Novos tratamentos

Angiotensina II para tratamento de choque vasodilatador

Um ensaio clínico randomizado e controlado (ECRC) envolvendo 321 pacientes mostrou que a angiotensina II aumentou a pressão arterial em pacientes com choque vasodilatador quando estes não responderam a altas doses de vasopressores convencionais. O ensaio não foi suficientemente capacitado para determinar uma melhora na sobrevida com desfecho neurológico funcional.[179] A European Medicines Agency aprovou a angiotensina II para o tratamento da hipotensão refratária em adultos com choque séptico ou outro choque distributivo que permanecem hipotensos apesar da ressuscitação fluídica e da aplicação de catecolaminas e outros vasopressores.

ECMO

A ECMO é relevante no tratamento de choque cardiogênico, fornecendo suporte mecânico pulmonar e circulatório quando o estado de choque é refratário a terapia clínica e cirúrgica.[180][181][182]

Vasopressina associada a vasopressor catecolamínico para choque vasogênico

Em uma revisão sistemática e metanálise de ECRCs, a adição de vasopressina a um vasopressor catecolamínico reduziu significativamente o risco de fibrilação atrial em pacientes com choque vasogênico comparado com a catecolamina isolada (evidência de alta qualidade).[183] Os estudos incluídos na revisão raramente forneceram uma descrição detalhada do método com o qual os vasopressores foram iniciados, ajustados e desmamados.

Levosimendana

A levosimendana, um inotrópico, aumenta a contratilidade cardíaca ao aumentar a sensibilidade do miocárdio ao cálcio e inibir seletivamente a fosfodiesterase 3.[14] Evidências de baixa qualidade sugerem que a levosimendana pode reduzir a mortalidade em curto prazo em pacientes com choque cardiogênico ou síndrome de baixo débito cardíaco em comparação com a dobutamina.[184] Durante o acompanhamento de longo prazo, a levosimendana não reduziu a mortalidade em comparação com a dobutamina.[184] Em pacientes com choque séptico, a levosimendana pode aumentar o índice cardíaco e a fração de ejeção do ventrículo esquerdo, mas, comparada com a dobutamina, não reduz a mortalidade.[185][186]

Hemoperfusão com polimixina B

Uma metanálise sugere que a hemoperfusão com polimixina B, uma técnica que remove endotoxinas circulantes de forma extracorpórea usando um cartucho de adsorção de polimixina B, pode reduzir a mortalidade em pacientes com sepse grave e choque séptico em subgrupos específicos de gravidade da doença.[187] No entanto, em um ECRC posterior, a hemoperfusão com polimixina B direcionada não reduziu a mortalidade de 28 dias em pacientes com choque séptico (alta severidade e em maior risco de morte do que os pacientes incluídos em estudos anteriores) e nível de endotoxina elevado.[188]

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