Prognóstico

Morbidade e mortalidade

Lesões da parede torácica em idosos não devem ser ignoradas.

A taxa de mortalidade estimada entre pacientes com fraturas traumáticas de costela varia na literatura atual, oscilando entre 10% e 25%.[26]​ As taxas de mortalidade mais baixas, em torno de 5%, observadas em estudos recentes, podem ser atribuídas à otimização do tratamento do trauma agudo e da terapia intensiva, incluindo a ressuscitação precoce e a otimização do controle da dor.[26][101][102]

Um estudo de coorte retrospectivo realizado nos EUA, que examinou pacientes internados entre janeiro de 2010 e dezembro de 2016, relatou que metade de todos os pacientes foram internados em uma unidade de terapia intensiva, sendo que um quarto deles necessitou de suporte ventilatório mecânico invasivo.[26]​ As maiores taxas de mortalidade foram observadas entre pacientes com tórax instável (13.0%), seguidos por pacientes com politraumatismo (10.6%) e idosos (7.6%).[26]

Os pacientes com ≥65 anos de idade apresentam o dobro da morbidade e da mortalidade em comparação com pacientes mais jovens; para cada número adicional de costelas fraturadas, há um aumento de 19% na mortalidade, enquanto o risco de pneumonia aumenta em 27%.[103]

A morbidade e a mortalidade aumentam com o aumento do número de costelas fraturadas, em todas as faixas etárias.[104]​ Há um aumento significativo na mortalidade e na incidência de pneumotórax, pneumonia e síndrome do desconforto respiratório agudo com o aumento do número de costelas fraturadas. Pacientes idosos e pacientes com >2 fraturas de costela estão sujeitos a um risco mais elevado de complicações pulmonares, como atelectasia, oxigenação insuficiente e comprometimento respiratório.[46][105]​ A pneumonia nesse cenário apresenta alta mortalidade.[106] É importante lembrar que até mesmo fraturas de costela únicas podem estar associadas com morbidade e mortalidade significativas, particularmente em pacientes frágeis e com idade avançada.[26][66]​​

Dor e incapacidade

Em pacientes com fraturas isoladas de costela, a dor está presente, mas diminui gradualmente ao longo de 4 meses. O tempo médio de afastamento do trabalho é de cerca de 70 dias depois do trauma torácico com ou sem lesões concomitantes.[107]

Dados retrospectivos sugerem que aproximadamente 30% dos pacientes que trabalhavam antes do trauma maior com fraturas nas costela só regressarão ao trabalho depois de 24 meses após a lesão.[108]​ Um estudo prospectivo com 139 pacientes com fraturas de costela (3% apresentavam tórax instável) constatou que, três meses após a lesão, 33% dos pacientes não estavam trabalhando com a mesma capacidade que tinham antes da lesão.[109]​ Um ano após a lesão, os pacientes apresentavam excelente bem-estar emocional e participação funcional, mas baixo bem-estar físico e recuperação precária (por exemplo, capacidade de praticar exercícios ou realizar atividades de lazer nos níveis pré-lesão). Quase 40% dos pacientes relataram algum grau de dor nas costelas e 29% não haviam retornado à capacidade de trabalho anterior à lesão.[110]

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