Investigações

Primeiras investigações a serem solicitadas

Hemograma completo

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No estádio agudo, observa-se anemia normocrômica leve a moderada, junto com contagem leucocitária elevada com desvio à esquerda.

Durante o estágio subagudo, é comum observar trombocitose.

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anemia, leucocitose e trombocitose

velocidade de hemossedimentação (VHS)

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Durante o estágio agudo, vários marcadores de reagentes de fase aguda, como VHS, proteína C-reativa e ferritina sérica, se elevam de forma significativa. A VHS tende a retornar aos níveis normais no final da fase subaguda até à fase de convalescença.[42]

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elevada, mas não deve ser usada para determinar a resposta; ficou demonstrado que a imunoglobulina intravenosa IGIV eleva os níveis da VHS.

proteína C-reativa sérica

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Durante o estágio agudo, vários marcadores de reagentes da fase aguda, como velocidade de hemossedimentação, proteína C-reativa e ferritina sérica, ficam elevados de forma significativa. Os níveis de proteína C-reativa são normalizados mais rapidamente que os de outros biomarcadores. A proteína C-reativa é usada para orientar as decisões relativas ao tratamento.

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elevada

ecocardiograma

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As diretrizes europeias do SHARE e da American Heat Association (AHA) recomendam que uma ecocardiografia deve ser realizada no momento do diagnóstico, mas a obtenção desse exame não deve atrasar o início do tratamento.[1]​​[13][28]​​ O American College of Rheumatology também recomenda enfaticamente a realização imediata de uma ecocardiografia com medição das artérias coronárias em crianças com suspeita de doença de Kawasaki (DK) incompleta e febre.[32]

A ecocardiografia é essencial no tratamento da DK para identificar anormalidades nas artérias coronárias. Durante o estágio agudo, o ecocardiograma basal é importante para descartá-las e procurar evidências de miocardite, valvulite ou derrame pericárdico. Uma dilatação difusa do lúmen coronário pode ser observada em 50% dos pacientes não tratados até ao décimo dia da doença.

Não se esqueça de que, na primeira semana da doença, a ecocardiografia costuma ser normal e não descarta o diagnóstico.[1][28]​ Se os achados ecocardiográficos forem anormais em qualquer estágio na evolução da doença, encaminhe o paciente a um cardiologista pediátrico para uma investigação cardíaca completa e cuidados de acompanhamento.

As diretrizes do SHARE e da AHA recomendam a repetição rotineira de ecocardiografia de 1 a 2 semanas após o tratamento, ou antes para pacientes de alto risco.[1]​​[13][28]​​ Para pacientes com características de alto risco (idade <6 meses, Z-score ≥2.5 na ecocardiografia ao diagnóstico), a AHA recomenda a realização de ecocardiografia pelo menos a cada 2-3 dias (ou com a frequência recomendada por um cardiologista) para avaliar o agravamento da dilatação, o que pode levar a uma intensificação adicional da terapia. Mantenha o paciente hospitalizado e continue repetindo a ecocardiografia (e avaliando o tratamento) até que as dimensões luminais parem de aumentar.[28]​ Para pacientes com aneurismas grandes ou gigantes em expansão, realize ecocardiografia pelo menos a cada 2-3 dias enquanto as dimensões estiverem aumentando rapidamente, pelo menos uma vez por semana nos primeiros 45 dias da doença (a menos que o tamanho do aneurisma tenha diminuído para um tamanho moderado ou pequeno) e, em seguida, mensalmente até o terceiro mês após o início da doença.[28]

Para pacientes com ecocardiografia normal ao diagnóstico, as evidências sugerem que o risco de desenvolver alterações nas artérias coronárias é extremamente baixo em pacientes que respondam à terapia e apresentem uma ecocardiografia normal de 1 a 2 semanas após a alta hospitalar.[28]​ No entanto, se a imagem da artéria coronária for inadequada ou se os marcadores laboratoriais de inflamação forem anormais no acompanhamento de 1 a 2 semanas, a diretriz da AHA recomenda considerar um novo acompanhamento em 4 a 6 semanas.[28]​ As diretrizes europeias do SHARE recomendam uma ecocardiografia de 6 a 8 semanas após o início da doença para todos os pacientes, e pelo menos semanalmente em pacientes com inflamação ativa para monitorar possíveis sequelas cardíacas.[13]​ Naqueles com anormalidades coronárias detectadas na ecocardiografia inicial, o SHARE recomenda a repetição do exame pelo menos semanalmente para garantir a estabilização.[13]​ Em longo prazo, o SHARE recomenda o monitoramento por ecocardiografia a cada 3 a 6 meses em crianças com aneurismas de artéria coronária, dependendo da gravidade do caso.[13]​ As diretrizes da AHA incluem um sistema de estratificação para acompanhamento e tratamento em longo prazo, baseado principalmente nas dimensões luminais máximas da artéria coronária, normalizadas como Z-scores; elas levam em consideração o envolvimento coronário passado e atual para categorizar os pacientes de acordo com seu nível de risco de desenvolvimento de isquemia miocárdica.[1][28]

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sinais de anormalidades coronárias durante o estágio agudo: Z-score de ≥2.5 na artéria coronária descendente anterior esquerda ou artéria coronária direita; três ou mais características sugestivas, entre elas diminuição da função do ventrículo esquerdo, regurgitação mitral, derrame pericárdico ou Z-scores de 2.0 a 2.5 na artéria coronariana descendente anterior esquerda ou artéria coronariana direita

testes séricos da função hepática

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Hepatite ictérica e anictérica podem se desenvolver, com elevações leves nos valores de aminotransferase observadas em 40% dos pacientes.

Níveis elevados de alanina aminotransferase podem indicar uma evolução mais grave.

Os níveis de bilirrubina ficam elevados em 10% dos pacientes.

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enzimas hepáticas elevadas; baixo nível de albumina

urinálise

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Mostrará piúria estéril leve a moderada de origem uretral em 50% dos pacientes.

Se a urinálise estiver anormal, deverá ser realizada uma cultura para descartar infecção do trato urinário.

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piúria estéril

eletrocardiograma

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As diretrizes europeias do SHARE e da American Heart Association (AHA) recomendam que um ECG deve ser realizado no momento do diagnóstico, mas a obtenção desse exame não deve atrasar o início do tratamento.[1][13]​​[28]

Deve ser realizado para avaliar diversas anormalidades de condução. As crianças com doença de Kawasaki (DK) podem também ter infarto agudo.

Taquicardia, um intervalo PR prolongado, alterações na onda ST-T e uma diminuição da tensão de ondas R podem indicar miocardite. Alterações na onda Q ou na ST-T podem indicar infarto do miocárdio. Ondas T bífidas foram observadas em 24% e 27% dos pacientes em duas coortes independentes de pacientes com DK aguda.[36]​ As diretrizes do SHARE e da AHA recomendam a repetição rotineira de ECG de 1 a 2 semanas após o tratamento, ou antes, para pacientes de alto risco.[1][13]​​[28]

As diretrizes europeias do SHARE recomendam um ECG pelo menos semanal em pacientes com inflamação ativa para monitorar possíveis sequelas cardíacas.[13]

Em longo prazo, o SHARE recomenda repetir o ECG a cada 3 a 6 meses em crianças com aneurismas de artéria coronária, dependendo da gravidade do caso.[13]​ As diretrizes da AHA incluem um sistema de estratificação para acompanhamento e tratamento em longo prazo, baseado principalmente nas dimensões luminais máximas da artéria coronária, normalizadas como Z-scores; elas levam em consideração o envolvimento coronário passado e atual para categorizar os pacientes de acordo com seu nível de risco de desenvolvimento de isquemia miocárdica.[1][28]

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anormalidades de condução e/ou infarto do miocárdio

Investigações a serem consideradas

radiografia torácica

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Procura por cardiomegalia no caso de pericardite, miocardite ou pneumonite subclínica.

Deve ser realizada para avaliar os achados da linha basal e confirmar qualquer suspeita clínica de insuficiência cardíaca congestiva.

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cardiomegalia ou, mais raramente, pneumonite

ultrassonografia da vesícula biliar

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Pode ser necessária se houver suspeita de disfunção da vesícula biliar ou do fígado.

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hidropisia da vesícula biliar em alguns pacientes

ultrassonografia dos testículos

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No caso de envolvimento testicular, deve ser realizada uma ultrassonografia escrotal para avaliação de epididimite. A epididimite é um processo inflamatório que pode ocorrer em diversas vasculites e afeta meninos de 9 a 14 anos. Pode ser observada em meninos mais jovens com vasculite por IgA e doença de Kawasaki.

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epididimite nos homens com envolvimento testicular

punção lombar

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Pode ser necessária em pacientes que apresentem febre alta e rigidez da nuca.

Alguns pacientes com doença de Kawasaki podem apresentar meningite asséptica.

A meningite asséptica pode ser um dos efeitos adversos do tratamento com imunoglobulina intravenosa (IGIV).

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meningite asséptica em alguns pacientes

angiografia por tomografia computadorizada

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Pode ser recomendada pela cardiologia para melhor avaliação de aneurismas coronários, especialmente em casos de achados inconclusivos na ecocardiografia ou na presença de aneurismas gigantes.[28]

A angiotomografia (ATG) é geralmente a modalidade preferencial para a detecção e o acompanhamento em longo prazo de aneurismas de artéria coronária, mas a escolha do método de imagem depende do contexto clínico e da disponibilidade local.[28][37]​​ Para pacientes com aneurismas gigantes de artérias coronárias em rápida expansão durante a hospitalização, a realização de uma ATG imediatamente antes da alta pode ajudar a mapear a extensão dos aneurismas em curto prazo.[28]​ A ATG pode ser realizada em crianças com exposição à radiação relativamente baixa, desde que seja feita em uma instituição com a devida experiência.

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dilatações ou aneurismas da artéria coronária

angiografia por ressonância magnética (ARM)

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Pode ser recomendada pela cardiologia para melhor avaliação de aneurismas coronários, especialmente em casos de achados inconclusivos na ecocardiografia ou na presença de aneurismas gigantes.[28]

A ARM tridimensional livre de respiração pode definir com precisão aneurismas de artéria coronária em pacientes com doença de Kawasaki. A ressonância magnética cardiovascular é útil para demonstrar aneurismas de artéria coronária e outras patologias coronarianas.[43]

A ARM não envolve exposição à radiação, mas os tempos de escaneamento são normalmente mais longos e ela é menos sensível do que a angiotomografia para a identificação de estenoses, calcificações, ectasias e doença arterial coronariana distal.[28][37][38]​ A realização de uma ARM pode ser difícil em crianças pequenas com <15 kg de peso.

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dilatações ou aneurismas da artéria coronária

cateterismo cardíaco e angiografia

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Pode ser recomendada pela cardiologia para melhor avaliação de aneurismas coronários, especialmente em casos de achados inconclusivos na ecocardiografia ou na presença de aneurismas gigantes.[28]​ A angiografia invasiva raramente é necessária devido à ampla disponibilidade da angiotomografia, mas pode ser utilizada em certos cenários (por exemplo, quando os resultados de exames de imagem não invasivos são inconclusivos ou quando a revascularização percutânea está sendo considerada em casos de infarto agudo do miocárdio, angina ou teste ergométrico com isquemia induzível).[28][39]

Deve-se ter cautela ao considerar a angiografia invasiva na presença de inflamação sistêmica ativa, uma vez que as taxas de complicações (como infarto do miocárdio relacionado ao cateter) podem ser maiores.

O cateterismo cardíaco com angiografia pode ser difícil de realizar em crianças pequenas <15 kg de peso.

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aneurismas da artéria coronária

Novos exames

testes de peptídeos natriuréticos

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O fragmento N-terminal do peptídeo natriurético tipo B (NT-proPNB) elevado pode estar presente na doença de Kawasaki.[40] No entanto, isso não confirma automaticamente o diagnóstico, pois pode estar associado com a grande variedade de causas cardíacas e não cardíacas.

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níveis elevados de peptídeos natriuréticos

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