Prognóstico

A taxa de sobrevida relativa em cinco anos é de 78.6% nos EUA (dados de 2015 a 2021).[20] Sobrevida relativa em cinco anos por estádio ao diagnóstico (câncer renal e pélvico renal, dados de 2015-2021):[20]

  • Localizado 93.3%

  • Regional 76.4%

  • Distante 19.1%

Os pacientes que têm sintomas à apresentação têm um prognóstico mais desfavorável.[16] O prognóstico é particularmente desfavorável naqueles que desenvolvem síndromes paraneoplásicas.[19]

Os subtipos histológicos do tumor podem indicar prognósticos variáveis, mas quando ajustados ao estádio e ao grau do tumor, eles se tornam menos relevantes. No geral, a histologia de células claras pode ser associada a um prognóstico mais desfavorável; além disso, a diferenciação sarcomatoide em qualquer histologia tende a sugerir um tumor mais agressivo.[34] O estadiamento patológico e clínico, bem como determinadas características do paciente, são incluídos em modelos prognósticos.

Modelos prognósticos

O CCR é diagnosticado por uma combinação de exames patológicos e de imagem para confirmar a malignidade e fazer o estadiamento de pacientes de forma clínica e patológica.[7][8] Modelos de prognósticos foram desenvolvidos para integrar esses achados diagnósticos em um esquema que inclua outros fatores do paciente e que possa predizer a sobrevida ou o prognóstico de uma forma melhor que o estadiamento clássico.[75][76][78] Os esforços para integrar a perfilação molecular e os biomarcadores em modelos de prognóstico continuam.

Os algoritmos UCLA Integrated Staging System e SSIGN (Mayo) podem ser aplicados a pacientes com doença localizada precocemente, pós-nefrectomia.[75][76]

Os critérios do Memorial Sloan Kettering Cancer Center (MSKCC) são um dos modelos de prognóstico mais amplamente usados na doença metastática e foram bem validados.[62] Outros critérios prognósticos para pacientes com CCR metastático tratados com sunitinibe, sorafenibe e bevacizumabe foram elucidados, além da validação de alguns dos critérios do MSKCC.[77] Este estudo descobriu que hemoglobina abaixo do limite inferior do normal, cálcio corrigido superior ao limite superior do normal (LSN), capacidade funcional de Karnofsky inferior a 80%, tempo do diagnóstico original ao tratamento inferior a 1 ano, 2 ou mais locais de órgãos de doença metastática, neutrófilos superiores ao LSN e plaquetas superiores ao LSN foram fatores de prognóstico adversos independentes.[77] Os pacientes foram divididos em três categorias de risco: grupo de risco favorável (sem fatores de prognóstico), no qual a sobrevida global mediana (mOS) não foi atingida e a sobrevida global de 2 anos (2y OS) foi de 75%; grupo de risco intermediário (1 ou 2 fatores de prognóstico), no qual a mOS foi de 27 meses e a 2y OS foi de 53%; e o grupo de alto risco (3 a 6 fatores de prognóstico), no qual a mOS foi de 8.8 meses e a 2y OS foi de 7%.[77]

Os critérios do International Metastatic Renal Cell Carcinoma Database Consortium (IMDC), que incluem neutrofilia e trombocitose, são os mais comumente usados na prática atual. Os critérios do IMDC foram utilizados em ensaios clínicos de terapias combinadas com inibidores de checkpoint imunológico. Os preditores de sobrevida desfavorável são:[78]

  • Capacidade funcional de Karnofsky abaixo de 80%

  • Menos de 1 ano do diagnóstico ao tratamento

  • Anemia (concentração de hemoglobina abaixo do limite inferior do normal)

  • Hipercalcemia (concentração de cálcio corrigida maior que o LSN)

  • Neutrofilia (contagem de neutrófilos maior que o LSN)

  • Trombocitose (contagem plaquetária maior que o LSN).

Prognóstico do CCR em estádio inicial

A doença em estádio inicial geralmente tem excelente prognóstico, com sobrevida específica ao câncer de mais de 95% em todas as estratégias de tratamento (acompanhamento mediano de 22 a 120 meses).[4] O avanço da idade, tamanho maior do tumor e grau mais elevado do tumor foram os preditores mais comuns de pior sobrevida específica do câncer.[90]

O risco de recidiva local após uma cirurgia curativa adequada para pequenos tumores renais é raro (cerca de 2%), sendo improvável após 5 anos. No entanto, entre 20% e 30% dos pacientes com doença localizada que são submetidos à cirurgia curativa desenvolverão uma doença metastática ou recorrente nos próximos 5 anos.[176]

Prognóstico do CCR em estádio avançado/metastático

Em um estudo realizado com pacientes diagnosticados com doença localmente avançada, a sobrevida livre de progressão em 10 anos para os pacientes com tumores de células claras T3 foi de 72%.[177]

A sobrevida global média de doença metastática não tratada é de 5 meses; isso aumentou para 10.2 meses na era da citocina e para 17.7 meses quando tratada com terapia molecular direcionada.[178] Observou-se um aumento de quase o dobro na sobrevida global com a disponibilidade geral de sunitinibe para o CCR metastático.[179] O surgimento de inibidores de checkpoint imunológico e combinações de terapias levou ao controle prolongado da doença em alguns pacientes.[81][180]​ O estudo CheckMate 214 relatou uma sobrevida global mediana de 52.7 meses com a terapia combinada de nivolumabe associado ao ipilimumabe, com um acompanhamento mediano de 8 anos.[138]

As metástases metacrônicas (doença metastática recorrente diagnosticada posteriormente) apresentam um melhor resultado que as metástases síncronas (metástases diagnosticadas em locais diferentes ao mesmo tempo), e há evidências para dar suporte à repetição da metastasectomia.[181] Os pacientes com os melhores prognósticos são aqueles com um longo intervalo livre da doença desde o diagnóstico original (>12 meses), ressecções R0 (ausência de células tumorais microscópicas residuais no leito do tumor; as margens da ressecção cirúrgica na patologia são completamente negativas [ou seja, livres de tumor]) e não mais de 6 metástases.[181][182] Revelou-se que a sobrevida em 5 anos varia de 30% a 50% em pacientes com ressecção de metástases para lesões pulmonares, e até 33% em 10 anos com ressecções pulmonares.[181][182][183]

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