câncer ativo
enoxaparina
ou
Câncer ativo
dalteparina
ou
Câncer ativo
enoxaparina
ou
dalteparina
--E--
varfarina
medicamentos vasoativos
Tratamento adicional recomendado para ALGUNS pacientes no grupo de pacientes selecionado
Administre um vasopressor, como noradrenalina (norepinefrina) ou adrenalina (epinefrina), ou um inotrópico, como a dobutamina, se a pressão arterial sistólica permanecer <90 mmHg após a trombólise, concomitantemente ou enquanto se espera pela trombólise, se o paciente permanecer hemodinamicamente instável apesar de uma fluidoterapia intravenosa adequada.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Evidências: seleção de medicamentos vasoativos
A escolha do medicamento vasoativo é baseada em evidências limitadas.
As evidências sugerem que a noradrenalina parece melhorar a função do ventrículo direito (VD) por meio de seu efeito inotrópico, bem como melhorar a perfusão coronariana ao aumentar a pressão sistêmica.
No entanto, a noradrenalina aumenta a resistência vascular pulmonar e não há dados conclusivos sobre seu potencial uso na EP.[198]Prewitt RM. Hemodynamic management in pulmonary embolism and acute hypoxemic respiratory failure. Crit Care Med. 1990 Jan;18(1 pt 2):S61-9. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2403515?tool=bestpractice.com
O uso de dobutamina pode ser considerado nos pacientes com EP, baixo índice cardíaco e pressão arterial normal com base nos resultados de alguns estudos.
A dobutamina eleva a contratilidade com um aumento no volume sistólico e no débito cardíaco. No entanto, elevar o índice cardíaco acima dos valores fisiológicos pode agravar a incompatibilidade ventilação-perfusão ao redistribuir ainda mais o fluxo dos vasos (parcialmente) obstruídos para os não obstruídos.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [199]Manier G, Castaing Y. Influence of cardiac output on oxygen exchange in acute pulmonary embolism. Am Rev Respir Dis. 1992 Jan;145(1):130-6. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1731576?tool=bestpractice.com
A adrenalina combina as propriedades benéficas da noradrenalina (vasoconstrição com aumento da perfusão do VD, inotropismo positivo) e da dobutamina (inotropismo positivo), mas sem os efeitos vasodilatadores associados a esta última.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Um pequeno estudo descritivo prospectivo de pacientes com insuficiência venosa e choque demonstrou que, durante a infusão de adrenalina, a pressão arterial média, o índice cardíaco e o índice de volume sistólico aumentaram, e a fração de ejeção do VD também melhorou.[200]Le Tulzo Y, Seguin P, Gacouin A, et al. Effects of epinephrine on right ventricular function in patients with severe septic shock and right ventricular failure: a preliminary descriptive study. Intensive Care Med. 1997 Jun;23(6):664-70. https://www.doi.org/10.1007/s001340050391 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9255647?tool=bestpractice.com
Outro pequeno estudo mostrou que a adrenalina melhorou o débito cardíaco em pacientes com choque sem ter um efeito prejudicial na resistência vascular pulmonar.[201]Cheung PY, Barrington KJ. The effects of dopamine and epinephrine on hemodynamics and oxygen metabolism in hypoxic anesthetized piglets. Crit Care. 2001 Apr 26;5(3):158-66. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11353933?tool=bestpractice.com
Opções primárias
noradrenalina: Infusão intravenosa de 0.4 a 0.8 mg/hora inicialmente, ajuste a dose de acordo com a resposta
Mais noradrenalinaA dose refere-se à base de noradrenalina.
ou
dobutamina: infusão intravenosa de 2.5 a 10 microgramas/kg/minuto inicialmente, ajuste a dose de acordo com a resposta, máximo de 40 microgramas/kg/minuto
Opções secundárias
adrenalina: infusão intravenosa de 2-10 microgramas/minuto inicialmente, ajustar a dose de acordo com a resposta
These drug options and doses relate to a patient with no comorbidities.
Opções primárias
noradrenalina: Infusão intravenosa de 0.4 a 0.8 mg/hora inicialmente, ajuste a dose de acordo com a resposta
Mais noradrenalinaA dose refere-se à base de noradrenalina.
ou
dobutamina: infusão intravenosa de 2.5 a 10 microgramas/kg/minuto inicialmente, ajuste a dose de acordo com a resposta, máximo de 40 microgramas/kg/minuto
Opções secundárias
adrenalina: infusão intravenosa de 2-10 microgramas/minuto inicialmente, ajustar a dose de acordo com a resposta
Drug choice, dose and interactions may be affected by the patient's comorbidities. Check your local drug formulary.
Show drug information for a patient with no comorbidities
Opções primárias
noradrenalina
ou
dobutamina
Opções secundárias
adrenalina
Considerar – embolectomia cirúrgica/tratamento percutâneo dirigido por cateter
embolectomia cirúrgica/tratamento percutâneo dirigido por cateter
Tratamento adicional recomendado para ALGUNS pacientes no grupo de pacientes selecionado
Se a trombólise falhar, o uso dessas intervenções dependerá da experiência e da disponibilidade locais.
De acordo com as diretrizes da European Society of Cardiology, a embolectomia cirúrgica ou a terapia percutânea dirigida por cateter podem ser indicadas nas seguintes circunstâncias:[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [246]He C, Von Segesser LK, Kappetein PA, et al. Acute pulmonary embolectomy. Eur J Cardiothorac Surg. 2012 Dec 7;43(6):1087-95. https://www.doi.org/10.1093/ejcts/ezs605 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23220935?tool=bestpractice.com
Pacientes que não podem receber terapia trombolítica devido ao risco de sangramento
Tempo insuficiente para trombólise sistêmica efetiva
Falha na trombólise.
Evidências: embolectomia pulmonar cirúrgica e desfechos da terapia dirigida por cateter
As evidências são escassas, então o gerenciamento dependerá das opções e conhecimentos locais.
Não há dados comparativos para orientar o tratamento primário de pacientes com EP de alto risco (maciça) e uma forte contraindicação à trombólise sistêmica.
No entanto, alguns pequenos estudos analisaram os resultados da embolectomia pulmonar cirúrgica e da terapia dirigida por cateter.
As taxas de mortalidade após a embolectomia pulmonar variam de 4% a 27%.[208]Fukuda I, Daitoku K. Surgical embolectomy for acute pulmonary thromboembolism. Ann Vasc Dis. 2017 Jun 25;10(2):107-114. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29034035?tool=bestpractice.com Em uma pequena coorte de pacientes submetidos à embolectomia pulmonar cirúrgica para tromboembolismo pulmonar agudo de alto risco (maciço), a taxa de sobrevida em 10 anos foi de 84%.[209]Fukuda I, Taniguchi S, Fukui K, et al. Improved outcome of surgical pulmonary embolectomy by aggressive intervention for critically ill patients. Ann Thorac Surg. 2011 Mar;91(3):728-32. https://www.doi.org/10.1016/j.athoracsur.2010.10.086 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21352987?tool=bestpractice.com
Uma metanálise de ensaios clínicos não randomizados de terapias dirigidas por cateter registrou uma taxa de sucesso clínico de 87% com um risco associado de complicações maiores e menores de 2% e 8%, respectivamente.[210]Kuo WT, Gould MK, Louie JD, at al. Catheter-directed therapy for the treatment of massive pulmonary embolism: systematic review and meta-analysis of modern techniques. J Vasc Interv Radiol. 2009 Nov;20(11):1431-40. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19875060?tool=bestpractice.com
A extensão da recuperação precoce do ventrículo direito (VD) após uma trombólise de baixa dose dirigida por cateter parece comparável à da trombólise sistêmica em dose padrão, enquanto a anticoagulação apenas com heparina tem pouco efeito sobre a melhora do tamanho e do desempenho do VD nas primeiras 24 a 48 horas.
Em um ensaio clínico randomizado e controlado (ECRC) de 59 pacientes de risco intermediário, quando comparado ao tratamento com heparina somente, a trombólise dirigida por cateter acelerada por ultrassonografia (administração de 10 mg de alteplase por pulmão tratado durante 15 horas) reduziu significativamente a relação da dimensão subanular do VD/VE entre o início e o acompanhamento a 24 horas sem um aumento nas complicações hemorrágicas.[211]Konstantinides S, Tiede N, Geibel A, et al. Comparison of alteplase versus heparin for resolution of major pulmonary embolism. Am J Cardiol. 1998 Oct 15;82(8):966-70. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9794353?tool=bestpractice.com [212]Becattini C, Agnelli G, Salvi A, et al. Bolus tenecteplase for right ventricle dysfunction in hemodynamically stable patients with pulmonary embolism. Thromb Res. 2009 Oct 14;125(3):e82-6. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19833379?tool=bestpractice.com [213]Kucher N, Boekstegers P, Müller OJ, et al. Randomized, controlled trial of ultrasound-assisted catheter-directed thrombolysis for acute intermediate-risk pulmonary embolism. Circulation. 2013 Nov 13;129(4):479-86. https://www.doi.org/10.1161/CIRCULATIONAHA.113.005544 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24226805?tool=bestpractice.com
Evidência: Oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO)
As diretrizes sugerem certas situações nas quais a ECMO pode ser considerada, com base em evidências de baixa qualidade.
A diretriz de 2019 da European Society of Cardiology (ESC) para o diagnóstico e tratamento da EP aguda afirma que, nos pacientes com EP de alto risco e colapso circulatório ou parada cardíaca refratários, um uso temporário da ECMO pode ser considerado com a embolectomia cirúrgica ou por cateter (se houver expertise e recursos apropriados disponíveis).[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [200]Le Tulzo Y, Seguin P, Gacouin A, et al. Effects of epinephrine on right ventricular function in patients with severe septic shock and right ventricular failure: a preliminary descriptive study. Intensive Care Med. 1997 Jun;23(6):664-70. https://www.doi.org/10.1007/s001340050391 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9255647?tool=bestpractice.com
Isso foi baseado em evidências de séries de casos (classe de recomendação IIb, a qual indica evidências conflitantes e/ou divergência de opinião sobre a utilidade/eficácia do tratamento; a utilidade/eficácia está menos bem estabelecida pela evidência/opinião que a classe IIa). A diretriz afirma que nenhum ensaio clínico randomizado foi relatado, e mais evidências (por exemplo, de estudos de coorte) são necessárias para apoiar o lugar da ECMO no tratamento da EP aguda de alto risco.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
A série de casos mais recente foi relatada retrospectivamente em 180 pacientes com EP de alto risco que foram tratados em vários centros diferentes (52 pacientes tiveram ECMO veno-arterial e 128 foram tratados sem ECMO).[214]Meneveau N, Guillon B, Planquette B, et al. Outcomes after extracorporeal membrane oxygenation for the treatment of high-risk pulmonary embolism: a multicentre series of 52 cases. Eur Heart J. 2018 Dec 14;39(47):4196-204. https://academic.oup.com/eurheartj/article/39/47/4196/5078171 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30137303?tool=bestpractice.com
No geral, a mortalidade em 30 dias foi alta em 48.3% (IC 95% 41% a 56%). Pacientes que fizeram ECMO como parte do tratamento tiveram uma apresentação mais grave com pior prognóstico.[214]Meneveau N, Guillon B, Planquette B, et al. Outcomes after extracorporeal membrane oxygenation for the treatment of high-risk pulmonary embolism: a multicentre series of 52 cases. Eur Heart J. 2018 Dec 14;39(47):4196-204. https://academic.oup.com/eurheartj/article/39/47/4196/5078171 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30137303?tool=bestpractice.com
A taxa de mortalidade foi menor para ECMO mais embolectomia cirúrgica (29.4%, IC 95% 51% a 89%) do que para ECMO mais fibrinólise (76.5%, IC 95% 57% a 97%) ou para ECMO isolada (77.7%, IC 95% 59% a 97%; P = 0.004).[214]Meneveau N, Guillon B, Planquette B, et al. Outcomes after extracorporeal membrane oxygenation for the treatment of high-risk pulmonary embolism: a multicentre series of 52 cases. Eur Heart J. 2018 Dec 14;39(47):4196-204. https://academic.oup.com/eurheartj/article/39/47/4196/5078171 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30137303?tool=bestpractice.com
Os pesquisadores concluíram que os resultados indicam uma promessa para a ECMO quando usada em combinação com a embolectomia cirúrgica em pacientes com EP de alto risco, mas nenhum papel justificável da ECMO quando usada em pacientes com falha na trombólise ou como tratamento independente.[214]Meneveau N, Guillon B, Planquette B, et al. Outcomes after extracorporeal membrane oxygenation for the treatment of high-risk pulmonary embolism: a multicentre series of 52 cases. Eur Heart J. 2018 Dec 14;39(47):4196-204. https://academic.oup.com/eurheartj/article/39/47/4196/5078171 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30137303?tool=bestpractice.com
Nesta série de casos, 38.5% (IC 95% 25% a 52%) dos pacientes tratados com ECMO (com ou sem outros tratamentos) tiveram um sangramento importante no hospital.[214]Meneveau N, Guillon B, Planquette B, et al. Outcomes after extracorporeal membrane oxygenation for the treatment of high-risk pulmonary embolism: a multicentre series of 52 cases. Eur Heart J. 2018 Dec 14;39(47):4196-204. https://academic.oup.com/eurheartj/article/39/47/4196/5078171 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30137303?tool=bestpractice.com
A diretriz da ESC de 2019 afirma que o aumento do risco de sangramento relacionado à necessidade de acesso vascular é uma consideração importante, especialmente quando os pacientes também estão passando por trombólise.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
iniciar heparina não fracionada
Envolva um apoio sênior e/ou de cuidados intensivos nos pacientes hemodinamicamente instáveis.
Inicie heparina não fracionada (HNF) nos pacientes hemodinamicamente instáveis antes da reperfusão primária.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
A HNF possui meia-vida curta, é fácil de monitorar e é facilmente reversível com protamina.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Verifique as diretrizes locais e busque aconselhamento especializado ao decidir por quanto tempo continuar com a HNF.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com No Reino Unido é prática comum interromper a HNF dentro de 24 horas.
Practical tip
Nos pacientes hemodinamicamente instáveis, uma evidência de disfunção do VD à ecocardiografia é suficiente para justificar uma anticoagulação urgente.
Esses pacientes normalmente estão muito instáveis para serem submetidos a uma angiografia pulmonar por tomografia computadorizada.
Evidência: HBPM na EP de alto risco
Não há evidências suficientes para apoiar o uso de HBPM na EP hemodinamicamente instável (de alto risco).
Há algumas evidências de que a heparina de baixo peso molecular (HBPM) tem um perfil de segurança semelhante ao da HNF quando usada antes da trombólise.
Um estudo multicêntrico observacional prospectivo mostrou taxas de sangramento semelhantes após a trombólise em pacientes com HNF ou HBPM. No entanto, essa evidência permanece limitada.
Não há evidências suficientes para recomendar a HBPM como uma opção de primeira linha para pacientes com EP que sejam hemodinamicamente instáveis.[172]Senturk A, Ucar EY, Berk S, et al. Should low molecular weight heparin be preferred over unfractionated heparin after thrombolysis for severity pulmonary embolism? Clin Appl Thromb Hemost. 2015 Jan 27;22(4):395-9. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25630985?tool=bestpractice.com
Practical tip
Procure aconselhamento hematológico se um paciente com EP de alto risco e hemodinamicamente instável tiver alguma contraindicação à trombólise.
Na prática, quase qualquer contraindicação à trombólise deve ser considerada apenas relativa em pacientes de alto risco que apresentam instabilidade hemodinâmica.
Isso ocorre porque o risco de mortalidade por EP de alto risco é tão elevado que é provável que supere qualquer risco de sangramento por trombólise nesse grupo de pacientes.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Contraindicações absolutas:[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico ou AVC de origem desconhecida a qualquer momento
AVC isquêmico nos 6 meses precedentes
Danos ou neoplasias no sistema nervoso central (SNC)
Trauma maior/cirurgia/traumatismo cranioencefálico recente (nas 3 semanas precedentes)
Hemorragia digestiva dentro do último mês
Risco de sangramento conhecido.
Contraindicações relativas:
Ataque isquêmico transitório nos 6 meses precedentes
Terapia anticoagulante oral
Gravidez ou dentro de 1 semana após o parto
Ressuscitação traumática (em relação a este episódio de EP)
Hipertensão refratária (pressão arterial sistólica > 180 mmHg)
Doença hepática avançada
Endocardite infecciosa
Úlcera péptica ativa.
Opções primárias
heparina: 10.000 unidades por via intravenosa como dose de ataque inicialmente, seguidas por 18 unidades/kg//hora em infusão intravenosa, ajuste a dose de acordo com o TTPa.
These drug options and doses relate to a patient with no comorbidities.
Opções primárias
heparina: 10.000 unidades por via intravenosa como dose de ataque inicialmente, seguidas por 18 unidades/kg//hora em infusão intravenosa, ajuste a dose de acordo com o TTPa.
Drug choice, dose and interactions may be affected by the patient's comorbidities. Check your local drug formulary.
Show drug information for a patient with no comorbidities
Opções primárias
heparina
mudar para um anticoagulante alternativo
Tratamento recomendado para TODOS os pacientes no grupo de pacientes selecionado
Continue a anticoagulação com heparina não fracionada (HNF) antes de mudar para apixabana ou rivaroxabana; a heparina de baixo peso molecular (HBPM) é uma alternativa se elas não forem adequadas.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 A HNF pode ser administrada durante a infusão contínua de alteplase, mas deve ser descontinuada durante a infusão de estreptoquinase ou uroquinase.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com No Reino Unido, é prática comum interromper a HNF dentro de 24 horas, mas isso dependerá da estabilidade do paciente.
Se houver mudança para a rivaroxabana ou a apixabana, esses medicamentos podem ser iniciados após a interrupção da HNF sem a necessidade de terapia inicial com anticoagulação parenteral.
O tratamento de fase aguda consiste em uma dose aumentada do anticoagulante oral nas primeiras 3 semanas (para rivaroxabana) ou nos primeiros 7 dias (para apixabana).
Se mudar para HBPM, a duração total do tratamento com HNF e, em seguida, HBPM deve ser de pelo menos 5 dias.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Se a anticoagulação contínua for com varfarina, assegure a sobreposição com um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias ou até que a INR seja ≥2 por pelo menos duas leituras consecutivas (o que for mais longo), seguido por um antagonista da vitamina K (VKA) isolado.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 Busque aconselhamento especializado para decidir quando iniciar a varfarina.
ou
Se a anticoagulação contínua for com edoxabana ou dabigatrana, pelo menos 5 dias de terapia inicial com um anticoagulante parenteral são necessários primeiro. Pare o anticoagulante parenteral antes de iniciar o dabigatrana ou o edoxabana.[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
Practical tip
Se o paciente pesar <50 kg or >120 kg, considere usar um anticoagulante com monitoramento dos níveis terapêuticos (por exemplo, varfarina).[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Procure aconselhamento especializado ao alternar entre anticoagulantes.
O protocolo depende do anticoagulante para o qual você está mudando. Informações sobre hematologia são importantes.
Esteja atento aos grupos especiais de pacientes, como gravidez, função renal anormal e câncer ativo, pois esses grupos precisarão de um tipo/dose específica de anticoagulante. Se o paciente tiver síndrome antifosfolipídica tripla positiva, busque a orientação de um hematologista.
Practical tip
Nunca administre um anticoagulante oral de ação direta (AOD) simultaneamente com a anticoagulação parenteral.
Embora a varfarina seja iniciada ao mesmo tempo que um anticoagulante parenteral e sobreposta por pelo menos 5 dias ou até que a INR seja ≥2 por pelo menos duas leituras consecutivas (o que for mais longo), seguida por um VKA isolado, os AODs nunca devem ser sobrepostos ou administrados ao mesmo tempo que um anticoagulante parenteral.
A apixabana e a rivaroxabana podem ser iniciadas sem a necessidade de terapia inicial com um anticoagulante parenteral primeiro. Qualquer um desses AODs pode ser usado como uma abordagem de medicamento único; é por isso que as diretrizes da British Thoracic Society os recomendam como as opções preferidas de AODs em qualquer paciente que possa ser adequado para alta precoce.[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
No entanto, a dabigatrana e a edoxabana requerem pelo menos 5 dias de terapia inicial com um anticoagulante parenteral antes de iniciar o tratamento. O anticoagulante parenteral deve ser interrompido antes do início da dabigatrana ou edoxabana.
Opções primárias
Sem considerações especiais; câncer ativo
apixabana: 10 mg por via oral duas vezes ao dia por 7 dias, seguidos por 5 mg duas vezes ao dia
ou
Sem considerações especiais; câncer ativo
rivaroxabana: 15 mg por via oral duas vezes ao dia por 21 dias, seguidos por 20 mg uma vez ao dia
ou
Câncer ativo
edoxabana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; peso corporal ≤60 kg: 30 mg por via oral uma vez ao dia; peso corporal >60 kg: 60 mg por via oral uma vez ao dia
ou
Câncer ativo
dabigatrana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; 18-74 anos de idade: 150 mg por via oral duas vezes ao dia; 75-79 anos de idade: 110-150 mg por via oral duas vezes ao dia; ≥80 anos de idade: 110 mg por via oral duas vezes ao dia
ou
Gestantes
enoxaparina: peso corporal <50 kg: 40 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 50-69 kg: 60 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 70-89 kg: 80 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal ≥90 kg: 100 mg por via subcutânea duas vezes ao dia
Mais enoxaparinaDose baseada no peso corporal no início da gestação.
ou
Mulheres gestantes
dalteparina: peso corporal <50 kg: 5000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 50-69 kg: 6000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 70-89 kg: 8000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal ≥90 kg: 10.000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia
Mais dalteparinaDose baseada no peso corporal no início da gestação.
Opções secundárias
Sem considerações especiais
edoxabana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; peso corporal ≤60 kg: 30 mg por via oral uma vez ao dia; peso corporal >60 kg: 60 mg por via oral uma vez ao dia
ou
Sem considerações especiais
dabigatrana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; 18-74 anos de idade: 150 mg por via oral duas vezes ao dia; 75-79 anos de idade: 110-150 mg por via oral duas vezes ao dia; ≥80 anos de idade: 110 mg por via oral duas vezes ao dia
ou
Sem considerações especiais
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
dalteparina: 100 unidades/kg por via subcutânea a cada 12 horas
--E--
varfarina: 5-10 mg por via oral uma vez ao dia inicialmente, ajuste a dose de acordo com o INR-alvo
Mais varfarinaA dose inicial pode ser calculada usando-se uma ferramenta online que leva em conta as características dos pacientes e/ou informações de genótipo CYP2C9/VKORC1 (se disponível). Warfarin dosing Opens in new window
ou
Câncer ativo
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
Câncer ativo
dalteparina: 200 unidades/kg por via subcutânea uma vez ao dia durante os primeiros 30 dias, seguidas de 150 unidades/kg uma vez ao dia por 5 meses, máximo de 18.000 unidades/dose
Mais dalteparinaConsulte o formulário de medicamentos local para obter uma tabela de doses recomendadas com base no peso. Use seringas de dose fixa para esta indicação.
ou
Câncer ativo
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
dalteparina: 200 unidades/kg por via subcutânea uma vez ao dia durante os primeiros 30 dias, seguidas de 150 unidades/kg uma vez ao dia por 5 meses, máximo de 18.000 unidades/dose
Mais dalteparinaConsulte o formulário de medicamentos local para obter uma tabela de doses recomendadas com base no peso. Use seringas de dose fixa para esta indicação.
--E--
varfarina: 5-10 mg por via oral uma vez ao dia inicialmente, ajuste a dose de acordo com o INR-alvo
Mais varfarinaA dose inicial pode ser calculada usando-se uma ferramenta online que leva em conta as características dos pacientes e/ou informações de genótipo CYP2C9/VKORC1 (se disponível). Warfarin dosing Opens in new window
These drug options and doses relate to a patient with no comorbidities.
Opções primárias
Sem considerações especiais; câncer ativo
apixabana: 10 mg por via oral duas vezes ao dia por 7 dias, seguidos por 5 mg duas vezes ao dia
ou
Sem considerações especiais; câncer ativo
rivaroxabana: 15 mg por via oral duas vezes ao dia por 21 dias, seguidos por 20 mg uma vez ao dia
ou
Câncer ativo
edoxabana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; peso corporal ≤60 kg: 30 mg por via oral uma vez ao dia; peso corporal >60 kg: 60 mg por via oral uma vez ao dia
ou
Câncer ativo
dabigatrana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; 18-74 anos de idade: 150 mg por via oral duas vezes ao dia; 75-79 anos de idade: 110-150 mg por via oral duas vezes ao dia; ≥80 anos de idade: 110 mg por via oral duas vezes ao dia
ou
Gestantes
enoxaparina: peso corporal <50 kg: 40 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 50-69 kg: 60 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 70-89 kg: 80 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal ≥90 kg: 100 mg por via subcutânea duas vezes ao dia
Mais enoxaparinaDose baseada no peso corporal no início da gestação.
ou
Mulheres gestantes
dalteparina: peso corporal <50 kg: 5000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 50-69 kg: 6000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 70-89 kg: 8000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal ≥90 kg: 10.000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia
Mais dalteparinaDose baseada no peso corporal no início da gestação.
Opções secundárias
Sem considerações especiais
edoxabana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; peso corporal ≤60 kg: 30 mg por via oral uma vez ao dia; peso corporal >60 kg: 60 mg por via oral uma vez ao dia
ou
Sem considerações especiais
dabigatrana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; 18-74 anos de idade: 150 mg por via oral duas vezes ao dia; 75-79 anos de idade: 110-150 mg por via oral duas vezes ao dia; ≥80 anos de idade: 110 mg por via oral duas vezes ao dia
ou
Sem considerações especiais
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
dalteparina: 100 unidades/kg por via subcutânea a cada 12 horas
--E--
varfarina: 5-10 mg por via oral uma vez ao dia inicialmente, ajuste a dose de acordo com o INR-alvo
Mais varfarinaA dose inicial pode ser calculada usando-se uma ferramenta online que leva em conta as características dos pacientes e/ou informações de genótipo CYP2C9/VKORC1 (se disponível). Warfarin dosing Opens in new window
ou
Câncer ativo
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
Câncer ativo
dalteparina: 200 unidades/kg por via subcutânea uma vez ao dia durante os primeiros 30 dias, seguidas de 150 unidades/kg uma vez ao dia por 5 meses, máximo de 18.000 unidades/dose
Mais dalteparinaConsulte o formulário de medicamentos local para obter uma tabela de doses recomendadas com base no peso. Use seringas de dose fixa para esta indicação.
ou
Câncer ativo
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
dalteparina: 200 unidades/kg por via subcutânea uma vez ao dia durante os primeiros 30 dias, seguidas de 150 unidades/kg uma vez ao dia por 5 meses, máximo de 18.000 unidades/dose
Mais dalteparinaConsulte o formulário de medicamentos local para obter uma tabela de doses recomendadas com base no peso. Use seringas de dose fixa para esta indicação.
--E--
varfarina: 5-10 mg por via oral uma vez ao dia inicialmente, ajuste a dose de acordo com o INR-alvo
Mais varfarinaA dose inicial pode ser calculada usando-se uma ferramenta online que leva em conta as características dos pacientes e/ou informações de genótipo CYP2C9/VKORC1 (se disponível). Warfarin dosing Opens in new window
Drug choice, dose and interactions may be affected by the patient's comorbidities. Check your local drug formulary.
Show drug information for a patient with no comorbidities
Opções primárias
Sem considerações especiais; câncer ativo
apixabana
ou
Sem considerações especiais; câncer ativo
rivaroxabana
ou
Câncer ativo
edoxabana
ou
Câncer ativo
dabigatrana
ou
Gestantes
enoxaparina
ou
Mulheres gestantes
dalteparina
Opções secundárias
Sem considerações especiais
edoxabana
ou
Sem considerações especiais
dabigatrana
ou
Sem considerações especiais
enoxaparina
ou
dalteparina
--E--
varfarina
ou
Câncer ativo
enoxaparina
ou
Câncer ativo
dalteparina
ou
Câncer ativo
enoxaparina
ou
dalteparina
--E--
varfarina
medicamentos vasoativos
Tratamento adicional recomendado para ALGUNS pacientes no grupo de pacientes selecionado
Administre um vasopressor, como noradrenalina (norepinefrina) ou adrenalina (epinefrina), ou um inotrópico, como a dobutamina, concomitantemente ou enquanto se espera pela trombólise, se o paciente permanecer hemodinamicamente instável apesar de uma fluidoterapia intravenosa adequada.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Evidências: seleção de medicamentos vasoativos
A escolha do medicamento vasoativo é baseada em evidências limitadas.
As evidências sugerem que a noradrenalina parece melhorar a função do ventrículo direito (VD) por meio de seu efeito inotrópico, bem como melhorar a perfusão coronariana ao aumentar a pressão sistêmica.
No entanto, a noradrenalina aumenta a resistência vascular pulmonar e não há dados conclusivos sobre seu potencial uso na EP.[198]Prewitt RM. Hemodynamic management in pulmonary embolism and acute hypoxemic respiratory failure. Crit Care Med. 1990 Jan;18(1 pt 2):S61-9. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2403515?tool=bestpractice.com
O uso de dobutamina pode ser considerado nos pacientes com EP, baixo índice cardíaco e PA normal com base nos resultados de alguns estudos.
A dobutamina eleva a contratilidade com um aumento no volume sistólico e no débito cardíaco. No entanto, elevar o índice cardíaco acima dos valores fisiológicos pode agravar a incompatibilidade ventilação-perfusão ao redistribuir ainda mais o fluxo dos vasos (parcialmente) obstruídos para os não obstruídos.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [199]Manier G, Castaing Y. Influence of cardiac output on oxygen exchange in acute pulmonary embolism. Am Rev Respir Dis. 1992 Jan;145(1):130-6. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1731576?tool=bestpractice.com
A adrenalina combina as propriedades benéficas da noradrenalina (vasoconstrição com aumento da perfusão do VD, inotropismo positivo) e da dobutamina (inotropismo positivo), mas sem os efeitos vasodilatadores associados a esta última.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Um pequeno estudo descritivo prospectivo de pacientes com insuficiência venosa e choque demonstrou que, durante a infusão de adrenalina, a pressão arterial média, o índice cardíaco e o índice de volume sistólico aumentaram, e a fração de ejeção do VD também melhorou.[200]Le Tulzo Y, Seguin P, Gacouin A, et al. Effects of epinephrine on right ventricular function in patients with severe septic shock and right ventricular failure: a preliminary descriptive study. Intensive Care Med. 1997 Jun;23(6):664-70. https://www.doi.org/10.1007/s001340050391 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9255647?tool=bestpractice.com
Outro pequeno estudo mostrou que a adrenalina melhorou o débito cardíaco em pacientes com choque sem ter um efeito prejudicial na resistência vascular pulmonar.[201]Cheung PY, Barrington KJ. The effects of dopamine and epinephrine on hemodynamics and oxygen metabolism in hypoxic anesthetized piglets. Crit Care. 2001 Apr 26;5(3):158-66. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11353933?tool=bestpractice.com
Opções primárias
noradrenalina: Infusão intravenosa de 0.4 a 0.8 mg/hora inicialmente, ajuste a dose de acordo com a resposta
Mais noradrenalinaA dose refere-se à base de noradrenalina.
ou
dobutamina: infusão intravenosa de 2.5 a 10 microgramas/kg/minuto inicialmente, ajuste a dose de acordo com a resposta, máximo de 40 microgramas/kg/minuto
Opções secundárias
adrenalina: infusão intravenosa de 2-10 microgramas/minuto inicialmente, ajustar a dose de acordo com a resposta
These drug options and doses relate to a patient with no comorbidities.
Opções primárias
noradrenalina: Infusão intravenosa de 0.4 a 0.8 mg/hora inicialmente, ajuste a dose de acordo com a resposta
Mais noradrenalinaA dose refere-se à base de noradrenalina.
ou
dobutamina: infusão intravenosa de 2.5 a 10 microgramas/kg/minuto inicialmente, ajuste a dose de acordo com a resposta, máximo de 40 microgramas/kg/minuto
Opções secundárias
adrenalina: infusão intravenosa de 2-10 microgramas/minuto inicialmente, ajustar a dose de acordo com a resposta
Drug choice, dose and interactions may be affected by the patient's comorbidities. Check your local drug formulary.
Show drug information for a patient with no comorbidities
Opções primárias
noradrenalina
ou
dobutamina
Opções secundárias
adrenalina
Considerar – embolectomia cirúrgica/tratamento percutâneo dirigido por cateter
embolectomia cirúrgica/tratamento percutâneo dirigido por cateter
Tratamento adicional recomendado para ALGUNS pacientes no grupo de pacientes selecionado
De acordo com as diretrizes da European Society of Cardiology, a embolectomia cirúrgica ou a terapia percutânea dirigida por cateter podem ser indicadas nas seguintes circunstâncias:[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [246]He C, Von Segesser LK, Kappetein PA, et al. Acute pulmonary embolectomy. Eur J Cardiothorac Surg. 2012 Dec 7;43(6):1087-95. https://www.doi.org/10.1093/ejcts/ezs605 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23220935?tool=bestpractice.com
Pacientes que não podem receber terapia trombolítica devido ao risco de sangramento
Tempo insuficiente para trombólise sistêmica efetiva
Falha na trombólise.
O uso dessas intervenções dependerá da expertise e da disponibilidade locais.
Evidências: embolectomia pulmonar cirúrgica e desfechos da terapia dirigida por cateter
As evidências são escassas, então o gerenciamento dependerá das opções e conhecimentos locais.
Não há dados comparativos para orientar o tratamento primário de pacientes com EP de alto risco (maciça) e uma forte contraindicação à trombólise sistêmica.
No entanto, alguns pequenos estudos analisaram os resultados da embolectomia pulmonar cirúrgica e da terapia dirigida por cateter.
As taxas de mortalidade após a embolectomia pulmonar variam de 4% a 27%.[208]Fukuda I, Daitoku K. Surgical embolectomy for acute pulmonary thromboembolism. Ann Vasc Dis. 2017 Jun 25;10(2):107-114. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29034035?tool=bestpractice.com Em uma pequena coorte de pacientes submetidos à embolectomia pulmonar cirúrgica para tromboembolismo pulmonar agudo de alto risco (maciço), a taxa de sobrevida em 10 anos foi de 84%.[209]Fukuda I, Taniguchi S, Fukui K, et al. Improved outcome of surgical pulmonary embolectomy by aggressive intervention for critically ill patients. Ann Thorac Surg. 2011 Mar;91(3):728-32. https://www.doi.org/10.1016/j.athoracsur.2010.10.086 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21352987?tool=bestpractice.com
Uma metanálise de ensaios clínicos não randomizados de terapias dirigidas por cateter registrou uma taxa de sucesso clínico de 87% com um risco associado de complicações maiores e menores de 2% e 8%, respectivamente.[210]Kuo WT, Gould MK, Louie JD, at al. Catheter-directed therapy for the treatment of massive pulmonary embolism: systematic review and meta-analysis of modern techniques. J Vasc Interv Radiol. 2009 Nov;20(11):1431-40. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19875060?tool=bestpractice.com
A extensão da recuperação inicial do ventrículo direito (VD) após a trombólise de baixa dose dirigida por cateter parece comparável à da trombólise sistêmica de dose padrão, enquanto a anticoagulação apenas com heparina tem pouco efeito sobre a melhora do tamanho e do desempenho do VD nas primeiras 24 a 48 horas.
Em um ensaio clínico randomizado e controlado de 59 pacientes de risco intermediário, quando comparada ao tratamento com heparina isolada, a trombólise dirigida por cateter acelerada por ultrassom (administração de 10 mg de alteplase por pulmão tratado ao longo de 15 horas) reduziu significativamente a relação da dimensão subanular do VD/VE entre o início do estudo e o acompanhamento a 24 horas, sem um aumento nas complicações hemorrágicas.[211]Konstantinides S, Tiede N, Geibel A, et al. Comparison of alteplase versus heparin for resolution of major pulmonary embolism. Am J Cardiol. 1998 Oct 15;82(8):966-70. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9794353?tool=bestpractice.com [212]Becattini C, Agnelli G, Salvi A, et al. Bolus tenecteplase for right ventricle dysfunction in hemodynamically stable patients with pulmonary embolism. Thromb Res. 2009 Oct 14;125(3):e82-6. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19833379?tool=bestpractice.com [213]Kucher N, Boekstegers P, Müller OJ, et al. Randomized, controlled trial of ultrasound-assisted catheter-directed thrombolysis for acute intermediate-risk pulmonary embolism. Circulation. 2013 Nov 13;129(4):479-86. https://www.doi.org/10.1161/CIRCULATIONAHA.113.005544 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24226805?tool=bestpractice.com
Evidência: Oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO)
As diretrizes sugerem certas situações nas quais a ECMO pode ser considerada, com base em evidências de baixa qualidade.
A diretriz de 2019 da European Society of Cardiology (ESC) para o diagnóstico e tratamento da EP aguda afirma que, nos pacientes com EP de alto risco e colapso circulatório ou parada cardíaca refratários, um uso temporário da ECMO pode ser considerado com a embolectomia cirúrgica ou por cateter (se houver expertise e recursos apropriados disponíveis).[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [200]Le Tulzo Y, Seguin P, Gacouin A, et al. Effects of epinephrine on right ventricular function in patients with severe septic shock and right ventricular failure: a preliminary descriptive study. Intensive Care Med. 1997 Jun;23(6):664-70. https://www.doi.org/10.1007/s001340050391 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9255647?tool=bestpractice.com
Isso foi baseado em evidências de séries de casos (classe de recomendação IIb, a qual indica evidências conflitantes e/ou divergência de opinião sobre a utilidade/eficácia do tratamento; a utilidade/eficácia está menos bem estabelecida pela evidência/opinião que a classe IIa). A diretriz afirma que nenhum ensaio clínico randomizado foi relatado, e mais evidências (por exemplo, de estudos de coorte) são necessárias para apoiar o lugar da ECMO no tratamento da EP aguda de alto risco.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
A série de casos mais recente foi relatada retrospectivamente em 180 pacientes com EP de alto risco que foram tratados em vários centros diferentes (52 pacientes tiveram ECMO veno-arterial e 128 foram tratados sem ECMO).[214]Meneveau N, Guillon B, Planquette B, et al. Outcomes after extracorporeal membrane oxygenation for the treatment of high-risk pulmonary embolism: a multicentre series of 52 cases. Eur Heart J. 2018 Dec 14;39(47):4196-204. https://academic.oup.com/eurheartj/article/39/47/4196/5078171 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30137303?tool=bestpractice.com
No geral, a mortalidade em 30 dias foi alta em 48.3% (IC 95% 41% a 56%). Pacientes que fizeram ECMO como parte do tratamento tiveram uma apresentação mais grave com pior prognóstico.[214]Meneveau N, Guillon B, Planquette B, et al. Outcomes after extracorporeal membrane oxygenation for the treatment of high-risk pulmonary embolism: a multicentre series of 52 cases. Eur Heart J. 2018 Dec 14;39(47):4196-204. https://academic.oup.com/eurheartj/article/39/47/4196/5078171 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30137303?tool=bestpractice.com
A taxa de mortalidade foi menor para ECMO mais embolectomia cirúrgica (29.4%, IC 95% 51% a 89%) do que para ECMO mais fibrinólise (76.5%, IC 95% 57% a 97%) ou para ECMO isolada (77.7%, IC 95% 59% a 97%; P = 0.004).[214]Meneveau N, Guillon B, Planquette B, et al. Outcomes after extracorporeal membrane oxygenation for the treatment of high-risk pulmonary embolism: a multicentre series of 52 cases. Eur Heart J. 2018 Dec 14;39(47):4196-204. https://academic.oup.com/eurheartj/article/39/47/4196/5078171 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30137303?tool=bestpractice.com
Os pesquisadores concluíram que os resultados indicam uma promessa para a ECMO quando usada em combinação com a embolectomia cirúrgica em pacientes com EP de alto risco, mas nenhum papel justificável da ECMO quando usada em pacientes com falha na trombólise ou como tratamento independente.[214]Meneveau N, Guillon B, Planquette B, et al. Outcomes after extracorporeal membrane oxygenation for the treatment of high-risk pulmonary embolism: a multicentre series of 52 cases. Eur Heart J. 2018 Dec 14;39(47):4196-204. https://academic.oup.com/eurheartj/article/39/47/4196/5078171 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30137303?tool=bestpractice.com
Nesta série de casos, 38.5% (IC 95% 25% a 52%) dos pacientes tratados com ECMO (com ou sem outros tratamentos) tiveram um sangramento importante no hospital.[214]Meneveau N, Guillon B, Planquette B, et al. Outcomes after extracorporeal membrane oxygenation for the treatment of high-risk pulmonary embolism: a multicentre series of 52 cases. Eur Heart J. 2018 Dec 14;39(47):4196-204. https://academic.oup.com/eurheartj/article/39/47/4196/5078171 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30137303?tool=bestpractice.com
A diretriz da ESC de 2019 afirma que o aumento do risco de sangramento relacionado à necessidade de acesso vascular é uma consideração importante, especialmente quando os pacientes também estão passando por trombólise.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
medicamentos vasoativos
Administre um vasopressor, como noradrenalina (norepinefrina) ou adrenalina (epinefrina), ou um inotrópico, como a dobutamina, concomitantemente ou enquanto se espera pela trombólise, se o paciente permanecer hemodinamicamente instável apesar de uma fluidoterapia intravenosa adequada.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Consulte um hematologista se um paciente tiver uma contraindicação à anticoagulação.
Muitos pacientes com contraindicações relativas ainda poderão ter uma escolha diferente ou uma dose alterada de anticoagulação, mas é necessária a opinião de um especialista para avaliar a relação risco-benefício.
As contraindicações absolutas são raras, mas incluem:[171]Expert Panel on Interventional Radiology; Minocha J, Smith AM, Kapoor BS et al. ACR Appropriateness Criteria® radiologic management of venous thromboembolism-inferior vena cava filters. J Am Coll Radiol. 2019 May;16(5s):S214-26. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31054748?tool=bestpractice.com
Sangramento ativo
Hemorragia intracraniana recente
Cirurgia ou procedimento recente, planejado ou emergente com alto risco de sangramento
Contagem plaquetária < 50.000/ul
Diátese hemorrágica grave.
As contraindicações relativas são:[171]Expert Panel on Interventional Radiology; Minocha J, Smith AM, Kapoor BS et al. ACR Appropriateness Criteria® radiologic management of venous thromboembolism-inferior vena cava filters. J Am Coll Radiol. 2019 May;16(5s):S214-26. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31054748?tool=bestpractice.com
Sangramento gastrointestinal recorrente, mas inativo
Tumor intracraniano ou da medula espinhal
Cirurgia ou procedimento recente, planejado ou emergente com risco intermediário de sangramento
Trauma grave, incluindo ressuscitação cardiopulmonar
Dissecção da aorta
Contagem plaquetária < 150.000/uL.
Lembre-se também de que cada anticoagulante pode ter suas próprias contraindicações relativas e absolutas específicas (por exemplo, a heparina é contraindicada nos pacientes com histórico de trombocitopenia induzida por heparina), e elas devem ser verificadas antes de se iniciar o tratamento.
Practical tip
A úlcera péptica sem história de sangramento ou sangue oculto nas fezes não é uma contraindicação à anticoagulação.[171]Expert Panel on Interventional Radiology; Minocha J, Smith AM, Kapoor BS et al. ACR Appropriateness Criteria® radiologic management of venous thromboembolism-inferior vena cava filters. J Am Coll Radiol. 2019 May;16(5s):S214-26. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31054748?tool=bestpractice.com
A anticoagulação é segura na maioria dos pacientes com trauma e neurocirurgia após a primeira ou segunda semana pós-operatória e na maioria dos pacientes com AVC sem hemorragia.[171]Expert Panel on Interventional Radiology; Minocha J, Smith AM, Kapoor BS et al. ACR Appropriateness Criteria® radiologic management of venous thromboembolism-inferior vena cava filters. J Am Coll Radiol. 2019 May;16(5s):S214-26. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31054748?tool=bestpractice.com
Pacientes com lesão da medula espinhal sem hematomielia ainda podem ser considerados para anticoagulação.[171]Expert Panel on Interventional Radiology; Minocha J, Smith AM, Kapoor BS et al. ACR Appropriateness Criteria® radiologic management of venous thromboembolism-inferior vena cava filters. J Am Coll Radiol. 2019 May;16(5s):S214-26. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31054748?tool=bestpractice.com
Procure aconselhamento hematológico se um paciente com EP de alto risco e hemodinamicamente instável tiver alguma contraindicação à trombólise.
Contraindicações absolutas:[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico ou AVC de origem desconhecida a qualquer momento
AVC isquêmico nos 6 meses precedentes
Danos ou neoplasias no sistema nervoso central (SNC)
Trauma maior/cirurgia/traumatismo cranioencefálico recente (nas 3 semanas precedentes)
Hemorragia digestiva dentro do último mês
Risco de sangramento conhecido.
Contraindicações relativas:
Ataque isquêmico transitório nos 6 meses precedentes
Terapia anticoagulante oral
Gravidez ou dentro de 1 semana após o parto
Ressuscitação traumática (em relação a este episódio de EP)
Hipertensão refratária (pressão arterial sistólica > 180 mmHg)
Doença hepática avançada
Endocardite infecciosa
Úlcera péptica ativa.
Practical tip
Na prática, quase qualquer contraindicação à trombólise deve ser considerada apenas relativa em um paciente que tiver instabilidade hemodinâmica.
Isso ocorre porque o risco de mortalidade pelo EP de alto risco é tão elevado que é provável que ele supere qualquer risco de sangramento por trombólise neste grupo de pacientes. No entanto, é necessário aconselhamento especializado em hematologia para avaliar o equilíbrio entre benefícios e riscos.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Evidências: seleção de medicamentos vasoativos
A escolha do medicamento vasoativo é baseada em evidências limitadas.
As evidências sugerem que a noradrenalina (norepinefrina) parece melhorar a função do ventrículo direito (VD) por meio de seu efeito inotrópico, bem como melhorar a perfusão coronariana ao aumentar a pressão sistêmica.
No entanto, a noradrenalina aumenta a resistência vascular pulmonar e não há dados conclusivos sobre seu potencial uso na EP.[198]Prewitt RM. Hemodynamic management in pulmonary embolism and acute hypoxemic respiratory failure. Crit Care Med. 1990 Jan;18(1 pt 2):S61-9. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2403515?tool=bestpractice.com
O uso de dobutamina pode ser considerado nos pacientes com EP, baixo índice cardíaco e PA normal com base nos resultados de alguns estudos.
A dobutamina eleva a contratilidade com um aumento no volume sistólico e no débito cardíaco. No entanto, elevar o índice cardíaco acima dos valores fisiológicos pode agravar a incompatibilidade ventilação-perfusão ao redistribuir ainda mais o fluxo dos vasos (parcialmente) obstruídos para os não obstruídos.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [199]Manier G, Castaing Y. Influence of cardiac output on oxygen exchange in acute pulmonary embolism. Am Rev Respir Dis. 1992 Jan;145(1):130-6. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1731576?tool=bestpractice.com
A adrenalina combina as propriedades benéficas da noradrenalina (vasoconstrição com aumento da perfusão do VD, inotropia positiva) e da dobutamina (inotropia positiva), mas sem os efeitos vasodilatadores associados a esta última.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Um pequeno estudo descritivo prospectivo de pacientes com insuficiência venosa e choque demonstrou que durante a infusão de adrenalina (epinefrina), a pressão arterial média, o índice cardíaco e o índice de volume sistólico aumentaram e a fração de ejeção do VD também melhorou.[200]Le Tulzo Y, Seguin P, Gacouin A, et al. Effects of epinephrine on right ventricular function in patients with severe septic shock and right ventricular failure: a preliminary descriptive study. Intensive Care Med. 1997 Jun;23(6):664-70. https://www.doi.org/10.1007/s001340050391 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9255647?tool=bestpractice.com
Outro pequeno estudo mostrou que a adrenalina melhorou o débito cardíaco em pacientes com choque sem ter um efeito prejudicial na resistência vascular pulmonar.[201]Cheung PY, Barrington KJ. The effects of dopamine and epinephrine on hemodynamics and oxygen metabolism in hypoxic anesthetized piglets. Crit Care. 2001 Apr 26;5(3):158-66. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11353933?tool=bestpractice.com
Opções primárias
noradrenalina: Infusão intravenosa de 0.4 a 0.8 mg/hora inicialmente, ajuste a dose de acordo com a resposta
Mais noradrenalinaA dose refere-se à base de noradrenalina.
ou
dobutamina: infusão intravenosa de 2.5 a 10 microgramas/kg/minuto inicialmente, ajuste a dose de acordo com a resposta, máximo de 40 microgramas/kg/minuto
Opções secundárias
adrenalina: infusão intravenosa de 2-10 microgramas/minuto inicialmente, ajustar a dose de acordo com a resposta
These drug options and doses relate to a patient with no comorbidities.
Opções primárias
noradrenalina: Infusão intravenosa de 0.4 a 0.8 mg/hora inicialmente, ajuste a dose de acordo com a resposta
Mais noradrenalinaA dose refere-se à base de noradrenalina.
ou
dobutamina: infusão intravenosa de 2.5 a 10 microgramas/kg/minuto inicialmente, ajuste a dose de acordo com a resposta, máximo de 40 microgramas/kg/minuto
Opções secundárias
adrenalina: infusão intravenosa de 2-10 microgramas/minuto inicialmente, ajustar a dose de acordo com a resposta
Drug choice, dose and interactions may be affected by the patient's comorbidities. Check your local drug formulary.
Show drug information for a patient with no comorbidities
Opções primárias
noradrenalina
ou
dobutamina
Opções secundárias
adrenalina
busque uma discussão em equipe multidisciplinar para considerar a embolectomia cirúrgica ou a terapia dirigida por cateter
Tratamento recomendado para TODOS os pacientes no grupo de pacientes selecionado
Na prática, os pacientes inadequados tanto para anticoagulação quanto para trombólise são extremamente raros, pois os benefícios geralmente superam os riscos, mesmo com contraindicações significativas.
É importante discutir qualquer paciente desse tipo com uma equipe multidisciplinar, a qual pode incluir cirurgiões cardíacos, um hematologista e um radiologista intervencionista.
De acordo com as diretrizes da European Society of Cardiology, a embolectomia cirúrgica ou a terapia percutânea dirigida por cateter podem ser indicadas nas seguintes circunstâncias:[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [246]He C, Von Segesser LK, Kappetein PA, et al. Acute pulmonary embolectomy. Eur J Cardiothorac Surg. 2012 Dec 7;43(6):1087-95. https://www.doi.org/10.1093/ejcts/ezs605 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23220935?tool=bestpractice.com
Pacientes que não podem receber terapia trombolítica devido ao risco de sangramento
Tempo insuficiente para trombólise sistêmica efetiva
Falha na trombólise.
O uso dessas intervenções dependerá da expertise e da disponibilidade locais.
Evidências: embolectomia pulmonar cirúrgica e desfechos da terapia dirigida por cateter
As evidências são escassas, então o gerenciamento dependerá das opções e conhecimentos locais.
Não há dados comparativos para orientar o tratamento primário de pacientes com EP de alto risco (maciça) e uma forte contraindicação à trombólise sistêmica.
No entanto, alguns pequenos estudos analisaram os resultados da embolectomia pulmonar cirúrgica e da terapia dirigida por cateter.
As taxas de mortalidade após a embolectomia pulmonar variam de 4% a 27%.[208]Fukuda I, Daitoku K. Surgical embolectomy for acute pulmonary thromboembolism. Ann Vasc Dis. 2017 Jun 25;10(2):107-114. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29034035?tool=bestpractice.com Em uma pequena coorte de pacientes submetidos à embolectomia pulmonar cirúrgica para tromboembolismo pulmonar agudo de alto risco (maciço), a taxa de sobrevida em 10 anos foi de 84%.[209]Fukuda I, Taniguchi S, Fukui K, et al. Improved outcome of surgical pulmonary embolectomy by aggressive intervention for critically ill patients. Ann Thorac Surg. 2011 Mar;91(3):728-32. https://www.doi.org/10.1016/j.athoracsur.2010.10.086 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21352987?tool=bestpractice.com
Uma metanálise de ensaios clínicos não randomizados de terapias dirigidas por cateter registrou uma taxa de sucesso clínico de 87% com um risco associado de complicações maiores e menores de 2% e 8%, respectivamente.[210]Kuo WT, Gould MK, Louie JD, at al. Catheter-directed therapy for the treatment of massive pulmonary embolism: systematic review and meta-analysis of modern techniques. J Vasc Interv Radiol. 2009 Nov;20(11):1431-40. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19875060?tool=bestpractice.com
A extensão da recuperação inicial do ventrículo direito (VD) após a trombólise de baixa dose dirigida por cateter parece comparável à da trombólise sistêmica de dose padrão, enquanto a anticoagulação apenas com heparina tem pouco efeito sobre a melhora do tamanho e do desempenho do VD nas primeiras 24 a 48 horas.
Em um ensaio clínico randomizado e controlado de 59 pacientes de risco intermediário, quando comparada ao tratamento com heparina isolada, a trombólise dirigida por cateter acelerada por ultrassom (administração de 10 mg de alteplase por pulmão tratado ao longo de 15 horas) reduziu significativamente a relação da dimensão subanular do VD/VE entre o início do estudo e o acompanhamento a 24 horas, sem um aumento nas complicações hemorrágicas.[211]Konstantinides S, Tiede N, Geibel A, et al. Comparison of alteplase versus heparin for resolution of major pulmonary embolism. Am J Cardiol. 1998 Oct 15;82(8):966-70. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9794353?tool=bestpractice.com [212]Becattini C, Agnelli G, Salvi A, et al. Bolus tenecteplase for right ventricle dysfunction in hemodynamically stable patients with pulmonary embolism. Thromb Res. 2009 Oct 14;125(3):e82-6. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19833379?tool=bestpractice.com [213]Kucher N, Boekstegers P, Müller OJ, et al. Randomized, controlled trial of ultrasound-assisted catheter-directed thrombolysis for acute intermediate-risk pulmonary embolism. Circulation. 2013 Nov 13;129(4):479-86. https://www.doi.org/10.1161/CIRCULATIONAHA.113.005544 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24226805?tool=bestpractice.com
Evidência: Oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO)
As diretrizes sugerem certas situações nas quais a ECMO pode ser considerada, com base em evidências de baixa qualidade.
A diretriz de 2019 da European Society of Cardiology (ESC) para o diagnóstico e tratamento da EP aguda afirma que, nos pacientes com EP de alto risco e colapso circulatório ou parada cardíaca refratários, um uso temporário da ECMO pode ser considerado com a embolectomia cirúrgica ou por cateter (se houver expertise e recursos apropriados disponíveis).[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [200]Le Tulzo Y, Seguin P, Gacouin A, et al. Effects of epinephrine on right ventricular function in patients with severe septic shock and right ventricular failure: a preliminary descriptive study. Intensive Care Med. 1997 Jun;23(6):664-70. https://www.doi.org/10.1007/s001340050391 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9255647?tool=bestpractice.com
Isso foi baseado em evidências de séries de casos (classe de recomendação IIb, a qual indica evidências conflitantes e/ou divergência de opinião sobre a utilidade/eficácia do tratamento; a utilidade/eficácia está menos bem estabelecida pela evidência/opinião que a classe IIa). A diretriz afirma que nenhum ensaio clínico randomizado foi relatado, e mais evidências (por exemplo, de estudos de coorte) são necessárias para apoiar o lugar da ECMO no tratamento da EP aguda de alto risco.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
A série de casos mais recente foi relatada retrospectivamente em 180 pacientes com EP de alto risco que foram tratados em vários centros diferentes (52 pacientes tiveram ECMO veno-arterial e 128 foram tratados sem ECMO).[214]Meneveau N, Guillon B, Planquette B, et al. Outcomes after extracorporeal membrane oxygenation for the treatment of high-risk pulmonary embolism: a multicentre series of 52 cases. Eur Heart J. 2018 Dec 14;39(47):4196-204. https://academic.oup.com/eurheartj/article/39/47/4196/5078171 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30137303?tool=bestpractice.com
No geral, a mortalidade em 30 dias foi alta em 48.3% (IC 95% 41% a 56%). Pacientes que fizeram ECMO como parte do tratamento tiveram uma apresentação mais grave com pior prognóstico.[214]Meneveau N, Guillon B, Planquette B, et al. Outcomes after extracorporeal membrane oxygenation for the treatment of high-risk pulmonary embolism: a multicentre series of 52 cases. Eur Heart J. 2018 Dec 14;39(47):4196-204. https://academic.oup.com/eurheartj/article/39/47/4196/5078171 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30137303?tool=bestpractice.com
A taxa de mortalidade foi menor para ECMO mais embolectomia cirúrgica (29.4%, IC 95% 51% a 89%) do que para ECMO mais fibrinólise (76.5%, IC 95% 57% a 97%) ou para ECMO isolada (77.7%, IC 95% 59% a 97%; P = 0.004).[214]Meneveau N, Guillon B, Planquette B, et al. Outcomes after extracorporeal membrane oxygenation for the treatment of high-risk pulmonary embolism: a multicentre series of 52 cases. Eur Heart J. 2018 Dec 14;39(47):4196-204. https://academic.oup.com/eurheartj/article/39/47/4196/5078171 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30137303?tool=bestpractice.com
Os pesquisadores concluíram que os resultados indicam uma promessa para a ECMO quando usada em combinação com a embolectomia cirúrgica em pacientes com EP de alto risco, mas nenhum papel justificável da ECMO quando usada em pacientes com falha na trombólise ou como tratamento independente.[214]Meneveau N, Guillon B, Planquette B, et al. Outcomes after extracorporeal membrane oxygenation for the treatment of high-risk pulmonary embolism: a multicentre series of 52 cases. Eur Heart J. 2018 Dec 14;39(47):4196-204. https://academic.oup.com/eurheartj/article/39/47/4196/5078171 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30137303?tool=bestpractice.com
Nesta série de casos, 38.5% (IC 95% 25% a 52%) dos pacientes tratados com ECMO (com ou sem outros tratamentos) tiveram um sangramento importante no hospital.[214]Meneveau N, Guillon B, Planquette B, et al. Outcomes after extracorporeal membrane oxygenation for the treatment of high-risk pulmonary embolism: a multicentre series of 52 cases. Eur Heart J. 2018 Dec 14;39(47):4196-204. https://academic.oup.com/eurheartj/article/39/47/4196/5078171 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30137303?tool=bestpractice.com
A diretriz da ESC de 2019 afirma que o aumento do risco de sangramento relacionado à necessidade de acesso vascular é uma consideração importante, especialmente quando os pacientes também estão passando por trombólise.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
EP confirmada (à APTC) ou altamente suspeitada (Wells >4 ou dímero D positivo); hemodinamicamente estável
anticoagulação
Baseie sua escolha de anticoagulante nas comorbidades e contraindicações do paciente, além de levar em conta as diretrizes locais.
Comece a anticoagulação inicial tão logo quanto possível com apixabana ou rivaroxabana; a heparina de baixo peso molecular (HBPM) é uma alternativa se elas não forem adequadas.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Se estiver-se usando rivaroxabana ou apixabana, esses medicamentos podem ser iniciados sem a necessidade de terapia inicial com um anticoagulante parenteral primeiro.
O tratamento de fase aguda consiste em uma dose aumentada do anticoagulante oral nas primeiras 3 semanas (para rivaroxabana) ou nos primeiros 7 dias (para apixabana).
A diretriz da British Thoracic Society de 2018 recomenda o uso de um único AOD nos pacientes considerados para tratamento ambulatorial para minimizar as possíveis confusões sobre dosagem e administração.[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
Se estiver usando HBPM, continue o tratamento por pelo menos 5 dias.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 [67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Se a anticoagulação contínua for com edoxabana ou dabigatrana, pelo menos 5 dias de terapia inicial com HBPM são necessários primeiro. Interrompa a HBPM antes de iniciar a dabigatrana ou a edoxabana.[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
ou
Se a anticoagulação contínua for com varfarina, inicie a varfarina dentro de 24 horas após o diagnóstico e garanta a sobreposição com HBPM por pelo menos 5 dias ou até que a INR esteja ≥2 por pelo menos duas leituras consecutivas (o que for mais longo), seguida por um antagonista da vitamina K (VKA) isolado.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Practical tip
Se o paciente pesar <50 kg or >120 kg, considere usar um anticoagulante com monitoramento dos níveis terapêuticos (por exemplo, varfarina).[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Practical tip
Nunca administre um anticoagulante oral de ação direta (AOD) simultaneamente com a anticoagulação parenteral.
Embora a varfarina seja iniciada ao mesmo tempo que um anticoagulante parenteral e sobreposta por pelo menos 5 dias ou até que a INR seja ≥2 por pelo menos duas leituras consecutivas (o que for mais longo), seguida por um VKA isolado, os AODs nunca devem ser sobrepostos ou administrados ao mesmo tempo que um anticoagulante parenteral.
A apixabana e a rivaroxabana podem ser iniciadas sem a necessidade de terapia inicial com um anticoagulante parenteral primeiro. Qualquer um desses AODs pode ser usado como uma abordagem de medicamento único; é por isso que as diretrizes da British Thoracic Society os recomendam como as opções preferidas de AODs em qualquer paciente que possa ser adequado para alta precoce.[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
No entanto, a dabigatrana e a edoxabana requerem pelo menos 5 dias de terapia inicial com um anticoagulante parenteral antes de iniciar o tratamento. O anticoagulante parenteral deve ser interrompido antes do início da dabigatrana ou edoxabana.
Os AODs têm eficácia não inferior e são possivelmente mais seguros, particularmente em termos de sangramento grave, do que o regime padrão de HBPM mais varfarina.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com [173]Kushnir M, Choi Y, Eisenberg R, et al. Efficacy and safety of direct oral factor Xa inhibitors compared with warfarin in patients with morbid obesity: a single-centre, retrospective analysis of chart data. Lancet Haematol. 2019 May 24;6(7):e359-65. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31133411?tool=bestpractice.com [174]Elsebaie MAT, van Es N, Langston A, et al. Direct oral anticoagulants in patients with venous thromboembolism and thrombophilia: a systematic review and meta-analysis. J Thromb Haemost. 2019 Feb 25;17(4):645-56. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30690830?tool=bestpractice.com
Selecione um AOD após discutir com o paciente qual regime seria mais adequado para ele, além de levar em consideração os riscos e benefícios de cada AOD.
Evidências: AODs versus heparina/varfarina
Os AODs surgiram como uma opção igualmente eficaz e mais segura do que a heparina/varfarina.
Agora há fortes evidências de que os AODs não são inferiores e têm um perfil de segurança favorável para o tratamento da EP quando comparados com HBPM/varfarina ou fondaparinux.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
Os resultados dos principais ensaios usando AODs no tratamento do tromboembolismo venoso (TEV) indicam que esses agentes não são inferiores (em termos de eficácia) e possivelmente mais seguros (particularmente em termos de sangramento importante) do que o regime padrão de heparina/varfarina.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [173]Kushnir M, Choi Y, Eisenberg R, et al. Efficacy and safety of direct oral factor Xa inhibitors compared with warfarin in patients with morbid obesity: a single-centre, retrospective analysis of chart data. Lancet Haematol. 2019 May 24;6(7):e359-65. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31133411?tool=bestpractice.com [174]Elsebaie MAT, van Es N, Langston A, et al. Direct oral anticoagulants in patients with venous thromboembolism and thrombophilia: a systematic review and meta-analysis. J Thromb Haemost. 2019 Feb 25;17(4):645-56. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30690830?tool=bestpractice.com [175]Agnelli G, Buller HR, Cohen A, et al. Oral apixaban for the treatment of acute venous thromboembolism. N Engl J Med. 2013 Jul 1;369(9):799-808. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1302507 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23808982?tool=bestpractice.com [176]EINSTEIN–PE Investigators; Büller HR, Prins MH, Lensin AW, et al. Oral rivaroxaban for the treatment of symptomatic pulmonary embolism. N Engl J Med. 2012 Apr 5;366(14):1287-97. https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa1113572 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22449293?tool=bestpractice.com [177]Hokusai-VTE Investigators., Büller HR, Décousus H, et al. Edoxaban versus warfarin for the treatment of symptomatic venous thromboembolism. N Engl J Med. 2013 Aug 31;369(15):1406-15. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1306638 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23991658?tool=bestpractice.com [178]EINSTEIN Investigators; Bauersachs R, Berkowitz SD, Brenner B, et al. Oral rivaroxaban for symptomatic venous thromboembolism. N Engl J Med. 2010 Dec 3;363(26):2499-510. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1007903 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21128814?tool=bestpractice.com [179]Li M, Li J, Wang X, et al. Oral direct thrombin inhibitors or oral factor Xa inhibitors versus conventional anticoagulants for the treatment of pulmonary embolism. Cochrane Database Syst Rev. 2023 Apr 14;4(4):CD010957. https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD010957.pub3/full http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37057837?tool=bestpractice.com [
]
How do oral direct thrombin inhibitors (DTIs) and oral factor Xa inhibitors compare with conventional anticoagulation for the treatment of pulmonary embolism?/cca.html?targetUrl=https://www.cochranelibrary.com/cca/doi/10.1002/cca.4357/fullMostre-me a resposta[Evidência B]120fe7b2-87cd-4301-a316-38128bb67120ccaBComo os inibidores diretos da trombina orais e os inibidores do fator Xa orais se comparam à anticoagulação convencional para o tratamento da embolia pulmonar?Uma revisão Cochrane concluiu que:
Não há diferença entre a dabigatrana e o regime padrão na prevenção de EP recorrente (razão de chances [RC] 1.02, IC 95% 0.50 a 2.04), TEV recorrente (RC 0.93, IC 95% 0.52 a 1.66) e TVP (RC 0.79, IC 95% 0.29 a 2.13), ou em causar sangramento importante (RC 0.50, IC 95% 0.15 a 1.68).
Não há diferença entre os inibidores do fator Xa (apixabana, rivaroxabana, edoxabana), em comparação com o regime padrão, na prevenção do TEV recorrente (RC de 0.85, IC de 95%: 0.15 a 1.68), TVP (RC de 0.72, IC de 95%: 0.39 a 1.32) e na mortalidade por todas as causas (RC de 1.16, IC de 95%: 0.59 a 1.62) ou em causar sangramentos importantes (RC de 0.97, IC de 95%: 0.59 a 1.62).
Valores elevados de tempo na faixa terapêutica foram alcançados com o tratamento com varfarina em todos os ensaios. Por outro lado, as populações do estudo incluíram pacientes relativamente jovens, muito poucos dos quais tinham câncer.
Evidência: escolha do AOD
Há uma falta de evidências comparando diferentes AODs na EP.
Não há estudos que tenham comparado diretamente diferentes AODs entre si, por isso é difícil determinar quais são os mais eficazes para a EP.
No entanto, uma revisão sistemática, metanálise de rede e análise de custo-efetividade compararam indiretamente os AODs entre si para a prevenção de AVC em pacientes com fibrilação atrial.[180]López-López JA, Sterne JAC, Thom HHZ, et al. Oral anticoagulants for prevention of stroke in atrial fibrillation: systematic review, network meta-analysis, and cost effectiveness analysis. BMJ. 2017 Nov 28;359:j5058. https://www.doi.org/10.1136/bmj.j5058 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29183961?tool=bestpractice.com
Os autores concluíram que a apixabana 5 mg duas vezes ao dia tem o maior benefício líquido incremental esperado, seguido por rivaroxabana 20 mg uma vez ao dia, edoxabana 60 mg uma vez ao dia e dabigatrana 150 mg duas vezes ao dia. Deve-se enfatizar que esta análise analisou evidências relacionadas a pacientes com fibrilação atrial em anticoagulação de longo prazo para a prevenção de AVC. No entanto, os diferentes riscos/benefícios de cada anticoagulante podem ser levados em consideração ao se decidir qual AOD usar para um paciente com EP.[180]López-López JA, Sterne JAC, Thom HHZ, et al. Oral anticoagulants for prevention of stroke in atrial fibrillation: systematic review, network meta-analysis, and cost effectiveness analysis. BMJ. 2017 Nov 28;359:j5058. https://www.doi.org/10.1136/bmj.j5058 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29183961?tool=bestpractice.com
Existem agentes de reversão para dabigatrana, apixabana e rivaroxabana se os pacientes desenvolverem sangramentos importantes ou precisarem de cirurgia. Ainda não há agente de reversão licenciado para a edoxabana.
O idarucizumab está licenciado para reverter o efeito da dabigatrana.
Os resultados de um estudo de coorte contínuo e não controlado de fase III (RE‑VERSE AD) de 90 adultos que tomaram dabigatrana que tiveram sangramento importante ou necessitaram de cirurgia urgente, mostraram que o tratamento com idarucizumab reverteu o efeito anticoagulante da dabigatrana (reversão máxima média de 100%) e normalizou o tempo de trombina diluída e o tempo de coagulação da ecarina em 88% a 98%% das pessoas.[181]Pollack CV Jr, Reilly PA, Eikelboom J, et al. Idarucizumab for dabigatran reversal. N Engl J Med. 2015 Jun 22;373(6):511-20. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1502000 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26095746?tool=bestpractice.com
O Andexanet alfa (fator de coagulação recombinante Xa) está licenciado para reverter o efeito da apixabana e da rivaroxabana. O Andexanet alfa é licenciado no Reino Unido para uso somente em hemorragias fatais ou não controladas, sob supervisão de um especialista.
O Andexanet alfa reverte rapidamente os efeitos anticoagulantes dos inibidores do fator Xa, de acordo com um estudo apoiado pela indústria publicado no New England Journal of Medicine.
Os pesquisadores inscreveram 350 adultos que apresentaram sangramento agudo importante (por exemplo, intracraniano, gastrointestinal) dentro de 18 horas após receberem apixabana ou rivaroxabana. O Andexanet alfa reduziu rapidamente a atividade antifator Xa. Por exemplo, entre pacientes que estavam recebendo apixabana ou rivaroxabana, o bolus inicial de andexanet alfa reduziu a atividade antifator Xa em 92%. Além disso, 12 horas após a infusão, 82% dos pacientes foram considerados com boa ou excelente eficácia hemostática.[182]Connolly SJ, Crowther M, Eikelboom JW, et al. Full study report of andexanet alfa for bleeding associated with factor Xa inhibitors. N Engl J Med. 2019 Feb 7;380(14):1326-35. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30730782?tool=bestpractice.com
Algumas evidências mostraram que a rivaroxabana é segura e efetiva para o tratamento ambulatorial da EP de baixo risco.[183]Barco S, Schmidtmann I, Ageno W, et al. Early discharge and home treatment of patients with low-risk pulmonary embolism with the oral factor Xa inhibitor rivaroxaban: an international multicentre single-arm clinical trial. Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):509-18. https://www.doi.org/10.1093/eurheartj/ehz367 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31120118?tool=bestpractice.com
Um ensaio clínico internacional multicêntrico de braço único em 525 pacientes com EP aguda que estavam tomando rivaroxabana e receberam alta dentro de 2 dias após o diagnóstico de EP mostrou:[183]Barco S, Schmidtmann I, Ageno W, et al. Early discharge and home treatment of patients with low-risk pulmonary embolism with the oral factor Xa inhibitor rivaroxaban: an international multicentre single-arm clinical trial. Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):509-18. https://www.doi.org/10.1093/eurheartj/ehz367 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31120118?tool=bestpractice.com
Recorrência de tromboembolismo venoso não fatal em 0.6% (IC de 99.6% unilateral superior de 2.1%)
Sangramento importante em 1,2%.
Este estudo não usou o HESTIA ou o Índice de Gravidade da Embolia Pulmonar (PESI)/PESI simplificado (sPESI), e em vez disso usou um conjunto diferente de critérios de elegibilidade para tratamento ambulatorial.[183]Barco S, Schmidtmann I, Ageno W, et al. Early discharge and home treatment of patients with low-risk pulmonary embolism with the oral factor Xa inhibitor rivaroxaban: an international multicentre single-arm clinical trial. Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):509-18. https://www.doi.org/10.1093/eurheartj/ehz367 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31120118?tool=bestpractice.com
Grupos de pacientes especiais
Esteja ciente de casos especiais, como gravidez, função renal anormal e câncer ativo, pois esses grupos precisarão de um tipo/dose específica de anticoagulante.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 Se o paciente tiver síndrome antifosfolipídica tripla positiva, procure orientação de um hematologista.
Grupos especiais de pacientes: gestação
Use uma dose ajustada ao peso de HBPM em mulheres que estão (ou podem estar) grávidas.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Ela não atravessa a placenta, e normalmente não é necessário o monitoramento de rotina.
Evite AODs e varfarina durante a gravidez, pois eles podem atravessar a placenta.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
A varfarina está associada a uma embriopatia bem definida durante o primeiro trimestre. A administração de varfarina no terceiro trimestre pode resultar em hemorragia fetal e neonatal, bem como descolamento prematuro da placenta. A varfarina pode estar associada a anomalias do sistema nervoso central durante a gravidez.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Os AODs não são recomendados porque não há evidências de sua segurança na gravidez, pois as mulheres grávidas não foram incluídas nos ensaios.
No entanto, a varfarina, a HBPM e a heparina não fracionada (HNF) são compatíveis com a amamentação porque não se acumulam no leite materno e não levam a uma anticoagulação no bebê.[187]American College of Obstetricians and Gynecologists. ACOG practice bulletin no. 196: thromboembolism in pregnancy. Obstet Gynecol. 2018 Jul;132(1):e1-e17. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29939938?tool=bestpractice.com
Evidência: HBPM na gravidez
A HBPM é segura e bem tolerada em mulheres grávidas.
Vários estudos mostram que a heparina é segura para uso na gravidez.
Uma revisão sistemática e metanálise da literatura foi realizada para fornecer uma estimativa dos riscos de complicações hemorrágicas e recorrência do tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes com TEV agudo durante a gestação tratadas com HBPM ou HNF. Dezoito estudos (um total de 981 pacientes grávidas com TEV agudo) foram incluídos. Ela concluiu que a HBPM e a HNF parecem ser seguras e efetivas para o tratamento do TEV relacionado à gestação, mas os regimes ideais de dosagem permanecem incertos.[184]Romualdi E, Dentali F, Rancan E, et al. Anticoagulant therapy for venous thromboembolism during pregnancy: a systematic review and a meta-analysis of the literature. J Thromb Haemost. 2013 Feb;11(2):270-81. https://www.doi.org/10.1111/jth.12085 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23205953?tool=bestpractice.com
Uma série de casos de 33 mulheres mostrou que a dose inicial de enoxaparina proporcionou um pico satisfatório de atividade anti-Xa. Nenhuma mulher desenvolveu trombocitopenia, complicação hemorrágica ou episódio tromboembólico adicional. Quinze mulheres receberam anestesia regional para o parto, com uma dose reduzida de enoxaparina, todas sem complicações.[185]Rodie VA, Thomson AJ, Stewart FM, et al. Low molecular weight heparin for the treatment of venous thromboembolism in pregnancy: a case series. BJOG. 2002 Sep;109(9):1020-4. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12269676?tool=bestpractice.com
Em um estudo observacional retrospectivo, a enoxaparina foi administrada para tratamento de um episódio agudo em 49 casos e para tromboprofilaxia em 574 casos. Hemorragia materna grave ocorreu em 11 casos durante a gravidez (1.8%), sendo um razoavelmente relacionado à enoxaparina e em nove casos no parto (1.4%), todos não relacionados à enoxaparina. Trombocitopenia materna foi relatada em 10 casos (1.6%), sendo dois graves, mas não relacionados à enoxaparina. Oito gestações terminaram em natimorto (1.1%). Entre os 693 nascidos vivos, 17 anormalidades congênitas graves (2.5%) e 10 hemorragias neonatais graves (1.4%) foram relatadas. Nenhum dos eventos adversos fetais ou neonatais foi relacionado à enoxaparina. Oito eventos tromboembólicos venosos (1.3%) foram relatados. A incidência de eventos adversos relatados pode ser explicada pelo perfil de alto risco da população estudada. No geral, este estudo retrospectivo sugere que a enoxaparina é bem tolerada durante a gravidez.[186]Lepercq J, Conard J, Borel-Derlon A, et al. Venous thromboembolism during pregnancy: a retrospective study of enoxaparin safety in 624 pregnancies. BJOG. 2001 Nov;108(11):1134-40. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11762651?tool=bestpractice.com
Grupos especiais de pacientes: câncer ativo
Verifique os protocolos locais para esses pacientes. O National Institute for Health and Care Excellence do Reino Unido (NICE) sugere o uso de um AOD como primeira linha.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 Leve em consideração o local do tumor e as interações com outros medicamentos, incluindo aqueles usados para tratar o câncer e o risco de sangramento do paciente.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 Se não forem adequadas, outras opções recomendadas são:[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
HBPM isolada
ou
A HBPM se sobrepôs à varfarina. Garanta a sobreposição com a HBPM por pelo menos 5 dias ou até que a INR seja ≥2 por pelo menos duas leituras consecutivas (o que for mais longo), seguido por um VKA isolado.
Inicie a anticoagulação na fase aguda e continue por 3 a 6 meses.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Evidência: Anticoagulação para pacientes com câncer ativo
Os AODs são pelo menos tão eficazes quanto a HBPM para o tratamento inicial do TEV em pessoas com câncer ativo e, em geral, não parecem aumentar o sangramento não grave maior ou clinicamente relevante.
Devido aos dados emergentes para o uso de AODs como tratamento inicial do TEV em pessoas com câncer ativo, em 2023, o NICE no Reino Unido atualizou sua revisão sistemática das evidências.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 O NICE encontrou dois estudos clínicos randomizados especificamente em pessoas com câncer e TEV:
Um ECRC multicêntrico do Reino Unido de 2018 (SELECT-D) comparou a rivaroxabana com a HBPM em 406 pacientes com câncer ativo e TEV (72% tinham EP sintomática ou incidental).[188]Young AM, Marshall A, Thirlwall J, et al. Comparison of an oral factor Xa inhibitor with low molecular weight heparin in patients with cancer with venous thromboembolism: results of a randomized trial (SELECT-D). J Clin Oncol. 2018 May 10;36(20):2017-23. https://www.doi.org/10.1200/JCO.2018.78.8034 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29746227?tool=bestpractice.com
Ele descobriu que a rivaroxabana foi associada a uma recorrência de TEV relativamente baixa (HR de 0.43 [IC de 95%: 0.19 a 0.99], evidência de alta qualidade conforme avaliada pelo GRADE) em comparação com a HBPM, mas mais sangramentos não graves clinicamente relevantes (HR de 3.76 [IC de 95%: 1.63 a 8.69], GRADE moderado) durante o período de tratamento (até 6 meses).
Não houve diferença em outros resultados, incluindo sangramento grave e mortalidade por todas as causas, embora o último provavelmente refletisse a maioria das mortes relacionadas ao câncer.
Um ECRC multinacional de 2018 (HOKUSAI-Cancer, 114 centros em 13 países) comparou a edoxabana (precedida por 5 dias de HBPM) com a HBPM para o tratamento inicial do TEV em pessoas com câncer (n = 1046, 97% definido como câncer ativo).[189]Raskob GE, van Es N, Verhamme P, et al. Edoxaban for the treatment of cancer-associated venous thromboembolism. N Engl J Med. 2018 Feb 15;378(7):615-24. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1711948 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29231094?tool=bestpractice.com
Ele encontrou um aumento no sangramento importante (RR 2.01 [IC 95% 1.12 a 3.61], GRADE baixo) e no sangramento não grave clinicamente relevante (RR 1,46 [IC 95% 1.03 a 2.07]) durante a fase de tratamento (até 12 meses) em pessoas que receberam edoxabana em comparação com HBPM.
Não houve diferença na recorrência de TEV em até 6 meses ou na mortalidade por todas as causas em até 6 meses (GRADE muito baixo).
Três outros estudos relevantes foram análises de subgrupos dos estudos principais dos AODs.[247]National Institute for Health and Care Excellence. Evidence reviews for pharmacological treatment in people with suspected or confirmed deep vein thrombosis and/or pulmonary embolism: NICE guideline NG158 evidence review. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158/evidence
Todos estavam estatisticamente insuficientes e informações importantes do paciente não foram relatadas (por exemplo, câncer primário, número de pessoas com câncer metastático em cada braço).
Nenhum dos estudos mostrou qualquer diferença nos resultados com o AOD em comparação com a HBPM.
No geral, não havia dados suficientes para avaliar separadamente os resultados de pessoas com embolia pulmonar ou TVP.[247]National Institute for Health and Care Excellence. Evidence reviews for pharmacological treatment in people with suspected or confirmed deep vein thrombosis and/or pulmonary embolism: NICE guideline NG158 evidence review. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158/evidence
Desde a data final da pesquisa da diretriz NICE, dois ensaios clínicos randomizados foram publicados comparando a apixabana com a HBPM em pessoas com câncer ativo (ADAM VTE e o ensaio Caravaggio).[190]McBane RD 2nd, Wysokinski WE, Le-Rademacher JG, et al. Apixaban and dalteparin in active malignancy-associated venous thromboembolism: The ADAM VTE trial. J Thromb Haemost. 2020 Feb;18(2):411-21. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31630479?tool=bestpractice.com [191]Agnelli G, Becattini C, Meyer G, et al. Apixaban for the treatment of venous thromboembolism associated with cancer. N Engl J Med. 2020 Apr 23;382(17):1599-1607. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32223112?tool=bestpractice.com
O ADAM VTE (n=300) encontrou menor recorrência de TEV (HR 0.099, IC 95% 0.013 a 0.780) e maiores taxas de sangramento (0% versus 1.4%) com apixabana.[190]McBane RD 2nd, Wysokinski WE, Le-Rademacher JG, et al. Apixaban and dalteparin in active malignancy-associated venous thromboembolism: The ADAM VTE trial. J Thromb Haemost. 2020 Feb;18(2):411-21. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31630479?tool=bestpractice.com
Um desfecho de segurança secundário combinado (sangramento importante ou sangramento não importante clinicamente relevante) foi o mesmo (6%) para ambos os grupos.
O ensaio Caravaggio foi um estudo aberto, multinacional e de não inferioridade (n = 1155).[191]Agnelli G, Becattini C, Meyer G, et al. Apixaban for the treatment of venous thromboembolism associated with cancer. N Engl J Med. 2020 Apr 23;382(17):1599-1607. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32223112?tool=bestpractice.com
Não encontrou diferença na recorrência de TEV (HR 0.63, IC 95% 0.37 a 1.07) ou sangramento importante (HR 0.82, IC 95% 0.40 a 1.69).
Grupos especiais de pacientes: função renal anormal grave ou insuficiência renal estabelecida
Busque aconselhamento de um hematologista para esses pacientes. O National Institute for Health and Care Excellence do Reino Unido sugere o seguinte com base no clearance da creatinina (CrCl):[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Para os pacientes com CrCl de 15-50 mL/minuto, ofereça um dos seguintes:
Apixabana (tenha cuidado se o CrCl for de 15 a 29 ml/minuto)
Rivaroxabana (tenha cuidado se o CrCl for de 15 a 29 ml/minuto)
HBPM ou HNF, que podem ser sobrepostas à varfarina ou usados como terapia inicial antes de iniciar a edoxabana. Eles também podem ser usados como terapia inicial antes de iniciar a dabigatrana se o CrCl for ≥30 ml/minuto.
Para pacientes com CrCl < 15 ml/minuto, ofereça um dos seguintes:
HBPM isolada
HNF isolada
HBPM ou HNF, que podem ser sobrepostas à varfarina.
Practical tip
A varfarina é segura para uso nos pacientes com função renal anormal, sem a necessidade de ajustes de dose. No entanto, monitore a INR com mais cautela nestes pacientes.
EP subsegmentar
O manejo da EP subsegmentar permanece controverso.
A prática varia, mas a vigilância, em vez da anticoagulação, é considerada a melhor opção para a maioria dos pacientes.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Evidência: EP subsegmentar
As evidências sugerem que a EP subsegmentar pode ter pouco significado clínico na maioria dos casos.
A decisão sobre a anticoagulação da EP subsegmentar (EPSS) permanece controversa e a prática varia muito. Procure aconselhamento de especialistas.
O aumento do uso da angiografia pulmonar por tomografia computadorizada (APTC) aumentou o número de pacientes diagnosticados com SSPE sem qualquer alteração nas taxas de mortalidade, sugerindo que essas EPs podem não ser clinicamente relevantes.[123]Yoo HH, Nunes-Nogueira VS, Fortes Villas Boas PJ. Anticoagulant treatment for subsegmental pulmonary embolism. Cochrane Database Syst Rev. 2020 Feb 7;2:CD010222. https://www.doi.org/10.1002/14651858.CD010222.pub4 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32030721?tool=bestpractice.com [124]Boone JM, Brunberg JA. Computed tomography use in a tertiary care university hospital. J Am Coll Radiol. 2008 Feb;5(2):132-8. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18242530?tool=bestpractice.com [125]Broder J, Warshauer DM. Increasing utilization of computed tomography in the adult emergency department, 2000-2005. Emerg Radiol. 2006 Aug 10;13(1):25-30. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16900352?tool=bestpractice.com [126]Carrier M, Righini M, Le Gal G. Symptomatic subsegmental pulmonary embolism: what is the next step? J Thromb Haemost. 2012 Aug;10(8):1486-90. https://www.doi.org/10.1111/j.1538-7836.2012.04804.x http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22672341?tool=bestpractice.com
Também pode haver excesso de diagnóstico de EPSS. As evidências mostram baixa concordância clínica entre radiologistas ao diagnosticar pacientes com pequenos coágulos distais, pois são sutis e difíceis de distinguir do artefato.[165]Ruiz Y, Caballero P, Caniego JL, et al. Prospective comparison of helical CT with angiography in pulmonary embolism: global and selective vascular territory analysis. Interobserver agreement. Eur Radiol. 2002 Sep 19;13(4):823-9. https://www.doi.org/10.1007/s00330-002-1588-7 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12664123?tool=bestpractice.com
As diretrizes europeias e americanas sugerem avaliar a probabilidade clínica em relação ao risco de sangramento, mas recomendam vigilância em vez da anticoagulação para os pacientes com SSPE que não tiverem TVP proximal e tiverem baixo risco de tromboembolismo venoso recorrente (TEV).[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [166]Stevens SM, Woller SC, Kreuziger LB, et al. Antithrombotic therapy for VTE disease: second update of the CHEST Guideline and Expert Panel Report. Chest. 2021 Dec;160(6):e545-608. https://journal.chestnet.org/article/S0012-3692(21)01506-3/fulltext http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34352278?tool=bestpractice.com
As evidências sobre os resultados em pacientes diagnosticados com EPSS são escassas e se baseiam em um pequeno número de pacientes, dificultando a formulação de orientações baseadas em evidências.
Alguns estudos demonstraram que a anticoagulação pode não ter nenhum benefício clínico. Uma metanálise examinou 750 pacientes com EPSS, dos quais 81% foram tratados com anticoagulação. Ao longo de 90 dias, não houve diferença na mortalidade ou recorrência da EP entre aqueles que receberam e não receberam anticoagulação, mas 8% dos pacientes tratados tiveram um episódio de sangramento.[167]Bariteau A, Stewart LK, Emmett TW, et al. Systematic review and meta-analysis of outcomes of patients with subsegmental pulmonary embolism with and without anticoagulation treatment. Acad Emerg Med. 2018 May 8;25(7):828-35. https://www.doi.org/10.1111/acem.13399 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29498138?tool=bestpractice.com Em um estudo observacional, 15% (82 pacientes) dos EPs encontradas na APTC eram EPSS. Cerca de metade desses pacientes foram anticoagulados e dois desenvolveram sangramento com risco de vida. Nenhum paciente teve uma EP recorrente identificada, estando ou não anticoagulado.[168]Goy J, Lee J, Levine O, et al. Sub-segmental pulmonary embolism in three academic teaching hospitals: a review of management and outcomes. J Thromb Haemost. 2015 Jan 16;13(2):214-8. https://www.doi.org/10.1111/jth.12803 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25442511?tool=bestpractice.com O risco de recorrência de TEV em pacientes com EPSS sem TVP concomitante foi considerado insignificante em estudos retrospectivos.[126]Carrier M, Righini M, Le Gal G. Symptomatic subsegmental pulmonary embolism: what is the next step? J Thromb Haemost. 2012 Aug;10(8):1486-90. https://www.doi.org/10.1111/j.1538-7836.2012.04804.x http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22672341?tool=bestpractice.com [169]Stein PD, Goodman LR, Hull RD, et al. Diagnosis and management of isolated subsegmental pulmonary embolism: review and assessment of the options. Clin Appl Thromb Hemost. 2011 Sep 23;18(1):20-6. https://www.doi.org/10.1177/1076029611422363 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21949040?tool=bestpractice.com
Por outro lado, um estudo retrospectivo de mais de 3000 pacientes mostrou que a taxa de recorrência da EP durante a terapia anticoagulante foi a mesma em pacientes com EPSS e naqueles com EP maior (ou seja, segmentar ou lobar). Também mostrou que a recorrência de TEV foi maior com EPSS do que naqueles em que a EP foi excluída.[170]den Exter PL, van Es J, Klok FA, et al. Risk profile and clinical outcome of symptomatic subsegmental acute pulmonary embolism. Blood. 2013 Jun 4;122(7):1144-9; quiz 1329. https://www.doi.org/10.1182/blood-2013-04-497545 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23736701?tool=bestpractice.com
Opções primárias
Sem considerações especiais; câncer ativo
apixabana: 10 mg por via oral duas vezes ao dia por 7 dias, seguidos por 5 mg duas vezes ao dia
ou
Sem considerações especiais; câncer ativo
rivaroxabana: 15 mg por via oral duas vezes ao dia por 21 dias, seguidos por 20 mg uma vez ao dia
ou
Câncer ativo
edoxabana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; peso corporal ≤60 kg: 30 mg por via oral uma vez ao dia; peso corporal >60 kg: 60 mg por via oral uma vez ao dia
ou
Câncer ativo
dabigatrana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; 18-74 anos de idade: 150 mg por via oral duas vezes ao dia; 75-79 anos de idade: 110-150 mg por via oral duas vezes ao dia; ≥80 anos de idade: 110 mg por via oral duas vezes ao dia
ou
Gestantes
enoxaparina: peso corporal <50 kg: 40 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 50-69 kg: 60 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 70-89 kg: 80 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal ≥90 kg: 100 mg por via subcutânea duas vezes ao dia
Mais enoxaparinaDose baseada no peso corporal no início da gestação.
ou
Gestantes
dalteparina: peso corporal <50 kg: 5000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 50-69 kg: 6000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 70-89 kg: 8000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal ≥90 kg: 10.000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia
Mais dalteparinaDose baseada no peso corporal no início da gestação.
Opções secundárias
Sem considerações especiais
edoxabana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; peso corporal ≤60 kg: 30 mg por via oral uma vez ao dia; peso corporal >60 kg: 60 mg por via oral uma vez ao dia
ou
Sem considerações especiais
dabigatrana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; 18-74 anos de idade: 150 mg por via oral duas vezes ao dia; 75-79 anos de idade: 110-150 mg por via oral duas vezes ao dia; ≥80 anos de idade: 110 mg por via oral duas vezes ao dia
ou
Sem considerações especiais
enoxaparina: pacientes não complicados com baixo risco de recorrência: 1.5 mg/kg por via subcutânea a cada 24 horas; pacientes com fatores de risco: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
dalteparina: pacientes com risco aumentado de sangramento: 100 unidades/kg por via subcutânea a cada 12 horas; pacientes sem risco aumentado de sangramento: 200 unidades/kg por via subcutânea a cada 24 horas, máximo de 18.000 unidades/dose
--E--
varfarina: 5-10 mg por via oral uma vez ao dia inicialmente, ajuste a dose de acordo com o INR-alvo
Mais varfarinaA dose inicial pode ser calculada usando-se uma ferramenta online que leva em conta as características dos pacientes e/ou informações de genótipo CYP2C9/VKORC1 (se disponível). Warfarin dosing Opens in new window
ou
Câncer ativo
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
Câncer ativo
dalteparina: 200 unidades/kg por via subcutânea uma vez ao dia durante os primeiros 30 dias, seguidas de 150 unidades/kg uma vez ao dia por 5 meses, máximo de 18.000 unidades/dose
Mais dalteparinaConsulte o formulário de medicamentos local para obter uma tabela de doses recomendadas com base no peso. Use seringas de dose fixa para esta indicação.
ou
Câncer ativo
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
dalteparina: 200 unidades/kg por via subcutânea uma vez ao dia durante os primeiros 30 dias, seguidas de 150 unidades/kg uma vez ao dia por 5 meses, máximo de 18.000 unidades/dose
Mais dalteparinaConsulte o formulário de medicamentos local para obter uma tabela de doses recomendadas com base no peso. Use seringas de dose fixa para esta indicação.
--E--
varfarina: 5-10 mg por via oral uma vez ao dia inicialmente, ajuste a dose de acordo com o INR-alvo
Mais varfarinaA dose inicial pode ser calculada usando-se uma ferramenta online que leva em conta as características dos pacientes e/ou informações de genótipo CYP2C9/VKORC1 (se disponível). Warfarin dosing Opens in new window
These drug options and doses relate to a patient with no comorbidities.
Opções primárias
Sem considerações especiais; câncer ativo
apixabana: 10 mg por via oral duas vezes ao dia por 7 dias, seguidos por 5 mg duas vezes ao dia
ou
Sem considerações especiais; câncer ativo
rivaroxabana: 15 mg por via oral duas vezes ao dia por 21 dias, seguidos por 20 mg uma vez ao dia
ou
Câncer ativo
edoxabana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; peso corporal ≤60 kg: 30 mg por via oral uma vez ao dia; peso corporal >60 kg: 60 mg por via oral uma vez ao dia
ou
Câncer ativo
dabigatrana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; 18-74 anos de idade: 150 mg por via oral duas vezes ao dia; 75-79 anos de idade: 110-150 mg por via oral duas vezes ao dia; ≥80 anos de idade: 110 mg por via oral duas vezes ao dia
ou
Gestantes
enoxaparina: peso corporal <50 kg: 40 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 50-69 kg: 60 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 70-89 kg: 80 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal ≥90 kg: 100 mg por via subcutânea duas vezes ao dia
Mais enoxaparinaDose baseada no peso corporal no início da gestação.
ou
Gestantes
dalteparina: peso corporal <50 kg: 5000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 50-69 kg: 6000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 70-89 kg: 8000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal ≥90 kg: 10.000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia
Mais dalteparinaDose baseada no peso corporal no início da gestação.
Opções secundárias
Sem considerações especiais
edoxabana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; peso corporal ≤60 kg: 30 mg por via oral uma vez ao dia; peso corporal >60 kg: 60 mg por via oral uma vez ao dia
ou
Sem considerações especiais
dabigatrana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; 18-74 anos de idade: 150 mg por via oral duas vezes ao dia; 75-79 anos de idade: 110-150 mg por via oral duas vezes ao dia; ≥80 anos de idade: 110 mg por via oral duas vezes ao dia
ou
Sem considerações especiais
enoxaparina: pacientes não complicados com baixo risco de recorrência: 1.5 mg/kg por via subcutânea a cada 24 horas; pacientes com fatores de risco: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
dalteparina: pacientes com risco aumentado de sangramento: 100 unidades/kg por via subcutânea a cada 12 horas; pacientes sem risco aumentado de sangramento: 200 unidades/kg por via subcutânea a cada 24 horas, máximo de 18.000 unidades/dose
--E--
varfarina: 5-10 mg por via oral uma vez ao dia inicialmente, ajuste a dose de acordo com o INR-alvo
Mais varfarinaA dose inicial pode ser calculada usando-se uma ferramenta online que leva em conta as características dos pacientes e/ou informações de genótipo CYP2C9/VKORC1 (se disponível). Warfarin dosing Opens in new window
ou
Câncer ativo
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
Câncer ativo
dalteparina: 200 unidades/kg por via subcutânea uma vez ao dia durante os primeiros 30 dias, seguidas de 150 unidades/kg uma vez ao dia por 5 meses, máximo de 18.000 unidades/dose
Mais dalteparinaConsulte o formulário de medicamentos local para obter uma tabela de doses recomendadas com base no peso. Use seringas de dose fixa para esta indicação.
ou
Câncer ativo
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
dalteparina: 200 unidades/kg por via subcutânea uma vez ao dia durante os primeiros 30 dias, seguidas de 150 unidades/kg uma vez ao dia por 5 meses, máximo de 18.000 unidades/dose
Mais dalteparinaConsulte o formulário de medicamentos local para obter uma tabela de doses recomendadas com base no peso. Use seringas de dose fixa para esta indicação.
--E--
varfarina: 5-10 mg por via oral uma vez ao dia inicialmente, ajuste a dose de acordo com o INR-alvo
Mais varfarinaA dose inicial pode ser calculada usando-se uma ferramenta online que leva em conta as características dos pacientes e/ou informações de genótipo CYP2C9/VKORC1 (se disponível). Warfarin dosing Opens in new window
Drug choice, dose and interactions may be affected by the patient's comorbidities. Check your local drug formulary.
Show drug information for a patient with no comorbidities
Opções primárias
Sem considerações especiais; câncer ativo
apixabana
ou
Sem considerações especiais; câncer ativo
rivaroxabana
ou
Câncer ativo
edoxabana
ou
Câncer ativo
dabigatrana
ou
Gestantes
enoxaparina
ou
Gestantes
dalteparina
Opções secundárias
Sem considerações especiais
edoxabana
ou
Sem considerações especiais
dabigatrana
ou
Sem considerações especiais
enoxaparina
ou
dalteparina
--E--
varfarina
ou
Câncer ativo
enoxaparina
ou
Câncer ativo
dalteparina
ou
Câncer ativo
enoxaparina
ou
dalteparina
--E--
varfarina
avaliação do risco
Tratamento recomendado para TODOS os pacientes no grupo de pacientes selecionado
Estratifique o risco dos pacientes estáveis usando a pontuação do Índice de Gravidade da Embolia Pulmonar (PESI) ou a pontuação do Índice de Gravidade da Embolia Pulmonar simplificada (sPESI) para determinar quais pacientes podem receber alta com segurança e quais precisam ser internados com monitoramento mais estrito.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 [77]National Confidential Enquiry into Patient Outcome and Death (NCEPOD). Know the score: a review of the quality of care provided to patients aged over 16 years with a new diagnosis of pulmonary embolism. Oct 2019 [internet publication]. https://www.hqip.org.uk/resource/medical-surgical-review-programme-pulmonary-embolism-report-2019 [106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com [ Índice de Gravidade da Embolia Pulmonar (PESI, Pulmonary Embolism Severity Index) Opens in new window ]
Não use a pontuação PESI/sPESI em:
Pacientes com hipotensão ou choque. Todos esses pacientes são de alto risco e devem ser tratados adequadamente com reperfusão primária e anticoagulação urgentes.
Gestantes
Pacientes com câncer ativo; em vez disso, use o escore HESTIA.[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
Estratifique ainda mais os pacientes de risco intermediário (PESI III-IV ou sPESI ≥1) medindo a função do ventrículo direito (VD) (na angiografia pulmonar por tomografia computadorizada ou ecocardiografia) e um biomarcador cardíaco.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Os pacientes são classificados como de risco intermediário-alto se:[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Há sinais de disfunção do VD
E
O biomarcador cardíaco estiver elevado.
Inicie a anticoagulação e monitore de perto os pacientes de risco intermediário-alto, pois eles correm risco de deterioração. Se eles se tornarem hemodinamicamente instáveis, precisarão de terapia de reperfusão (geralmente trombólise de resgate).[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Os pacientes são classificados como de risco intermediário-baixo (e devem ser internados, mas não precisam de monitoramento rigoroso) se houver:[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Não há sinais de disfunção do VD E o biomarcador cardíaco está normal
ou
Ou sinais de disfunção do VD OU o biomarcador cardíaco estiver elevado.
Evidência: Trombólise em pacientes de risco intermediário
As evidências não apoiam o uso rotineiro da trombólise nos pacientes com EP de risco intermediário.
As diretrizes do Reino Unido e da Europa não recomendam a administração rotineira de trombólise em pacientes com EP de risco intermediário.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 As evidências sugerem que a trombólise acarreta um risco de sangramento inaceitavelmente alto nesse grupo.[205]Meyer G, Vicaut E, Danays T, et al. Fibrinolysis for patients with intermediate-risk pulmonary embolism. N Engl J Med. 2014 Apr 10;370(15):1402-11. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1302097 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24716681?tool=bestpractice.com
O grupo de risco intermediário é definido por uma pontuação PESI de III-IV ou uma pontuação sPESI ≥1.
O estudo internacional PEITHO (Trombólise na Embolia Pulmonar) comparou um único bolus intravenoso de tenecteplase mais heparina com placebo mais heparina em 1006 pacientes com EP confirmada, disfunção do VD detectada por ecocardiografia ou tomografia computadorizada e um teste positivo de troponina I ou T.
No grupo de trombólise, a descompensação/colapso hemodinâmico ou a morte em 7 dias ocorreram com menos frequência do que no grupo que recebeu apenas heparina.
No entanto, no grupo da trombólise em comparação com o grupo placebo, houve também uma maior incidência de AVC hemorrágico (2.0% versus 0.2%) e sangramentos não intracranianos importantes (6.3% versus 1.5%).
Considerar – tratamento ambulatorial em caso de baixo risco (PESI I-II ou sPESI 0)
tratamento ambulatorial em caso de baixo risco (PESI I-II ou sPESI 0)
Tratamento adicional recomendado para ALGUNS pacientes no grupo de pacientes selecionado
Considere o tratamento ambulatorial para qualquer paciente classificado como de baixo risco.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
A EP não precisa ser confirmada na angiografia pulmonar por tomografia computadorizada (APTC) antes da alta, mas deve ser realizada dentro de 24 horas (se disponível).[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
A avaliação do tamanho/função do ventrículo direito (VD) na APTC ou na ecocardiografia não é essencial para confirmar que um paciente é de baixo risco e adequado para tratamento ambulatorial.[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
A diretriz da British Thoracic Society de 2018 afirma que a ecocardiografia não aumenta o poder preditivo dos escores de risco validados, como o Índice de Gravidade da Embolia Pulmonar (PESI)/PESI simplificado (sPESI) ou HESTIA.
Ela recomenda considerar a medição de biomarcadores cardíacos (troponina de alta sensibilidade, peptídeo natriurético do tipo B [BNP] ou fragmento N-terminal do peptídeo natriurético tipo B [NT-proBNP]) somente em pacientes que tiveram evidência de disfunção do VD na APTC/eco, se realizada durante a investigação diagnóstica.
Se estiverem normais, o paciente pode ser considerado para receber alta. Se estiverem elevados, devem ser internados para observação.[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
Não dê alta a nenhum paciente com uma pontuação sPESI de baixo risco que atenda a um ou mais desses critérios de exclusão:[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
Instabilidade hemodinâmica
Os critérios de exclusão definem isso como frequência cardíaca >110 bpm, pressão arterial sistólica (PAS) <100 mmHg, necessidade de inotrópicos e cuidados intensivos ou necessidade de trombólise ou embolectomia. No entanto, tenha em mente que a diretriz da European Society of Cardiology (ESC) de 2019 usa uma definição diferente de instabilidade hemodinâmica. Consulte as Recomendações para diagnóstico.
Saturações de oxigênio < 90% no ar
Sangramento ativo ou risco de sangramento grave (por exemplo, sangramento gastrointestinal recente ou cirurgia, sangramento intracraniano anterior, hipertensão não controlada)
Submetendo-se à anticoagulação em dose completa no momento da EP
Dor intensa (por exemplo, necessidade de analgésicos opioides)
Outras comorbidades médicas que requerem internação hospitalar
Estágios 4 ou 5 da doença renal crônica (taxa de filtração glomerular estimada < 30 mL/minuto) ou doença hepática grave
Trombocitopenia induzida por heparina no último ano e onde não há alternativa à repetição do tratamento com heparina
Razões sociais, que podem incluir incapacidade de voltar para casa, cuidados inadequados em casa, falta de comunicação telefônica, preocupações com a adesão terapêutica, etc.[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
Solicite a avaliação de um consultor antes da alta de qualquer paciente com EP confirmada ou suspeita.
Se nenhum consultor estiver disponível, os pacientes poderão ser avaliados por um estagiário sênior (ST3 ou superior; ST4 no caso de medicina de emergência) ou por um médico de nível profissional substantivo semelhante, enfermeiro avançado ou especialista em enfermagem clínica designado para desempenhar essa função no departamento, com aconselhamento de consultor disponível.
Forneça informações verbais e escritas sobre os sinais e sintomas de recorrência, sangramento grave e complicações adicionais.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Também deve haver um ponto de contato apropriado em caso de complicações ou preocupações, dentro e fora do horário.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Organize uma revisão formal (telefone/presencial) pelo menos uma vez durante a primeira semana após a alta para garantir a adesão terapêutica e verificar se há complicações.
Devem existir protocolos e vias locais para o acompanhamento de todos os pacientes com EP, sejam eles tratados no hospital ou ambulatorialmente.
Isso deve incluir a avaliação dos sintomas contínuos (com investigação direcionada adicional, conforme apropriado) e a consideração da duração/tipo ideal de anticoagulação.[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
Practical tip
O HESTIA é um escore de risco alternativo validado que é usado em vez do PESI/sPESI para selecionar pacientes com câncer ativo que são adequados para o tratamento ambulatorial da EP.[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
Se um ou mais dos critérios de exclusão do HESTIA estiverem presentes, o escore HESTIA é considerado positivo e os pacientes são inadequados para a alta.[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
Os critérios de exclusão do HESTIA são muito semelhantes aos critérios de exclusão da British Thoracic Society para os pacientes com uma pontuação de baixo risco no sPESI:
Instabilidade hemodinâmica:
Os critérios HESTIA definem isso como uma PAS <100 mmHg com uma frequência cardíaca >100 bpm ou uma condição que requeira admissão em uma unidade de terapia intensiva. No entanto, tenha em mente que a diretriz da ESC de 2019 usa uma definição diferente de instabilidade hemodinâmica. Consulte as Recomendações para diagnóstico.
Trombólise ou embolectomia indicadas
Sangramento ativo ou alto risco de sangramento:
Hemorragia gastrointestinal nos últimos 14 dias
AVC recente (< 4 semanas atrás)
Operação recente (< 2 semanas atrás)
doença hemorrágica
Trombocitopenia (contagem de plaquetária <75 x 10 9/L)
Hipertensão não controlada (PAS > 180 mmHg ou pressão arterial diastólica > 110 mmHg)
Oxigênio necessário por > 24 horas para manter as saturações de oxigênio > 90%
EP diagnosticada durante o tratamento anticoagulante
Dor intensa que requer medicação intravenosa para dor por > 24 horas
Razão médica ou social para tratamento no hospital por > 24 horas
Clearance da creatinina < 30 ml/minuto
Insuficiência hepática grave (a critério do médico)
Gestação
História documentada de trombocitopenia induzida por heparina
Evidências: sPESI vs. HESTIA
Os escores de risco sPESI e HESTIA têm desempenho semelhante na identificação de pacientes com risco de desfechos desfavoráveis.
Um estudo comparou os critérios HESTIA e sPESI para identificar pacientes com risco de mortalidade em 30 dias. Dos 468 pacientes, 53% foram identificados como adequados para tratamento ambulatorial usando os critérios de exclusão HESTIA, com 59% considerados de baixo risco de acordo com sPESI.[217]Zondag W, den Exter PL, Crobach MJ, et al. Comparison of two methods for selection of out of hospital treatment in patients with acute pulmonary embolism. Thromb Haemost. 2012 Nov 8;109(1):47-52. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23138355?tool=bestpractice.com
Embora ambas as ferramentas tenham selecionado pacientes ligeiramente diferentes como de baixo risco, elas tiveram resultados gerais semelhantes, com eventos adversos de 30 dias (sangramento grave, tromboembolismo venoso recorrente ou morte) de 2.4% no grupo HESTIA e 2.2% no grupo de baixo risco sPESI. O sPESI teve um desempenho um pouco melhor do que o HESTIA nos testes.
considerar anticoagulação OU filtro venoso (aguarde a confirmação do diagnóstico na APTC)
Consulte um hematologista se um paciente tiver uma contraindicação à anticoagulação.
Muitos pacientes com contraindicações relativas ainda poderão ter uma escolha diferente ou uma dose alterada de anticoagulação, mas é necessária a opinião de um especialista para avaliar a relação risco-benefício.
As contraindicações absolutas são raras, mas incluem:[171]Expert Panel on Interventional Radiology; Minocha J, Smith AM, Kapoor BS et al. ACR Appropriateness Criteria® radiologic management of venous thromboembolism-inferior vena cava filters. J Am Coll Radiol. 2019 May;16(5s):S214-26. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31054748?tool=bestpractice.com
Sangramento ativo
Hemorragia intracraniana recente
Cirurgia ou procedimento recente, planejado ou emergente com alto risco de sangramento
Contagem plaquetária < 50.000/ul
Diátese hemorrágica grave.
As contraindicações relativas incluem:[171]Expert Panel on Interventional Radiology; Minocha J, Smith AM, Kapoor BS et al. ACR Appropriateness Criteria® radiologic management of venous thromboembolism-inferior vena cava filters. J Am Coll Radiol. 2019 May;16(5s):S214-26. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31054748?tool=bestpractice.com
Sangramento gastrointestinal recorrente, mas inativo
Tumor intracraniano ou da medula espinhal
Cirurgia ou procedimento recente, planejado ou emergente com risco intermediário de sangramento
Trauma grave, incluindo ressuscitação cardiopulmonar
Dissecção da aorta
Contagem plaquetária < 150.000/uL.
Lembre-se também de que cada anticoagulante pode ter suas próprias contraindicações relativas e absolutas específicas (por exemplo, a heparina é contraindicada nos pacientes com histórico de trombocitopenia induzida por heparina), e elas devem ser verificadas antes de se iniciar o tratamento.
Practical tip
A úlcera péptica sem história de sangramento ou sangue oculto nas fezes não é uma contraindicação à anticoagulação.[171]Expert Panel on Interventional Radiology; Minocha J, Smith AM, Kapoor BS et al. ACR Appropriateness Criteria® radiologic management of venous thromboembolism-inferior vena cava filters. J Am Coll Radiol. 2019 May;16(5s):S214-26. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31054748?tool=bestpractice.com
A anticoagulação é segura na maioria dos pacientes com trauma e neurocirurgia após a primeira ou segunda semana pós-operatória e na maioria dos pacientes com AVC sem hemorragia.[171]Expert Panel on Interventional Radiology; Minocha J, Smith AM, Kapoor BS et al. ACR Appropriateness Criteria® radiologic management of venous thromboembolism-inferior vena cava filters. J Am Coll Radiol. 2019 May;16(5s):S214-26. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31054748?tool=bestpractice.com
Pacientes com lesão da medula espinhal sem hematomielia ainda podem ser considerados para anticoagulação.[171]Expert Panel on Interventional Radiology; Minocha J, Smith AM, Kapoor BS et al. ACR Appropriateness Criteria® radiologic management of venous thromboembolism-inferior vena cava filters. J Am Coll Radiol. 2019 May;16(5s):S214-26. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31054748?tool=bestpractice.com
Filtros venosos
Considere um filtro venoso para qualquer paciente com EP confirmada que seja considerado inadequado para anticoagulação após discussão com um hematologista.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 Na prática, os filtros venosos raramente são usados fora dos EUA e seu uso permanece controverso.[194]Konstantinides SV, Barco S, Lankeit M, et al. Management of pulmonary embolism: an update. J Am Coll Cardiol. 2016 Mar 1;67(8):976-90. http://www.onlinejacc.org/content/67/8/976 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26916489?tool=bestpractice.com
Muitos desses pacientes (mesmo aqueles com aparentes contraindicações absolutas à anticoagulação) ainda podem receber uma dose diferente ou alterada de anticoagulação com uma relação risco-benefício aceitável. Isso geralmente é preferível a um filtro venoso.
Evidência: filtros venosos
As evidências mostram resultados variados do uso de filtros venosos na EP.
O uso de filtros venosos é controverso e há evidências limitadas para apoiar as recomendações sobre seu uso na prática clínica. Para uso na EP aguda, as evidências mostram resultados variados.
Foram realizados apenas dois ensaios clínicos randomizados e controlados na Europa.
O primeiro, PREPIC (Prévention du Risque d'Embolie Pulmonaire par Interruption Cave Study Group), randomizou 400 pacientes que sofreram tromboembolismo venoso agudo (TEV) apenas para anticoagulação ou anticoagulação e um filtro permanente de veia cava inferior (VCI). O acompanhamento em 8 anos mostrou que, embora os filtros da VCI reduzissem o risco de EP recorrente, eles não evitaram a morte, e mais trombose venosa profunda (TVP) ocorreu em pacientes que receberam esses dispositivos.
O segundo estudo, PREPIC 2, randomizou 399 pacientes com EP associada a TVP para anticoagulação isolada ou anticoagulação associada a um filtro de VCI recuperável. Todos os pacientes tinham pelo menos uma característica de “alto risco” (idade >75 anos, câncer ativo, insuficiência cardíaca ou respiratória crônica, AVC isquêmico com paralisia da perna a 6 meses, TVP iliocaval ou bilateral, ou um sinal de disfunção ventricular direita ou lesão miocárdica). Novamente, o uso de filtros venosos não mostrou nenhum benefício de mortalidade nem resultou em menos EPs sintomáticas durante os 3 primeiros meses de acompanhamento.
Por outro lado, estudos observacionais dos EUA, analisando quase 298.000 implantações de filtro, sugerem que a inserção de um filtro venoso pode reduzir as taxas de mortalidade relacionadas à EP na fase aguda, com o benefício possivelmente vindo ao custo de um risco aumentado de recorrência de TEV.[215]Muriel A, Jiménez D, Aujesky D, et al. Survival effects of inferior vena cava filter in patients with acute symptomatic venous thromboembolism and a significant bleeding risk. J Am Coll Cardiol. 2014 Apr 29;63(16):1675-83. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24576432?tool=bestpractice.com [216]Johnson MS, Spies JB, Scott KT, et al. Predicting the safety and effectiveness of inferior vena cava filters (PRESERVE): outcomes at 12 months. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2023 May;11(3):573-85.e6. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36872169?tool=bestpractice.com
avaliação do risco
Tratamento recomendado para TODOS os pacientes no grupo de pacientes selecionado
Estratifique o risco dos pacientes estáveis usando a pontuação do Índice de Gravidade da Embolia Pulmonar (PESI) ou a pontuação do Índice de Gravidade da Embolia Pulmonar simplificada (sPESI) para determinar quais pacientes podem receber alta com segurança e quais precisam ser internados com monitoramento mais estrito.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 [77]National Confidential Enquiry into Patient Outcome and Death (NCEPOD). Know the score: a review of the quality of care provided to patients aged over 16 years with a new diagnosis of pulmonary embolism. Oct 2019 [internet publication]. https://www.hqip.org.uk/resource/medical-surgical-review-programme-pulmonary-embolism-report-2019 [106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com [ Índice de Gravidade da Embolia Pulmonar (PESI, Pulmonary Embolism Severity Index) Opens in new window ]
Não use a pontuação PESI/sPESI em:
Pacientes com hipotensão ou choque. Todos esses pacientes são de alto risco e devem ser tratados de acordo
Gestantes
Pacientes com câncer ativo; em vez disso, use o escore HESTIA.[106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
Estratifique ainda mais os pacientes de risco intermediário (PESI III-IV ou sPESI ≥1) medindo a função do ventrículo direito (VD) (à angiografia pulmonar por tomografia computadorizada ou ecocardiografia) e um biomarcador cardíaco.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Os pacientes são classificados como de risco intermediário-alto se:[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Há sinais de disfunção do VD
E
O biomarcador cardíaco estiver elevado.
Inicie a anticoagulação e monitore de maneira estrita os pacientes de risco intermediário-alto, pois eles correm risco de deterioração. Caso se tornem hemodinamicamente instáveis eles precisarão de terapia de reperfusão (geralmente trombólise de resgate).[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Os pacientes são classificados como de risco intermediário-baixo (e devem ser internados, mas não precisam de monitoramento rigoroso) se houver:[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Não há sinais de disfunção do VD E o biomarcador cardíaco está normal
ou
Ou sinais de disfunção do VD OU o biomarcador cardíaco estiver elevado.
Evidência: Trombólise na EP de risco intermediário
As evidências não apoiam o uso rotineiro da trombólise em pacientes com EP de risco intermediário.
As diretrizes do Reino Unido e da Europa não recomendam a administração rotineira de trombólise em pacientes com EP de risco intermediário.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 As evidências sugerem que a trombólise acarreta um risco de sangramento inaceitavelmente alto nesse grupo.[205]Meyer G, Vicaut E, Danays T, et al. Fibrinolysis for patients with intermediate-risk pulmonary embolism. N Engl J Med. 2014 Apr 10;370(15):1402-11. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1302097 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24716681?tool=bestpractice.com
O grupo de risco intermediário é definido por uma pontuação PESI de III-IV ou uma pontuação sPESI ≥1.
O estudo internacional PEITHO (Trombólise na Embolia Pulmonar) comparou um único bolus intravenoso de tenecteplase mais heparina com placebo mais heparina em 1006 pacientes com EP confirmada, disfunção do VD detectada por ecocardiografia ou tomografia computadorizada e um teste positivo de troponina I ou T.
No grupo de trombólise, a descompensação/colapso hemodinâmico ou a morte em 7 dias ocorreram com menos frequência do que no grupo que recebeu apenas heparina.
No entanto, no grupo da trombólise em comparação com o grupo placebo, houve também uma maior incidência de AVC hemorrágico (2.0% versus 0.2%) e sangramentos não intracranianos importantes (6.3% versus 1.5%).
primeiro episódio de EP confirmado (iniciada anticoagulação de fase aguda)
continuar a anticoagulação em longo prazo
Duração
Continue a anticoagulação por pelo menos 3 meses para todos os pacientes com EP. Revise todos os pacientes em 3 meses, no mínimo.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [218]National Institute for Health Research. Warfarin and newer anticoagulants equally effective for long-term treatment of blood clots. NIHR Signal. Jan 2019 [internet publication]. https://discover.dc.nihr.ac.uk/content/signal-000721/warfarin-and-newer-anticoagulants-equally-effective-for-long-term-treatment-of-blood-clots
Discuta com um colega sênior se deve-se continuar a anticoagulação por mais de 3 meses.Essa decisão deve pesar o risco individual de recorrência da EP versus o risco de sangramento. Discuta os riscos e benefícios da anticoagulação em longo prazo com o paciente, e leve em consideração suas preferências.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Em geral, a anticoagulação geralmente pode ser interrompida após 3 meses (ou 3 a 6 meses para as pessoas com câncer ativo) se a EP tiver sido provocada, desde que o fator de risco transitório não esteja mais presente e o curso clínico não tenha sido complicado. A anticoagulação geralmente é continuada por mais tempo se a EP não tiver sido provocada.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
A EP provocada é aquela associada a um fator de risco transitório que estava presente nos 3 meses anteriores à EP.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Uma EP não provocada é uma EP em um paciente que não teve nenhum fator de risco precipitante transitório preexistente nos últimos 3 meses.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Os fatores de risco precipitantes incluem: cirurgia; trauma; imobilidade significativa (ficar na cama, incapaz de andar sem ajuda ou passar uma proporção substancial do dia na cama ou em uma cadeira); gravidez ou puerpério; uso de contraceptivos orais/terapia de reposição hormonal).[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Reavalie anualmente os riscos/benefícios da anticoagulação, bem como as preferências gerais quanto a saúde e tratamento do paciente, em todos os pacientes que receberem tratamento prolongado para além de 3 meses.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 [166]Stevens SM, Woller SC, Kreuziger LB, et al. Antithrombotic therapy for VTE disease: second update of the CHEST Guideline and Expert Panel Report. Chest. 2021 Dec;160(6):e545-608. https://journal.chestnet.org/article/S0012-3692(21)01506-3/fulltext http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34352278?tool=bestpractice.com
Evidência: Avaliação do risco de sangramento
Muitos estudos que examinaram as principais taxas de sangramento as avaliaram ao longo de 3 meses ou mais, enquanto o sangramento nos primeiros 7 a 14 dias pode ser mais relevante para os riscos relacionados ao tratamento ambulatorial da EP.
No registro RIETE de 24.395 pacientes com tromboembolismo venoso (TEV) em anticoagulação, 2.24% tiveram um sangramento importante e 0.55% tiveram um sangramento fatal durante os primeiros 3 meses de anticoagulação. Os pesquisadores do RIETE derivaram e validaram uma pontuação em pacientes com TEV documentada para prever o risco de sangramento importante dentro de 3 meses da terapia anticoagulante.[239]Ruíz-Giménez N, Suárez C, González R, et al. Predictive variables for major bleeding events in patients presenting with documented acute venous thromboembolism. Findings from the RIETE Registry. Thromb Haemost. 2008 Jul;100(1):26-31. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18612534?tool=bestpractice.com À análise multivariada, uma idade >75 anos, sangramento recente, câncer, níveis de creatinina >1.2 mg/dL, anemia ou EP em si foram associados de forma independente a um maior risco de sangramento importante.
Outro estudo comparou o valor preditivo dos escores HEMORR2HAGES, HASBLED e ATRIA com os escores de Kuijer e RIETE para a ocorrência de complicações hemorrágicas graves em um período de 30 dias em 448 pacientes consecutivos com EP tratados com varfarina. A maioria dos eventos hemorrágicos (16/20) ocorreu nos primeiros 7 dias após o início do tratamento, com quatro complicações hemorrágicas entre os dias 8 e 30. O poder preditivo de todas as cinco pontuações de sangramento foi ruim (estatística c 0,57—0,64), tanto para os resultados de pontuação de três níveis quanto de dois níveis. Nenhuma pontuação individual foi considerada superior. O escore HASBLED teve uma boa estatística c para sangramento ocorrido após a primeira semana de tratamento (0,75, IC 95% 0,47 a 1,0). Não há estudos derivando ou validando um escore de risco de sangramento precoce especificamente para o tratamento ambulatorial da EP.[240]Klok FA, Niemann C, Dellas C, et al. Performance of five different bleeding-prediction scores in patients with acute pulmonary embolism. J Thromb Thrombolysis. 2016 Feb;41(2):312-20. https://www.doi.org/10.1007/s11239-015-1239-x http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26091712?tool=bestpractice.com
Evidência: Duração da anticoagulação
Há boas evidências de maior duração da anticoagulação na EP não provocada em comparação com a provocada.
Os ensaios clínicos avaliaram várias durações do tratamento anticoagulante para tromboembolismo venoso (TEV). As principais conclusões desses estudos foram:[193]Schulman S, Granqvist S, Holmström M, et al. The duration of oral anticoagulant therapy after a second episode of venous thromboembolism. The Duration of Anticoagulation Trial Study Group. N Engl J Med. 1997 Feb 6;336(6):393-8. https://www.doi.org/10.1056/NEJM199702063360601 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9010144?tool=bestpractice.com [219]Schulman S. The effect of the duration of anticoagulation and other risk factors on the recurrence of venous thromboembolisms. Duration of Anticoagulation Study Group. Wien Med Wochenschr. 1999;149(2-4):66-9. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10378327?tool=bestpractice.com [220]Douketis JD, Gu CS, Schulman S, et al. The risk for fatal pulmonary embolism after discontinuing anticoagulant therapy for venous thromboembolism. Ann Intern Med. 2007 Dec 4;147(11):766-74. https://www.doi.org/10.7326/0003-4819-147-11-200712040-00007 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18056660?tool=bestpractice.com [221]Schulman S, Rhedin AS, Lindmarker P, et al. A comparison of six weeks with six months of oral anticoagulant therapy after a first episode of venous thromboembolism. Duration of Anticoagulation Trial Study Group. N Engl J Med. 1995 Jun 22;332(25):1661-5. https://www.doi.org/10.1056/NEJM199506223322501 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7760866?tool=bestpractice.com
Pacientes com EP devem receber pelo menos 3 meses de tratamento anticoagulante.
Pode-se esperar que o risco de recorrência, se os anticoagulantes forem interrompidos após 6 ou 12 meses, seja semelhante ao risco após 3 meses.
O tratamento indefinido reduz o risco de TEV recorrente em cerca de 90%, mas esse benefício é parcialmente compensado por um risco anual de 1% ou mais de sangramento importante.
As evidências mostram que 3 meses é a duração ideal do tratamento anticoagulante em pacientes com EP provocada.
Quatro ensaios clínicos randomizados e controlados (ECRCs) compararam 3 meses de anticoagulação com 6 a 12 meses de terapia.[192]Agnelli G, Prandoni P, Becattini C, et al. Extended oral anticoagulant therapy after a first episode of pulmonary embolism. Ann Intern Med. 2003 Jul 1;139(1):19-25. https://www.doi.org/10.7326/0003-4819-139-1-200307010-00008 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12834314?tool=bestpractice.com [222]Pinede L, Ninet J, Duhaut P, et al. Comparison of 3 and 6 months of oral anticoagulant therapy after a first episode of proximal deep vein thrombosis or pulmonary embolism and comparison of 6 and 12 weeks of therapy after isolated calf deep vein thrombosis. Circulation. 2001 May 22;103(20):2453-60. https://www.doi.org/10.1161/01.cir.103.20.2453 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11369685?tool=bestpractice.com [223]Agnelli G, Prandoni P, Santamaria MG, et al. Three months versus one year of oral anticoagulant therapy for idiopathic deep venous thrombosis. Warfarin Optimal Duration Italian Trial Investigators. N Engl J Med. 2001 Jul 19;345(3):165-9. https://www.doi.org/10.1056/NEJM200107193450302 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11463010?tool=bestpractice.com A metanálise dos seus achados encontrou um risco semelhante de recorrência com 3 meses em comparação com 6 a 12 meses de terapia durante 1 a 3 anos de acompanhamento.[224]Kearon C, Akl EA, Comerota AJ, et al. Antithrombotic therapy for VTE disease: antithrombotic therapy and prevention of thrombosis, 9th ed: American College of Chest Physicians evidence-based clinical practice guidelines. Chest. 2012 Feb;141(2 suppl):e419S-e496S. https://www.doi.org/10.1378/chest.11-2301 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22315268?tool=bestpractice.com A análise dos dados individuais dos pacientes desses quatro ensaios, e de outro estudo que comparou 3 meses com 27 meses de anticoagulação, também não encontrou nenhum aumento convincente no risco de recorrência após o tratamento ter sido interrompido após 3 meses.[225]Kearon C, Gent M, Hirsh J, et al. A comparison of three months of anticoagulation with extended anticoagulation for a first episode of idiopathic venous thromboembolism. N Engl J Med. 1999 Mar 25;340(12):901-7. https://www.doi.org/10.1056/NEJM199903253401201 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10089183?tool=bestpractice.com [226]Boutitie F, Pinede L, Schulman S, et al. Influence of preceding length of anticoagulant treatment and initial presentation of venous thromboembolism on risk of recurrence after stopping treatment: analysis of individual participants' data from seven trials. BMJ. 2011 May 24;342:d3036. https://www.doi.org/10.1136/bmj.d3036 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21610040?tool=bestpractice.com
Cinco estudos randomizados compararam 4 a 6 semanas de anticoagulação com 3 a 6 meses de anticoagulação.[221]Schulman S, Rhedin AS, Lindmarker P, et al. A comparison of six weeks with six months of oral anticoagulant therapy after a first episode of venous thromboembolism. Duration of Anticoagulation Trial Study Group. N Engl J Med. 1995 Jun 22;332(25):1661-5. https://www.doi.org/10.1056/NEJM199506223322501 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7760866?tool=bestpractice.com [222]Pinede L, Ninet J, Duhaut P, et al. Comparison of 3 and 6 months of oral anticoagulant therapy after a first episode of proximal deep vein thrombosis or pulmonary embolism and comparison of 6 and 12 weeks of therapy after isolated calf deep vein thrombosis. Circulation. 2001 May 22;103(20):2453-60. https://www.doi.org/10.1161/01.cir.103.20.2453 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11369685?tool=bestpractice.com [227]Levine MN, Hirsh J, Gent M, et al. Optimal duration of oral anticoagulant therapy: a randomized trial comparing four weeks with three months of warfarin in patients with proximal deep vein thrombosis. Thromb Haemost. 1995 Aug;74(2):606-11. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8584992?tool=bestpractice.com [228]British Thoracic Society. Optimum duration of anticoagulation for deep-vein thrombosis and pulmonary embolism. Research Committee of the British Thoracic Society. Lancet. 1992 Oct 10;340(8824):873-6. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1357297?tool=bestpractice.com [229]Kearon C, Ginsberg JS, Anderson DR, et al. Comparison of 1 month with 3 months of anticoagulation for a first episode of venous thromboembolism associated with a transient risk factor. J Thromb Haemost. 2004 May;2(5):743-9. https://www.doi.org/10.1046/j.1538-7836.2004.00698.x http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15099280?tool=bestpractice.com A metanálise de suas descobertas descobriu que o ciclo mais curto da terapia foi associado a um aumento de cerca de duas vezes na recorrência durante 9 a 24 meses de acompanhamento. A análise de dados individuais de pacientes de quatro desses estudos demonstrou que o risco de recorrência após a interrupção da terapia anticoagulante foi maior em pacientes que foram tratados por 4 a 6 semanas do que naqueles tratados por 3 meses ou mais.[224]Kearon C, Akl EA, Comerota AJ, et al. Antithrombotic therapy for VTE disease: antithrombotic therapy and prevention of thrombosis, 9th ed: American College of Chest Physicians evidence-based clinical practice guidelines. Chest. 2012 Feb;141(2 suppl):e419S-e496S. https://www.doi.org/10.1378/chest.11-2301 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22315268?tool=bestpractice.com Além disso, as recorrências excessivas com 4 a 6 semanas de terapia foram confinadas nos primeiros 6 meses após a interrupção da terapia e, naqueles com trombose venosa profunda, as recorrências extras ocorreram na mesma perna do evento inicial.[226]Boutitie F, Pinede L, Schulman S, et al. Influence of preceding length of anticoagulant treatment and initial presentation of venous thromboembolism on risk of recurrence after stopping treatment: analysis of individual participants' data from seven trials. BMJ. 2011 May 24;342:d3036. https://www.doi.org/10.1136/bmj.d3036 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21610040?tool=bestpractice.com
Também há evidências crescentes de que uma anticoagulação prolongada na EP não provocada é benéfica para reduzir a recorrência.
Foi demonstrado que a anticoagulação prolongada com varfarina reduz o TEV recorrente em aproximadamente 90%, com base na metanálise de quatro estudos, com cerca de metade dos episódios recorrentes ocorrendo em pacientes que interromperam a terapia prematuramente.[193]Schulman S, Granqvist S, Holmström M, et al. The duration of oral anticoagulant therapy after a second episode of venous thromboembolism. The Duration of Anticoagulation Trial Study Group. N Engl J Med. 1997 Feb 6;336(6):393-8. https://www.doi.org/10.1056/NEJM199702063360601 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9010144?tool=bestpractice.com [224]Kearon C, Akl EA, Comerota AJ, et al. Antithrombotic therapy for VTE disease: antithrombotic therapy and prevention of thrombosis, 9th ed: American College of Chest Physicians evidence-based clinical practice guidelines. Chest. 2012 Feb;141(2 suppl):e419S-e496S. https://www.doi.org/10.1378/chest.11-2301 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22315268?tool=bestpractice.com [225]Kearon C, Gent M, Hirsh J, et al. A comparison of three months of anticoagulation with extended anticoagulation for a first episode of idiopathic venous thromboembolism. N Engl J Med. 1999 Mar 25;340(12):901-7. https://www.doi.org/10.1056/NEJM199903253401201 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10089183?tool=bestpractice.com [230]Farraj RS. Anticoagulation period in idiopathic venous thromboembolism. How long is enough? Saudi Med J. 2004 Jul;25(7):848-51. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15235686?tool=bestpractice.com [231]Palareti G, Cosmi B, Legnani C, et al. D-dimer testing to determine the duration of anticoagulation therapy. N Engl J Med. 2006 Oct 26;355(17):1780-9. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa054444 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17065639?tool=bestpractice.com
Comparações diretas e indiretas encontraram reduções semelhantes no TEV recorrente com anticoagulação estendida usando dabigatrana, rivaroxabana ou apixabana.[178]EINSTEIN Investigators; Bauersachs R, Berkowitz SD, Brenner B, et al. Oral rivaroxaban for symptomatic venous thromboembolism. N Engl J Med. 2010 Dec 3;363(26):2499-510. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1007903 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21128814?tool=bestpractice.com [232]Schulman S, Kearon C, Kakkar AK, et al. Extended use of dabigatran, warfarin, or placebo in venous thromboembolism. N Engl J Med. 2013 Feb 21;368(8):709-18. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1113697 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23425163?tool=bestpractice.com [233]Agnelli G, Buller HR, Cohen A, et al. Apixaban for extended treatment of venous thromboembolism. N Engl J Med. 2012 Dec 8;368(8):699-708. www.doi.org/10.1056/NEJMoa1207541 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23216615?tool=bestpractice.com [234]Castellucci LA, Cameron C, Le Gal G, et al. Efficacy and safety outcomes of oral anticoagulants and antiplatelet drugs in the secondary prevention of venous thromboembolism: systematic review and network meta-analysis. BMJ. 2013 Aug 30;347:f5133. https://www.doi.org/10.1136/bmj.f5133 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23996149?tool=bestpractice.com Os resultados de uma revisão sistemática e metanálise de 16 estudos mostraram que uma anticoagulação prolongada com um antagonista da vitamina K ou um anticoagulante oral de ação direta (AOD) reduziu o TEV recorrente, mas o uso de um AOD foi associado a um menor risco de sangramento e mortalidade geral.[238]Mai V, Guay CA, Perreault L, et al. Extended anticoagulation for VTE: a systematic review and meta-analysis. Chest. 2019 Jun;155(6):1199-216. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31174635?tool=bestpractice.com
O tratamento prolongado com heparina de baixo peso molecular também é muito eficaz, sendo ainda mais eficaz do que a varfarina em pacientes com câncer.[224]Kearon C, Akl EA, Comerota AJ, et al. Antithrombotic therapy for VTE disease: antithrombotic therapy and prevention of thrombosis, 9th ed: American College of Chest Physicians evidence-based clinical practice guidelines. Chest. 2012 Feb;141(2 suppl):e419S-e496S. https://www.doi.org/10.1378/chest.11-2301 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22315268?tool=bestpractice.com [236]Iorio A, Guercini F, Pini M. Low-molecular-weight heparin for the long-term treatment of symptomatic venous thromboembolism: meta-analysis of the randomized comparisons with oral anticoagulants. J Thromb Haemost. 2003 Sep;1(9):1906-13. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12941030?tool=bestpractice.com [237]Bochenek T, Nizankowski R. The treatment of venous thromboembolism with low molecular weight heparins. A meta-analysis. Thromb Haemost. 2012 Feb 8;107(4):699-716. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22318218?tool=bestpractice.com
Os médicos devem equilibrar o risco de sangramento com o risco de recorrência ao tomar uma decisão sobre a prevenção secundária estendida.[218]National Institute for Health Research. Warfarin and newer anticoagulants equally effective for long-term treatment of blood clots. NIHR Signal. Jan 2019 [internet publication]. https://discover.dc.nihr.ac.uk/content/signal-000721/warfarin-and-newer-anticoagulants-equally-effective-for-long-term-treatment-of-blood-clots
Escolha do anticoagulante
Em geral, ofereça tratamento continuado com o anticoagulante usado na fase aguda, se for bem tolerado.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Se o paciente tiver começado a tomar um AOD diferente da apixabana e ele não for bem tolerado, ou se a situação clínica ou a preferência do paciente tiverem mudado, considere mudar para a apixabana se o paciente não tiver insuficiência renal, câncer ativo, síndrome antifosfolipídica tripla positiva estabelecida ou peso corporal extremo (<50 kg or >120 kg).[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Em pacientes que tomam apixabana ou rivaroxabana que precisam de anticoagulação contínua por > 6 meses, está se tornando prática comum considerar a redução da dose.[241]National Institute for Health and Care Excellence. Apixaban for the treatment and secondary prevention of deep vein thrombosis and/or pulmonary embolism. Jun 2015 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ta341
Em pacientes grávidas, continue a HBPM pelo restante da gravidez e por pelo menos 6 semanas após o parto e até que pelo menos 3 meses de tratamento tenham sido administrados no total.[242]Royal College of Obstetricians and Gynaecologists. Thromboembolic disease in pregnancy and the puerperium: acute management. Green-top guideline no. 37b. Apr 2015 [internet publication]. https://www.rcog.org.uk/globalassets/documents/guidelines/gtg-37b.pdf
No último mês de gravidez, ou antes, se o parto parecer iminente, as mulheres que recebem anticoagulação terapêutica ou profilática podem ser convertidas de HBPM para HNF, que tem meia-vida mais curta, é fácil de monitorar e é facilmente revertida pela protamina.[39]Bates SM, Greer IA, Middeldorp S, et al. VTE, thrombophilia, antithrombotic therapy, and pregnancy. Antithrombotic therapy and prevention of thrombosis, 9th ed: American College of Chest Physicians evidence-based clinical practice guidelines. Chest. 2012 Feb;141(2 Suppl):e691S-736S. https://journal.chestnet.org/article/S0012-3692(12)60136-6/fulltext http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22315276?tool=bestpractice.com [187]American College of Obstetricians and Gynecologists. ACOG practice bulletin no. 196: thromboembolism in pregnancy. Obstet Gynecol. 2018 Jul;132(1):e1-e17. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29939938?tool=bestpractice.com
Considere a aspirina se o paciente se recusar ou for incapaz de tolerar qualquer forma de anticoagulante oral.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Evidências: AODs versus heparina/varfarina
Os AODs surgiram como uma opção igualmente eficaz e mais segura do que a heparina/varfarina.
Atualmente há fortes evidências de que os AODs não são inferiores e têm um perfil de segurança favorável para o tratamento da EP quando comparados com varfarina/heparina de baixo peso molecular ou fondaparinux.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [106]Howard LSGE, Barden S, Condliffe R, et al. British Thoracic Society guideline for the initial outpatient management of pulmonary embolism (PE). Thorax. 2018 Jul;73 (Suppl 2):ii1-29. https://thorax.bmj.com/content/73/Suppl_2/ii1.long http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29898978?tool=bestpractice.com
Os resultados dos principais ensaios usando AODs no tratamento do TEV indicam que esses agentes não são inferiores (em termos de eficácia) e possivelmente mais seguros (particularmente em termos de sangramento importante) do que o regime padrão de heparina/varfarina.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [173]Kushnir M, Choi Y, Eisenberg R, et al. Efficacy and safety of direct oral factor Xa inhibitors compared with warfarin in patients with morbid obesity: a single-centre, retrospective analysis of chart data. Lancet Haematol. 2019 May 24;6(7):e359-65. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31133411?tool=bestpractice.com [174]Elsebaie MAT, van Es N, Langston A, et al. Direct oral anticoagulants in patients with venous thromboembolism and thrombophilia: a systematic review and meta-analysis. J Thromb Haemost. 2019 Feb 25;17(4):645-56. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30690830?tool=bestpractice.com [175]Agnelli G, Buller HR, Cohen A, et al. Oral apixaban for the treatment of acute venous thromboembolism. N Engl J Med. 2013 Jul 1;369(9):799-808. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1302507 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23808982?tool=bestpractice.com [176]EINSTEIN–PE Investigators; Büller HR, Prins MH, Lensin AW, et al. Oral rivaroxaban for the treatment of symptomatic pulmonary embolism. N Engl J Med. 2012 Apr 5;366(14):1287-97. https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa1113572 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22449293?tool=bestpractice.com [177]Hokusai-VTE Investigators., Büller HR, Décousus H, et al. Edoxaban versus warfarin for the treatment of symptomatic venous thromboembolism. N Engl J Med. 2013 Aug 31;369(15):1406-15. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1306638 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23991658?tool=bestpractice.com [178]EINSTEIN Investigators; Bauersachs R, Berkowitz SD, Brenner B, et al. Oral rivaroxaban for symptomatic venous thromboembolism. N Engl J Med. 2010 Dec 3;363(26):2499-510. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1007903 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21128814?tool=bestpractice.com [179]Li M, Li J, Wang X, et al. Oral direct thrombin inhibitors or oral factor Xa inhibitors versus conventional anticoagulants for the treatment of pulmonary embolism. Cochrane Database Syst Rev. 2023 Apr 14;4(4):CD010957. https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD010957.pub3/full http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37057837?tool=bestpractice.com [
]
How do oral direct thrombin inhibitors (DTIs) and oral factor Xa inhibitors compare with conventional anticoagulation for the treatment of pulmonary embolism?/cca.html?targetUrl=https://www.cochranelibrary.com/cca/doi/10.1002/cca.4357/fullMostre-me a resposta[Evidência B]120fe7b2-87cd-4301-a316-38128bb67120ccaBComo os inibidores diretos da trombina orais e os inibidores do fator Xa orais se comparam à anticoagulação convencional para o tratamento da embolia pulmonar?Uma revisão Cochrane concluiu que:
Não há diferença entre a dabigatrana e o esquema padrão na prevenção da EP recorrente (razão de chances [RC] de 1.02, IC 95%: 0.50 a 2.04), do TEV recorrente (RC de 0.93, IC de 95%: 0.52 a 1.66) e da trombose venosa profunda (TVP) (RC de 0.79, IC de 95%: 0.29 a 2.13), ou em causar sangramentos importantes (RC de 0.50, IC de 95% 0.15 a 1.68).
Não há diferença entre os inibidores do fator Xa (apixabana, rivaroxabana e edoxabana) em comparação com o esquema padrão, na prevenção do TEV recorrente (RC de 0.85, IC de 95%: 0.15 a 1.68), da TVP (RC de 0.72, IC de 95%: 0.39 a 1.32) e da mortalidade por todas as causas (RC de 1.6, IC de 95%: 0.59 a 1.62) ou em causar sangramentos importantes (RC de 1.16, IC de 95%: 0.39 a 1.32) ou em causar sangramentos importantes (RC de 0.97, 0.39 a 1.32) 97, IC de 95%: 0.59 a 1.62).
Valores elevados de tempo na faixa terapêutica foram alcançados com o tratamento com varfarina em todos os ensaios. Por outro lado, as populações do estudo incluíram pacientes relativamente jovens, muito poucos dos quais tinham câncer.
Evidência: escolha do AOD
Há uma falta de evidências comparando diferentes AODs na EP.
Não há estudos que tenham comparado diretamente diferentes AODs entre si, por isso é difícil determinar quais são os mais eficazes para a EP.
No entanto, uma revisão sistemática, metanálise de rede e análise de custo-efetividade compararam indiretamente os AODs entre si para a prevenção de AVC em pacientes com fibrilação atrial.[180]López-López JA, Sterne JAC, Thom HHZ, et al. Oral anticoagulants for prevention of stroke in atrial fibrillation: systematic review, network meta-analysis, and cost effectiveness analysis. BMJ. 2017 Nov 28;359:j5058. https://www.doi.org/10.1136/bmj.j5058 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29183961?tool=bestpractice.com
Os autores concluíram que a apixabana 5 mg duas vezes ao dia tem o maior benefício líquido incremental esperado, seguida pela rivaroxabana 20 mg uma vez ao dia, edoxabana 60 mg uma vez ao dia e dabigatrana 150 mg duas vezes ao dia. Deve-se enfatizar que esta análise analisou evidências relacionadas a pacientes com fibrilação atrial em anticoagulação em longo prazo para a prevenção de AVC. No entanto, os diferentes riscos/benefícios de cada anticoagulante podem ser levados em consideração ao se decidir qual AOD usar para um paciente com EP.[180]López-López JA, Sterne JAC, Thom HHZ, et al. Oral anticoagulants for prevention of stroke in atrial fibrillation: systematic review, network meta-analysis, and cost effectiveness analysis. BMJ. 2017 Nov 28;359:j5058. https://www.doi.org/10.1136/bmj.j5058 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29183961?tool=bestpractice.com
Existem agentes de reversão para dabigatrana, apixabana e rivaroxabana se os pacientes desenvolverem sangramentos importantes ou precisarem de cirurgia. Ainda não há agente de reversão licenciado para a edoxabana.
O idarucizumab está licenciado para reverter o efeito da dabigatrana.
Os resultados de um estudo de coorte contínuo e não controlado de fase III (RE‑VERSE AD) de 90 adultos que tomaram dabigatrana que tiveram sangramento importante ou necessitaram de cirurgia urgente, mostraram que o tratamento com idarucizumab reverteu o efeito anticoagulante da dabigatrana (reversão máxima média de 100%) e normalizou o tempo de trombina diluída e o tempo de coagulação da ecarina em 88% a 98%% das pessoas.[181]Pollack CV Jr, Reilly PA, Eikelboom J, et al. Idarucizumab for dabigatran reversal. N Engl J Med. 2015 Jun 22;373(6):511-20. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1502000 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26095746?tool=bestpractice.com
O Andexanet alfa (fator de coagulação recombinante Xa) está licenciado para reverter o efeito da apixabana e da rivaroxabana. O Andexanet alfa é licenciado no Reino Unido para uso somente em hemorragias fatais ou não controladas, sob supervisão de um especialista.
O Andexanet alfa reverte rapidamente os efeitos anticoagulantes dos inibidores do fator Xa, de acordo com um estudo apoiado pela indústria publicado no New England Journal of Medicine.
Os pesquisadores inscreveram 350 adultos que apresentaram sangramento agudo importante (por exemplo, intracraniano, gastrointestinal) dentro de 18 horas após receberem apixabana ou rivaroxabana. O Andexanet alfa reduziu rapidamente a atividade antifator Xa. Por exemplo, entre pacientes que estavam recebendo apixabana ou rivaroxabana, o bolus inicial de andexanet alfa reduziu a atividade antifator Xa em 92%. Além disso, 12 horas após a infusão, 82% dos pacientes foram considerados com boa ou excelente eficácia hemostática.[182]Connolly SJ, Crowther M, Eikelboom JW, et al. Full study report of andexanet alfa for bleeding associated with factor Xa inhibitors. N Engl J Med. 2019 Feb 7;380(14):1326-35. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30730782?tool=bestpractice.com
Algumas evidências mostraram que a rivaroxabana é segura e eficaz para o tratamento ambulatorial da EP de baixo risco.
Um ensaio clínico internacional multicêntrico de braço único em 525 pacientes com EP aguda que estavam tomando rivaroxabana e receberam alta dentro de 2 dias após o diagnóstico de EP mostrou:[183]Barco S, Schmidtmann I, Ageno W, et al. Early discharge and home treatment of patients with low-risk pulmonary embolism with the oral factor Xa inhibitor rivaroxaban: an international multicentre single-arm clinical trial. Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):509-18. https://www.doi.org/10.1093/eurheartj/ehz367 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31120118?tool=bestpractice.com
Recorrência não fatal de TEV em 0.6% (IC unilateral superior de 99.6%: 2.1%)
Sangramento importante em 1,2%.
Este estudo não usou o HESTIA ou o Índice de Gravidade da Embolia Pulmonar (PESI)/PESI simplificado (sPESI), e em vez disso usou um conjunto diferente de critérios de elegibilidade para tratamento ambulatorial.[183]Barco S, Schmidtmann I, Ageno W, et al. Early discharge and home treatment of patients with low-risk pulmonary embolism with the oral factor Xa inhibitor rivaroxaban: an international multicentre single-arm clinical trial. Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):509-18. https://www.doi.org/10.1093/eurheartj/ehz367 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31120118?tool=bestpractice.com
Evidências: Prevenção secundária com varfarina
A varfarina para a prevenção secundária estendida reduz a mortalidade, mas acarreta risco de sangramento.
Uma revisão de 22.000 pacientes demonstrou que a varfarina de intensidade padrão reduziu a mortalidade por todas as causas e reduziu o risco de TEV recorrente em comparação com o placebo ou somente observação quando usada para a prevenção secundária estendida.
No entanto, a varfarina também aumentou o risco de sangramento, com um sangramento importante para cada 87 pessoas tratadas.[218]National Institute for Health Research. Warfarin and newer anticoagulants equally effective for long-term treatment of blood clots. NIHR Signal. Jan 2019 [internet publication]. https://discover.dc.nihr.ac.uk/content/signal-000721/warfarin-and-newer-anticoagulants-equally-effective-for-long-term-treatment-of-blood-clots
Evidências: Aspirina para prevenção secundária estendida
A aspirina é menos efetiva que os anticoagulantes orais para a prevenção secundária estendida. No entanto, ela é mais efetiva que o placebo e, portanto, pode ser considerada para as pessoas que necessitarem de tratamento prolongado, mas que recusarem ou não tolerarem anticoagulantes orais.
Em uma atualização da diretriz de 2023, o National Institute for Health and Care Excellence do Reino Unido (NICE) avaliou as evidências do uso prolongado da aspirina na prevenção secundária do TEV.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
O NICE encontrou três estudos randomizados:
Dois estudos publicados em 2012, o estudo ASPIRE (n=822) e o estudo WARFASA (n=403), compararam aspirina com placebo por 24 a 48 meses em pessoas com tromboembolismo venoso não provocado (ASPIRE: 28% com EP isolada, 14% com TVP e EP; WARFASA: 40.5% com EP no braço da aspirina e 34.1% no braço do placebo).[243]Brighton TA, Eikelboom JW, Mann K, et al. Low-dose aspirin for preventing recurrent venous thromboembolism. N Engl J Med. 2012 Nov 22;367(21):1979-87. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1210384 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23121403?tool=bestpractice.com [244]Becattini C, Agnelli G, Schenone A, et al. Aspirin for preventing the recurrence of venous thromboembolism. N Engl J Med. 2012 May 24;366(21):1959-67. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1114238 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22621626?tool=bestpractice.com
O estudo EINSTEIN-CHOICE 2017 (n=3365) comparou a aspirina com duas doses diferentes de rivaroxabana por até 24 meses; 34% dos participantes tiveram somente EP e 15% TVP e EP. No geral, 41,3% tinham TEV não provocado.[245]Kumbhani DJ. Reduced-dosed rivaroxaban in the long-term prevention of recurrent symptomatic venous thromboembolism - EINSTEIN CHOICE. American College of Cardiology. Mar 2017 [internet publication]. https://www.acc.org/latest-in-cardiology/clinical-trials/2017/03/17/08/07/einstein-choice
O NICE também conduziu uma meta-análise em rede, o que significou que foi possível, por meio de comparações indiretas, comparar a aspirina com antagonistas da vitamina K e outros AODs.
A aspirina não foi tão efetiva quanto os antagonistas da vitamina K ou os AODs na prevenção do TEV recorrente.
No entanto, a aspirina foi mais efetiva que o placebo na prevenção da recorrência (HR de 0.68 [IC de 95%: 0.51 a 0.90], evidência de qualidade moderada conforme avaliada pelo GRADE), e não aumentou o risco de sangramentos importantes em comparação com o placebo (ASPIRE [até 48 meses]: RC de 1.33 [IC de 95%: 0.47 a 3.81], GRADE baixo; WARFASA [até 24 meses]: RR de 0.96 [IC de 95%: 0.06 a 15.26], GRADE muito baixo).
O comitê de diretrizes do NICE recomenda, portanto, a aspirina como uma opção para as pessoas que necessitam de tratamento prolongado para um tromboembolismo venoso (TEV) e que se recusam a tomar um anticoagulante oral, após uma discussão informada sobre benefícios e danos, especialmente em relação ao risco individual de recorrência do TEV.
A diretriz da European Society of Cardiology de 2019 também recomenda aspirina para a prevenção secundária estendida para pacientes que se recusam a tomar ou são incapazes de tolerar qualquer forma de anticoagulante oral.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com
Evidência: Anticoagulação para pacientes com câncer ativo
Os AODs são pelo menos tão eficazes quanto a HBPM para o tratamento inicial do TEV em pessoas com câncer ativo e, em geral, não parecem aumentar o sangramento não grave maior ou clinicamente relevante.
Devido aos dados emergentes para o uso de AODs como tratamento inicial do TEV em pessoas com câncer ativo, em 2023, o NICE no Reino Unido atualizou sua revisão sistemática das evidências.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 O NICE encontrou dois ensaios clínicos randomizados especificamente em pessoas com câncer e TEV:
Um ECRC multicêntrico do Reino Unido de 2018 (SELECT-D) comparou a rivaroxabana com a HBPM em 406 pacientes com câncer ativo e TEV (72% tinham EP sintomática ou incidental).[188]Young AM, Marshall A, Thirlwall J, et al. Comparison of an oral factor Xa inhibitor with low molecular weight heparin in patients with cancer with venous thromboembolism: results of a randomized trial (SELECT-D). J Clin Oncol. 2018 May 10;36(20):2017-23. https://www.doi.org/10.1200/JCO.2018.78.8034 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29746227?tool=bestpractice.com
Ele descobriu que a rivaroxabana estava associada a uma recorrência de TEV relativamente baixa (HR 0.43 [IC 95% 0.19 a 0.99], evidência de alta qualidade avaliada pelo GRADE) em comparação com HBPM, mas maior sangramento não grave clinicamente relevante (HR 3.76 [IC 95% 1.63 a 8.69], GRADE moderado) durante o período de tratamento (até 6 meses).
Não houve diferença em outros resultados, incluindo sangramento grave e mortalidade por todas as causas, embora o último provavelmente refletisse a maioria das mortes relacionadas ao câncer.
Um ECRC multinacional de 2018 (HOKUSAI-Cancer, 114 centros em 13 países) comparou a edoxabana (precedida por 5 dias de HBPM) com a HBPM para o tratamento inicial do TEV em pessoas com câncer (n = 1046, 97% definido como câncer ativo).[189]Raskob GE, van Es N, Verhamme P, et al. Edoxaban for the treatment of cancer-associated venous thromboembolism. N Engl J Med. 2018 Feb 15;378(7):615-24. https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1711948 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29231094?tool=bestpractice.com
Ele encontrou um aumento no sangramento importante (RR 2.01 [IC 95% 1.12 a 3.61], GRADE baixo) e no sangramento não grave clinicamente relevante (RR 1,46 [IC 95% 1.03 a 2.07]) durante a fase de tratamento (até 12 meses) em pessoas que receberam edoxabana em comparação com HBPM.
Não houve diferença na recorrência de TEV em até 6 meses ou na mortalidade por todas as causas em até 6 meses (GRADE muito baixo).
Três outros estudos relevantes foram análises de subgrupos dos principais estudos do AOD.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Todos estavam estatisticamente insuficientes e informações importantes do paciente não foram relatadas (por exemplo, câncer primário, número de pessoas com câncer metastático em cada braço).
Nenhum dos estudos mostrou qualquer diferença nos resultados com o AOD em comparação com a HBPM.
No geral, não havia dados suficientes para avaliar separadamente os resultados de pessoas com embolia pulmonar ou TVP.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Desde a data final da pesquisa da diretriz NICE, dois ensaios clínicos randomizados foram publicados comparando a apixabana com a HBPM em pessoas com câncer ativo (ADAM VTE e o ensaio Caravaggio).[190]McBane RD 2nd, Wysokinski WE, Le-Rademacher JG, et al. Apixaban and dalteparin in active malignancy-associated venous thromboembolism: The ADAM VTE trial. J Thromb Haemost. 2020 Feb;18(2):411-21. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31630479?tool=bestpractice.com [191]Agnelli G, Becattini C, Meyer G, et al. Apixaban for the treatment of venous thromboembolism associated with cancer. N Engl J Med. 2020 Apr 23;382(17):1599-1607. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32223112?tool=bestpractice.com
O ADAM VTE (n=300) encontrou menor recorrência de TEV (HR 0.099, IC 95% 0.013 a 0.780) e maiores taxas de sangramento (0% versus 1.4%) com apixabana.[190]McBane RD 2nd, Wysokinski WE, Le-Rademacher JG, et al. Apixaban and dalteparin in active malignancy-associated venous thromboembolism: The ADAM VTE trial. J Thromb Haemost. 2020 Feb;18(2):411-21. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31630479?tool=bestpractice.com
Um desfecho de segurança secundário combinado (sangramento importante ou sangramento não importante clinicamente relevante) foi o mesmo (6%) para ambos os grupos.
O ensaio Caravaggio foi um estudo aberto, multinacional e de não inferioridade (n = 1155).[191]Agnelli G, Becattini C, Meyer G, et al. Apixaban for the treatment of venous thromboembolism associated with cancer. N Engl J Med. 2020 Apr 23;382(17):1599-1607. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32223112?tool=bestpractice.com
Não encontrou diferença na recorrência de TEV (HR 0.63, IC 95% 0.37 a 1.07) ou sangramento importante (HR 0.82, IC 95% 0.40 a 1.69).
Opções primárias
Sem considerações especiais; câncer ativo
apixabana: continue com 5 mg por via oral duas vezes ao dia; diminua a dose para 2.5 mg duas vezes ao dia após completar pelo menos 6 meses de tratamento
ou
Sem considerações especiais; câncer ativo
rivaroxabana: continue 20 mg por via oral uma vez ao dia; diminua a dose para 10 mg uma vez ao dia após completar pelo menos 6 meses de tratamento
ou
Câncer ativo
edoxabana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; peso corporal ≤60 kg: 30 mg por via oral uma vez ao dia; peso corporal >60 kg: 60 mg por via oral uma vez ao dia
ou
Câncer ativo
dabigatrana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; 18-74 anos de idade: 150 mg por via oral duas vezes ao dia; 75-79 anos de idade: 110-150 mg por via oral duas vezes ao dia; ≥80 anos de idade: 110 mg por via oral duas vezes ao dia
ou
Gestantes
enoxaparina: peso corporal <50 kg: 40 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 50-69 kg: 60 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 70-89 kg: 80 mg por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal ≥90 kg: 100 mg por via subcutânea duas vezes ao dia
Mais enoxaparinaDose baseada no peso corporal no início da gestação.
ou
Gestantes
dalteparina: peso corporal <50 kg: 5000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 50-69 kg: 6000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal 70-89 kg: 8000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia; peso corporal ≥90 kg: 10.000 unidades por via subcutânea duas vezes ao dia
Mais dalteparinaDose baseada no peso corporal no início da gestação.
Opções secundárias
Sem considerações especiais
edoxabana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; peso corporal ≤60 kg: 30 mg por via oral uma vez ao dia; peso corporal >60 kg: 60 mg por via oral uma vez ao dia
ou
Sem considerações especiais
dabigatrana: começar após o uso inicial de um anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias; 18-74 anos de idade: 150 mg por via oral duas vezes ao dia; 75-79 anos de idade: 110-150 mg por via oral duas vezes ao dia; ≥80 anos de idade: 110 mg por via oral duas vezes ao dia
ou
Sem considerações especiais
varfarina: 5-10 mg por via oral uma vez ao dia inicialmente, ajuste a dose de acordo com o INR-alvo
Mais varfarinaA dose inicial pode ser calculada usando-se uma ferramenta online que leva em conta as características dos pacientes e/ou informações de genótipo CYP2C9/VKORC1 (se disponível). Warfarin dosing Opens in new window
ou
Câncer ativo
enoxaparina: 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas
ou
Câncer ativo
dalteparina: 200 unidades/kg por via subcutânea uma vez ao dia durante os primeiros 30 dias, seguidas de 150 unidades/kg uma vez ao dia por 5 meses, máximo de 18.000 unidades/dose
Mais dalteparinaConsulte o formulário de medicamentos local para obter uma tabela de doses recomendadas com base no peso. Use seringas de dose fixa para esta indicação.
EP recorrente apesar de uma terapia anticoagulante adequada
1ª linha – aumentar a dose do anticoagulante OU mudar para um anticoagulante alternativo
aumentar a dose do anticoagulante OU mudar para um anticoagulante alternativo
Busque aconselhamento de um hematologista para qualquer paciente que tenha EP recorrente apesar de um tratamento anticoagulante adequado. As opções incluem:[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Aumentar a dose de anticoagulante
Mude para um anticoagulante diferente com um modo de ação diferente.
A EP recorrente é incomum em pacientes que recebem anticoagulação em dose terapêutica.[166]Stevens SM, Woller SC, Kreuziger LB, et al. Antithrombotic therapy for VTE disease: second update of the CHEST Guideline and Expert Panel Report. Chest. 2021 Dec;160(6):e545-608. https://journal.chestnet.org/article/S0012-3692(21)01506-3/fulltext http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34352278?tool=bestpractice.com
Verifique a adesão ao tratamento anticoagulante.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Aborde outras fontes de hipercoagulabilidade (por exemplo, malignidade subjacente).[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Evidência: Risco de recorrência
O risco de tromboembolismo venoso (TEV) recorrente após a descontinuação da anticoagulação depende de se a EP foi provocada ou não provocada.
O risco de TEV recorrente após a descontinuação da anticoagulação está relacionado às características do primeiro evento de TEV.
Um estudo que acompanhou pacientes com um primeiro episódio de EP aguda descobriu que a taxa de recorrência após a descontinuação do tratamento foi de aproximadamente 2.5% ao ano após a EP associada a fatores de risco reversíveis, em comparação com 4.5% ao ano após a EP não provocada.[192]Agnelli G, Prandoni P, Becattini C, et al. Extended oral anticoagulant therapy after a first episode of pulmonary embolism. Ann Intern Med. 2003 Jul 1;139(1):19-25. https://www.doi.org/10.7326/0003-4819-139-1-200307010-00008 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12834314?tool=bestpractice.com
Observações semelhantes foram feitas em outros estudos prospectivos em pacientes com trombose venosa profunda.[193]Schulman S, Granqvist S, Holmström M, et al. The duration of oral anticoagulant therapy after a second episode of venous thromboembolism. The Duration of Anticoagulation Trial Study Group. N Engl J Med. 1997 Feb 6;336(6):393-8. https://www.doi.org/10.1056/NEJM199702063360601 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9010144?tool=bestpractice.com
As taxas de recorrência podem ser de até 10% no primeiro ano após a suspensão do tratamento anticoagulante.
Para pacientes com EP provocada, a anticoagulação por 3 meses é preferível a um período mais curto. O tratamento por mais de 3 meses geralmente não é recomendado, desde que o fator de risco transitório não exista mais.[67]Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism developed in collaboration with the European Respiratory Society (ERS). Eur Heart J. 2020 Jan 21;41(4):543-603. https://academic.oup.com/eurheartj/article/41/4/543/5556136 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31504429?tool=bestpractice.com [192]Agnelli G, Prandoni P, Becattini C, et al. Extended oral anticoagulant therapy after a first episode of pulmonary embolism. Ann Intern Med. 2003 Jul 1;139(1):19-25. https://www.doi.org/10.7326/0003-4819-139-1-200307010-00008 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12834314?tool=bestpractice.com
filtros venosos
Tratamento adicional recomendado para ALGUNS pacientes no grupo de pacientes selecionado
Pacientes com EP recorrente, apesar do tratamento com anticoagulação adequada, podem ser considerados para um filtro venoso.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158 Na prática, os filtros venosos raramente são usados fora dos EUA e seu uso permanece controverso.[76]National Institute for Health and Care Excellence. Venous thromboembolic diseases: diagnosis, management and thrombophilia testing. Aug 2023 [internet publication]. https://www.nice.org.uk/guidance/ng158
Evidência: filtros venosos
As evidências mostram resultados variados do uso de filtros venosos na EP.
O uso de filtros venosos é controverso e há evidências limitadas para apoiar as recomendações sobre seu uso na prática clínica. Para uso na EP aguda, as evidências mostram resultados variados.
Foram realizados apenas dois ensaios clínicos randomizados e controlados na Europa.
O primeiro, PREPIC (Prévention du Risque d'Embolie Pulmonaire par Interruption Cave Study Group), randomizou 400 pacientes que sofreram TEV agudo com anticoagulação isolada ou anticoagulação e um filtro de veia cava inferior (VCI) permanente. O acompanhamento a 8 anos mostrou que, embora os filtros de VCI tenham reduzido o risco de EP recorrente, eles não evitaram a morte, e mais tromboses venosas profundas (TVP) ocorreram nos pacientes que receberam esses dispositivos.
O segundo estudo, PREPIC 2, randomizou 399 pacientes com EP associada a TVP para anticoagulação isolada ou anticoagulação associada a um filtro de VCI recuperável. Todos os pacientes tinham pelo menos uma característica de “alto risco” (idade >75 anos, câncer ativo, insuficiência cardíaca ou respiratória crônica, AVC isquêmico com paralisia da perna a 6 meses, TVP iliocaval ou bilateral, ou um sinal de disfunção ventricular direita ou lesão miocárdica). Novamente, o uso de filtros venosos não mostrou nenhum benefício de mortalidade nem resultou em menos EPs sintomáticas durante os 3 primeiros meses de acompanhamento.
Por outro lado, estudos observacionais dos EUA, analisando quase 298.000 implantações de filtro, sugerem que a inserção de um filtro venoso pode reduzir as taxas de mortalidade relacionadas à EP na fase aguda, com o benefício possivelmente vindo ao custo de um risco aumentado de recorrência de TEV.[215]Muriel A, Jiménez D, Aujesky D, et al. Survival effects of inferior vena cava filter in patients with acute symptomatic venous thromboembolism and a significant bleeding risk. J Am Coll Cardiol. 2014 Apr 29;63(16):1675-83. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24576432?tool=bestpractice.com
Escolha um grupo de pacientes para ver nossas recomendações
Observe que as formulações/vias e doses podem diferir entre nomes e marcas de medicamentos, formulários de medicamentos ou localidades. As recomendações de tratamento são específicas para os grupos de pacientes. Ver aviso legal
O uso deste conteúdo está sujeito ao nosso aviso legal