Investigações
Primeiras investigações a serem solicitadas
gonioscopia, exame do ângulo da câmara anterior
Exame
Exame definitivo para diagnóstico de fechamento angular.
Geralmente realizado com o auxílio da lâmpada de fenda. Ambos os olhos devem ser examinados; cada olho deve ser anestesiado antes da avaliação.
A gonioscopia permite visualizar o ângulo da câmara anterior do olho para avaliar as estruturas angulares. Lentes de contato especiais (lentes de gonioscopia) permitem a visualização do ângulo através de espelhos inclinados obliquamente.
A gonioscopia deve ser realizada em um ambiente relativamente escuro e antes da instilação de medicamentos para dilatar a pupila, a fim de descartar olhos suscetíveis ao fechamento angular.
Se houver fechamento angular, a gonioscopia por compressão (recuo) com lente de quatro espelhos, ou semelhante, é particularmente útil para diferenciar o ângulo fechado com fechamento aposicional (reversível) ou sinequial (irreversível), bem como para permitir a avaliação da extensão das sinéquias anteriores periféricas.
A gonioscopia também detecta íris em platô e outras configurações anatômicas específicas.
O glaucoma de ângulo fechado crônico é diagnosticado pela observação de sinéquias anteriores periféricas na gonioscopia, danos progressivos ao nervo óptico e perda do campo visual.
A gonioscopia pode ser terapêutica (para interromper a crise de fechamento angular agudo).
Resultado
a rede trabecular não é visível no ângulo fechado, pois a íris está em contato com ela
exame com lâmpada de fenda
Exame
Recomenda-se o uso da lâmpada de fenda, combinada com uma lente de aumento para o polo posterior, para examinar o disco óptico.
O exame do disco óptico, utilizando lâmpada de fenda ou fundoscopia, pode mostrar alterações típicas do glaucoma, como uma grande escavação óptica e perda de fibras nervosas.
Devem ser observados a profundidade da câmara anterior e o tamanho da lente fácica (polo posterior).[1]
Inflamação da câmara anterior e anormalidades na íris sugerem um ataque recente ou recorrente.
Resultado
câmara anterior central e periférica rasa, edema corneano, alterações na lente e perda do endotélio corneano; podem ser observadas grande escavação óptica e perda de fibras nervosas
perimetria estática automática
Exame
Identifica a presença e o grau de perda do campo visual glaucomatoso durante o diagnóstico inicial e, posteriormente, durante o acompanhamento.[1]
Resultado
defeitos de campo visual
Investigações a serem consideradas
biomicroscopia ultrassônica
Exame
Pode fornecer documentação objetiva do fechamento angular quando os achados gonioscópicos não são claros (por exemplo, preclusão por doença da córnea ou pouca cooperação do paciente).
Útil para demonstrar etiologias específicas de ângulo fechado, como íris em platô ou fluido no corpo supraciliar, e para demonstrar alterações dinâmicas no ângulo durante a presença e ausência de luz, após outros testes provocativos que desencadeiam o fechamento e após o tratamento.
A biomicroscopia ultrassônica pode fornecer uma melhor caracterização da íris posterior e do corpo ciliar do que a tomografia de coerência óptica do segmento anterior, mas depende do operador e consome mais tempo.[1]
Resultado
ângulo fechado; capacidade de oclusão do ângulo no escuro versus na luz; íris em platô ou fluido corporal supraciliar
tomografia de coerência óptica do segmento anterior (TCO-SA) (do ângulo)
Exame
Pode fornecer documentação objetiva do fechamento angular quando os achados gonioscópicos não são claros (por exemplo, preclusão por doença da córnea ou pouca cooperação do paciente).
A TCO-SA é útil para demonstrar mudanças dinâmicas no ângulo durante a presença e ausência de luz.
As características quantitativas incluem a profundidade de abertura do ângulo, a área do espaço trabecular-iridiano, a área do recesso angular, o índice de contato iridotrabecular, a curvatura da lente e o volume da íris.
A TCO-SA é menos eficaz na definição de etiologias específicas para o fechamento angular, pois não consegue gerar imagens de estruturas atrás da íris (por exemplo, o corpo ciliar).[1]
Resultado
ângulo fechado; capacidade de oclusão do ângulo no escuro versus na luz
avaliação quantitativa objetiva de danos no nervo óptico
Exame
A avaliação quantitativa objetiva dos danos ao nervo óptico pode ser obtida por meio da tomografia retiniana de Heidelberg, da tomografia de coerência óptica da retina e da analisador de fibras nervosas GDx.[1][30]
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Resultado
quantifica o tecido neural dentro e ao redor do nervo óptico
Novos exames
histerese da córnea
Exame
A histerese da córnea refere-se à resposta da córnea à compressão e liberação transitória por um tonômetro de sopro de ar (ou seja, a diferença entre a pressão de aplanação inicial e de rebote). Os valores podem ser mais baixos no glaucoma e valores mais baixos podem estar associados a um aumento do risco de progressão do glaucoma.[28]
A interpretação pode ser afetada por outros fatores do hospedeiro (por exemplo, cirurgia, idade, comprimento axial, pressão intra-ocular). Sempre que a medição for possível, a histerese corneana pode ser utilizada para complementar outras avaliações estruturais e funcionais tanto para o risco de glaucoma como para o risco de progressão (valores mais baixos indicam aumento do risco). Consulte a bula do produto para valores de referência.[28][31]
Resultado
valores mais baixos observados naqueles com risco de diagnóstico ou progressão
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