História e exame físico
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Alcoholmisbruik bij jongerenPublicada por: Federaal Wetenschapsbeleid (Belspo)Última publicação: 2015Alcoholmisbruik bij jongerenPublicada por: Federaal Wetenschapsbeleid (Belspo)Última publicação: 2015Principais fatores diagnósticos
comuns
presença de fatores de risco
Os fatores de risco para o desenvolvimento de dependência alcoólica incluem uma história familiar de alcoolismo, depressão, ansiedade e outros transtornos de saúde mental, privação socioeconômica, ausência de rubor facial na exposição ao álcool e baixa responsividade aos efeitos do álcool.[23][25][26][55][56][57][58]
abstinência
A hiperexcitabilidade do sistema nervoso central se desenvolve quando o uso do álcool é muito reduzido ou subitamente interrompido. Aumento da atividade autonômica, agitação e nervosismo são sintomas comuns. Convulsões generalizadas e um estado de confusão (delirium) são observados nos casos mais graves de abstinência alcoólica. A abstinência alcoólica pode ocorrer em um paciente com álcool ainda presente no sangue, inclusive com níveis relativamente altos, se estes representarem uma redução dos níveis sanguíneos habituais daquele indivíduo.
tolerância
Esta é uma adaptação em que o sistema nervoso central se torna menos responsivo à presença crônica de álcool. Tanto os efeitos agradáveis quanto os prejudiciais (por exemplo, baixa coordenação e sedação) do álcool são atenuados em resposta ao consumo crônico de bebidas alcoólicas, que pode levar ao aumento do consumo de álcool por uma pessoa que esteja procurando replicar os efeitos agradáveis iniciais experimentados com o uso de álcool.
aumento/diminuição do tamanho do fígado, icterícia, ascite
Esses sinais são indicadores de doença hepática relacionada a bebidas alcoólicas significativa. O dano hepático é muito comum nas pessoas com transtorno decorrente do uso de bebidas alcoólicas; ele pode se apresentar de várias formas (por exemplo, esteatose, hepatite, cirrose hepática).[59]
Outros fatores diagnósticos
comuns
insônia
Embora o álcool possa promover o início do sono com um uso pouco frequente, o uso crônico perturba a qualidade do sono, incluindo o sono REM, a continuidade do sono e o tempo total de sono.[60]
disfunção erétil
A maioria dos homens com transtorno decorrente do uso de bebidas alcoólicas apresenta alguma disfunção sexual, incluindo disfunção erétil ou baixo desejo sexual.[61]
transtorno decorrente do uso de nicotina
Aproximadamente 70% dos pacientes com transtorno decorrente do uso de bebidas alcoólicas têm um transtorno decorrente do uso de nicotina concomitante, em comparação com 25% da população adulta em geral.[62] Os pacientes com transtorno decorrente do uso de bebidas alcoólicas devem ser examinados e receber uma oferta de tratamento para transtorno decorrente do uso da nicotina.[63]
distúrbios gastrointestinais
A síndrome do intestino irritável pode ser agravada por padrões de consumo esporádico intenso de álcool (binge drinking), especialmente nas mulheres.[64] O álcool também é uma causa comum de gastrite e pancreatite aguda.[65] As queixas de sofrimento gastrointestinal crônico, portanto, devem levar a uma análise da ingestão de bebidas alcoólicas.
cãibras musculares, dor, sensibilidade, percepção sensorial alterada
A neuropatia periférica é um achado comum nos pacientes com transtornos decorrentes do uso de bebidas alcoólicas. Ela geralmente está relacionada a um estado de desnutrição (deficiência de tiamina) desses pacientes, e costuma ser mais proeminente nos membros inferiores.
hipertensão e taquicardia
Sequelas comuns do transtorno, da intoxicação e da abstinência decorrentes do uso de bebidas alcoólicas. Uma elevação de 20-30 mmHg acima do basal na pressão arterial sistólica e de 10-20 mmHg acima do basal na pressão arterial diastólica é comum nos transtornos decorrentes do uso de bebidas alcoólicas. Elevações ainda maiores são observadas na abstinência alcoólica.
A pressão arterial geralmente volta ao normal sem anti-hipertensivos após várias semanas de abstinência.[66]
estado nutricional comprometido
Tanto o sobrepeso quanto o baixo peso podem ser um sinal de transtorno decorrente do uso de bebidas alcoólicas. A redução da massa adiposa está relacionada às alterações metabólicas induzidas pelo álcool (aumento de peroxidação lipídica); o retorno a um estado metabólico normal parece requerer pelo menos 3 meses de abstinência total.[67][68] Também foi sugerido que diferentes tipos de bebidas alcoólicas e alguns hormônios podem desempenhar um papel nessas mudanças.[69][70][71]
Incomuns
marcha de base ampla
Pode ocorrer degeneração cerebelar nas pessoas com transtornos decorrentes do uso de bebidas alcoólicas. Ela pode ocorrer como resultado do efeito tóxico direto do álcool e/ou de deficiência nutricional (tiamina).
Fatores de risco
Fortes
história familiar de transtornos decorrentes do uso de bebidas alcoólicas
Está bem estabelecido que o transtorno decorrente do uso de bebidas alcoólicas ocorre com mais frequência nas pessoas com uma história familiar de transtorno decorrente do uso de bebidas alcoólicas.[23] A herdabilidade do transtorno decorrente do uso de bebidas alcoólicas foi estimada entre 40% e 70%, mas a concordância entre gêmeos é inferior a 50%.[18] Assim, embora a genética desempenhe um papel importante, outros fatores ambientais são importantes e nenhum gene individual é necessário ou suficiente para o desenvolvimento de um transtorno decorrente do uso de bebidas alcoólicas.
depressão, ansiedade e outros transtornos de saúde mental
Os transtornos decorrentes do uso de substâncias e os problemas de saúde mental frequentemente coexistem em uma relação bidirecional. Os problemas de saúde mental podem aumentar o consumo de bebidas alcoólicas, e o consumo de bebidas alcoólicas pode aumentar o risco de problemas de saúde mental e agravar os desfechos. Há evidências crescentes de uma associação com depressão e ansiedade, em particular.[7] Estima-se que 18% de todos os incidentes de autoagressão no mundo podem ser atribuídos ao uso de bebidas alcoólicas.[7]
Na Inglaterra, mais de 70% das pessoas que acessam tratamento para transtornos decorrentes do uso de bebidas alcoólicas relatam uma necessidade de saúde mental, com um quinto delas não recebendo nenhum tratamento para essa necessidade.[15]
privação socioeconômica
A mortalidade atribuível às bebidas alcoólicas aumenta com o nível de privação socioeconômica (em relação a renda, escolaridade e situação ocupacional).[7][10][12] Problemas com moradia e situação de rua também são comumente relatados. Na Inglaterra, cerca de 1 em cada 6 pessoas que iniciaram tratamento para transtorno decorrente do uso de substâncias em 2021-2022 relataram um problema de moradia.[15] Uma revisão sistemática e metanálise descobriu que 26% das pessoas em situação de rua apresentavam um transtorno decorrente do uso de bebidas alcoólicas vigente, enquanto 46% tinham uma história de uso ao longo da vida.[24]
Fracos
ausência de rubor facial mediante exposição a bebidas alcoólicas
O risco de transtorno decorrente do uso de bebidas alcoólicas é reduzido nos indivíduos que demonstram rubor facial induzido por bebidas alcoólicas. O rubor se deve a um acúmulo de acetaldeído, um metabólito tóxico do álcool, nas pessoas portadoras de um gene de uma versão da enzima aldeído desidrogenase que metaboliza o acetaldeído mais lentamente. O gene é comum em algumas populações da Ásia Oriental. Uma variante menos potente (em termos de capacidade de menor metabolização do acetaldeído) foi encontrada em algumas populações de raça branca.[25]
baixa responsividade aos efeitos das bebidas alcoólicas
Descobriu-se que a baixa responsividade ao álcool (ou seja, alta tolerância) prediz a incidência de transtorno decorrente do uso de bebidas alcoólicas em um estudo de acompanhamento.[26] Foi formulada a hipótese de que os indivíduos com uma baixa resposta às bebidas alcoólicas sentem necessidade de consumir mais para sentir seus efeitos e, logo, têm maior probabilidade de desenvolver transtornos decorrentes do uso de bebidas alcoólicas.
história de bypass gástrico
O risco de transtorno decorrente do uso de bebidas alcoólicas é maior nos indivíduos após uma cirurgia bariátrica para corrigir obesidade.[27] O álcool é metabolizado mais rapidamente nos pacientes com bypass gástrico, devido à alteração no metabolismo gástrico levar a uma maior sensibilidade aos efeitos do álcool. Os pacientes submetidos a um bypass gástrico devem ser aconselhados sobre a sensibilização ao álcool que irão experimentar e o aumento do risco de transtorno decorrente do uso de bebidas alcoólicas, o qual permanece elevado vários anos após a operação.
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