Variados fatores de pacientes influenciarão o tipo de terapia recomendado, incluindo:
Presença ou ausência de sintomas
Função cardíaca e gravidade da estenose
Presença e gravidade de doença arterial coronariana concomitante e/ou outra valvopatia
Adequação para cirurgia e avaliação de risco cirúrgico.
O tratamento primário de estenose aórtica (EA) sintomática é a substituição cirúrgica da valva aórtica (SCVA). SCVA:
É recomendada em pacientes sintomáticos com EA grave, incluindo indivíduos com EA grave de baixo fluxo/baixo gradiente, seja com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) reduzida e EA grave persistente em estudo de estresse a baixas doses de dobutamina, ou FEVE normal e evidência de que a obstrução valvar é a causa mais provável dos sintomas.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
É recomendada em pacientes assintomáticos com EA grave que apresentam FEVE <50% ou que serão submetidos a outra cirurgia cardíaca.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
Pode ser considerada em pacientes assintomáticos com EA muito grave ou EA grave com evolução rápida, teste ergométrico anormal ou níveis séricos elevados de peptídeo natriurético do tipo B.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
O início dos sintomas é um marco significativo e indica um prognóstico desfavorável, com uma média de sobrevida de somente 2 a 5 anos sem substituição valvar. Avanços no design de valvas protéticas, nas derivações cardiopulmonares, na técnica cirúrgica e na anestesia têm melhorado de forma constante os resultados da substituição cirúrgica da valva aórtica.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
No Reino Unido, o National Institute for Health and Care Excellence (NICE) recomenda o encaminhamento a um especialista para adultos com:[28]National Institute for Health and Care Excellence. Heart valve disease presenting in adults: investigation and management. Nov 2021 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng208
O manejo da EA na gravidez não é abordado neste tópico. A European Society of Cardiology publicou diretrizes para o tratamento de doenças cardiovasculares na gravidez.[46]De Backer J, Haugaa KH, Hasselberg NE, et al. 2025 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease and pregnancy. Eur Heart J. 2025 Nov 14;46(43):4462-568.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/46/43/4462/8234487
Decisões clínicas
Historicamente, a escolha entre a substituição cirúrgica da válvula aórtica (SCVA) e a substituição transcateter da valva aórtica (STVA, também conhecida como implante transcateter da valva aórtica, ou ITVA) baseava-se principalmente no risco cirúrgico (ou seja, pacientes de menor risco tendiam a SCVA e pacientes de maior risco a STVA).
As diretrizes contemporâneas (por exemplo, do American College of Cardiology/American Heart Association [ACC/AHA]) dão suporte ao conceito de combinar a "durabilidade do paciente" com a "durabilidade da valva".[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
Evidências sugerem que a durabilidade da valva transcateter é similar à durabilidade da valva cirúrgica.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
De acordo com as diretrizes do ACC/AHA, essa deve ser uma discussão de tomada de decisão compartilhada entre o médico e o paciente, que devem considerar os riscos e benefícios ao longo da vida associados a cada abordagem.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
A intervenção precoce pode ser considerada nos pacientes com EA de progressão rápida, EA muito grave ou se indicada por resultados de testes ergométricos ou biomarcadores.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
Há também evidências crescentes de que a substituição cirúrgica da valva aórtica pode trazer benefícios mesmo para pacientes com EA grave assintomática, embora as diretrizes atuais ainda não tenham feito uma recomendação a esse respeito.[47]Généreux P, Schwartz A, Oldemeyer JB, et al. Transcatheter aortic-valve replacement for asymptomatic severe aortic stenosis. N Engl J Med. 2025 Jan 16;392(3):217-27.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/39466903?tool=bestpractice.com
[48]Kang DH, Park SJ, Lee SA, et al. Early surgery or conservative care for asymptomatic aortic stenosis. N Engl J Med. 2020 Jan 9;382(2):111-9.
https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa1912846
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31733181?tool=bestpractice.com
[49]Banovic M, Putnik S, Penicka M, et al. Aortic valve replacement versus conservative treatment in asymptomatic severe aortic stenosis: the AVATAR trial. Circulation. 2022 Mar;145(9):648-58.
https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/CIRCULATIONAHA.121.057639
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34779220?tool=bestpractice.com
De acordo com o ACC/AHA, geralmente em pacientes com indicação para substituição cirúrgica da valva aórtica:[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
A SCVA é preferível para os pacientes com idade <65 anos ou com expectativa de vida >20 anos. Isso inclui pacientes com FEVE <50%.
A STVA é preferível para pacientes com idade >80 anos ou com expectativa de vida <10 anos.
Tanto STVA como SCVA podem ser razoáveis para pacientes entre 65-80 anos de idade. Nesses pacientes, a decisão de realizar SCVA ou STVA deve basear-se dos desejos do paciente, nas considerações anatômicas, na existência de doença arterial coronariana concomitante e/ou outra valvopatia cardíaca, comorbidades (por exemplo, fragilidade, demência) e risco cirúrgico.
A European Society of Cardiology e a European Association for Cardio-Thoracic Surgery (ESC/EACS) recomendam enfaticamente a intervenção precoce em casos de EA grave sintomática em todos os pacientes com expectativa de vida estimada >1 ano. A EA grave sintomática tem um prognóstico desfavorável se não for tratada.[50]Praz F, Borger MA, Lanz J, et al. 2025 ESC/EACTS guidelines for the management of valvular heart disease. Eur Heart J. 2025 Nov 21;46(44):4635-736.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/46/44/4635/8234488
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/40878295?tool=bestpractice.com
A ESC/EACS recomenda especificamente:[50]Praz F, Borger MA, Lanz J, et al. 2025 ESC/EACTS guidelines for the management of valvular heart disease. Eur Heart J. 2025 Nov 21;46(44):4635-736.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/46/44/4635/8234488
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/40878295?tool=bestpractice.com
Intervenção para todos os pacientes com EA sintomática com as seguintes características:
Grave, de alto gradiente (definido como gradiente médio ≥40 mmHg, pico de velocidade ≥4.0 m/s e área valvar ≤1.0 cm²)
EA grave de baixo fluxo (SVi ≤35 mL/m²), baixo gradiente (<40 mmHg) e fração de ejeção reduzida (<50%), após confirmação de que a EA é grave.
A intervenção deve ser considerada para pacientes com EA sintomática de baixo fluxo, baixo gradiente (<40 mmHg) e:
Fração de ejeção normal após a confirmação cuidadosa de que a EA é grave
Fração de ejeção reduzida sem reserva de fluxo (contrátil), em particular quando o escore de cálcio na tomografia computadorizada (TC) confirma a EA grave.
De acordo com as diretrizes da ESC/EACS, geralmente em pacientes com indicação para substituição cirúrgica da valva aórtica:[50]Praz F, Borger MA, Lanz J, et al. 2025 ESC/EACTS guidelines for the management of valvular heart disease. Eur Heart J. 2025 Nov 21;46(44):4635-736.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/46/44/4635/8234488
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/40878295?tool=bestpractice.com
A SCVA é preferencial para pacientes com <70 anos se o risco cirúrgico for baixo
A STVA é preferencial para pacientes com idade ≥70 anos, se a anatomia for adequada
A SCVA ou a STVA são recomendadas para todos os demais candidatos a uma bioprótese valvar aórtica, de acordo com a avaliação da equipe cardíaca.
O NICE do Reino Unido recomenda intervenção para qualquer paciente com EA sintomática.[28]National Institute for Health and Care Excellence. Heart valve disease presenting in adults: investigation and management. Nov 2021 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng208
O NICE também recomenda considerar o encaminhamento para intervenção, se adequado, se o paciente apresentar:[28]National Institute for Health and Care Excellence. Heart valve disease presenting in adults: investigation and management. Nov 2021 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng208
O NICE recomenda:[28]National Institute for Health and Care Excellence. Heart valve disease presenting in adults: investigation and management. Nov 2021 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng208
SCVA preferencialmente para pacientes com EA grave se puderem ser submetidos à cirurgia, seja por esternotomia mediana ou cirurgia minimamente invasiva se houver indicação para cirurgia e eles tiverem risco cirúrgico baixo ou intermediário.
O NICE recomenda basear a decisão no tipo de cirurgia (esternotomia mediana ou cirurgia minimamente invasiva) e nas características e preferências do paciente. Se a cirurgia minimamente invasiva for a opção mais adequada, mas não estiver localmente disponível, o NICE recomenda encaminhar o paciente para outro centro.[28]National Institute for Health and Care Excellence. Heart valve disease presenting in adults: investigation and management. Nov 2021 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng208
STVA para pacientes com EA grave se a cirurgia for inadequada ou com EA grave não bicúspide com alto risco cirúrgico, incluindo aqueles com:
Um risco inaceitavelmente alto de mortalidade ou morbidade devido à cirurgia (por exemplo, risco de infecção em pacientes imunossuprimidos)
Que, segundo expectativas, terão uma recuperação inaceitavelmente extenuante e prolongada da cirurgia e uma necessidade prolongada de reabilitação devida a fragilidade, mobilidade reduzida ou afecções musculoesqueléticas
Com baixa expectativa de vida, seja pela idade, seja por apresentar comorbidades limitantes da vida.
O NICE também recomenda que:[51]National Institute for Health and Care Excellence. Transcatheter aortic valve implantation for aortic stenosis. Jul 2017 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ipg586
A adequação para a STVA deve ser determinada por uma equipe multidisciplinar experiente. Essa equipe deve incluir cardiologistas intervencionistas experientes no procedimento, cirurgiões cardíacos, um especialista em imagens cardíacas e (quando apropriado) um anestesista cardíaco e um geriatra. O NICE informa que a adequação à STVA depende de:[28]National Institute for Health and Care Excellence. Heart valve disease presenting in adults: investigation and management. Nov 2021 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng208
Um acesso adequado para inserir o cateter de STVA
A morfologia da valva, da raiz aórtica e da aorta ascendente
O grau e a distribuição de cálcio na valva aórtica.
Os detalhes de todos os pacientes devem ser inseridos no registro de STVA do Reino Unido.[51]National Institute for Health and Care Excellence. Transcatheter aortic valve implantation for aortic stenosis. Jul 2017 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ipg586
A STVA deve ser realizada apenas em centros especializados e apenas por médicos e equipes que tenham treinamento especializado em intervenções endovasculares complexas. Recomenda-se que as unidades que realizam esse procedimento tenham suporte cardíaco e vascular para o tratamento de complicações em uma emergência e atendimento contínuo ao paciente.[51]National Institute for Health and Care Excellence. Transcatheter aortic valve implantation for aortic stenosis. Jul 2017 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ipg586
Se o paciente tiver uma indicação de intervenção, o NICE recomenda discutir os possíveis benefícios e riscos com o paciente; inclua na discussão:[28]National Institute for Health and Care Excellence. Heart valve disease presenting in adults: investigation and management. Nov 2021 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng208
Os benefícios em longo e curto prazos para a qualidade de vida
A durabilidade da valva protética
Os riscos associados aos procedimentos
O tipo de acesso necessário para a cirurgia (esternotomia mediana, cirurgia minimamente invasiva ou transcateter [para pacientes com alto risco cirúrgico])
A possível necessidade de outros procedimentos cardíacos no futuro.
Avaliação do risco cirúrgico
A decisão de encaminhamento de pacientes para SCVA ou STVA depende, em parte, do risco estimado de mortalidade operatória. O risco cirúrgico pode ser estimado por meio de escores, como a Society of Thoracic Surgeons Predicted Risk of Mortality (STS-PROM) e o EuroScore II.[28]National Institute for Health and Care Excellence. Heart valve disease presenting in adults: investigation and management. Nov 2021 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng208
[50]Praz F, Borger MA, Lanz J, et al. 2025 ESC/EACTS guidelines for the management of valvular heart disease. Eur Heart J. 2025 Nov 21;46(44):4635-736.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/46/44/4635/8234488
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/40878295?tool=bestpractice.com
Society of Thoracic Surgeons: risk calculator
Opens in new window Esses modelos usam vários fatores de risco para prever o resultado pós-operatório depois da cirurgia valvar. As estimativas de mortalidade são usadas em conjunto com avaliações de fragilidade, comprometimento maior do sistema de órgãos e impedimentos específicos de procedimento para classificar o risco cirúrgico geral de cada paciente:[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
Baixo risco
Médio risco
Alto risco
Risco proibitivo
Decisões de tratamento em pacientes idosos e fragilizados
Pacientes com doença terminal, demência significativa ou comorbidades avançadas, nos quais não haja expectativa de que a substituição da valva proporcione melhora de vida significativa, normalmente não serão encaminhados para substituição da valva.
No entanto, tenha em mente que o NICE no Reino Unido recomenda especificamente que a STVA possa ser considerada nos pacientes com baixa expectativa de vida (por causa de sua idade ou porque têm comorbidades limitantes à vida).[28]National Institute for Health and Care Excellence. Heart valve disease presenting in adults: investigation and management. Nov 2021 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng208
Substituição cirúrgica da valva aórtica (SCVA)
As valvas aórticas protéticas usadas em substituição cirúrgica da valva podem ser mecânicas ou bioprotéticas. O tipo de prótese usado depende da preferência do paciente, mas tem-se verificado uma tendência, em anos recentes, de um maior uso de valvas bioprotéticas.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
[52]Brown JM, O'Brien SM, Wu C, et al. Isolated aortic valve replacement in North America comprising 108,687 patients in 10 years: changes in risks, valve types, and outcomes in the Society of Thoracic Surgeons National Database. J Thorac Cardiovasc Surg. 2009 Jan;137(1):82-90.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19154908?tool=bestpractice.com
Cada tipo tem vantagens e desvantagens.
Valvas mecânicas:
Razoáveis para pacientes com menos de 50 anos de idade que não tenham contraindicação para anticoagulação. Para pacientes com idade entre 50 e 65 anos sem contraindicação à anticoagulação, é razoável individualizar a escolha de uma valva mecânica ou bioprotética com base em fatores e preferências individuais do paciente.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
Menos suscetíveis à degeneração e a uma nova operação subsequente em decorrência de falha da valva, em comparação com valvas bioprotéticas.
Os pacientes necessitam de anticoagulação sistêmica subsequente (com o risco associado de sangramento) para evitar trombose da valva.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
[
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In people with prosthetic heart valves, what are the effects of combined antiplatelet and vitamin K antagonists (VKA) therapy compared with VKA monotherapy?/cca.html?targetUrl=https://cochranelibrary.com/cca/doi/10.1002/cca.406/fullMostre-me a resposta Anticoagulantes orais diretos (AODs) não são recomendados em pacientes que precisam de anticoagulação em longo prazo para uma valva mecânica, independente de fibrilação atrial coexistente.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
Não podem ser substituídas por STVA (TVA-em-CVA) caso apresentem falha.
Valvas bioprotéticas:
Recomendadas em pacientes de qualquer idade para os quais a terapia de anticoagulação é contraindicada, não pode ser manejada ou não é desejada.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
As valvas bioprotéticas também são razoáveis para pacientes com mais de 65 anos de idade. Para pacientes com idades entre 50 e 65 anos, é razoável individualizar a escolha de uma valva mecânica ou bioprotética com base em fatores e preferências individuais de cada paciente.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
Mais suscetíveis à degeneração e a uma nova operação subsequente em decorrência de falha da valva, em comparação com valvas mecânicas.
Os pacientes não precisam de anticoagulação sistêmica, exceto na presença de fibrilação atrial, quando a anticoagulação é indicada.
Pode ser possível substituí-las por STVA (TVA-em-CVA) caso degenerem, após cuidadosa avaliação anatômica e do paciente.
Dados de desfechos comparando valvas bioprotéticas e valvas mecânicas são difíceis de interpretar porque a tecnologia das valvas bioprotéticas melhorou significativamente desde a ocasião dos maiores ensaios randomizados. Estudos usando valvas bioprotéticas de primeira geração revelaram uma tendência para melhora de sobrevida com valvas mecânicas.[53]Hammermeister K, Sethi GK, Henderson WG, et al. Outcomes 15 years after valve replacement with a mechanical versus a bioprosthetic valve: final report of the Veterans Affairs randomized trial. J Am Coll Cardiol. 2000 Oct;36(4):1152-8.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11028464?tool=bestpractice.com
[54]Rahimtoola SH. Choice of prosthetic heart valve for adult patients. J Am Coll Cardiol. 2003 Mar 19;41(6):893-904.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12651032?tool=bestpractice.com
Por outro lado, estudos mais recentes relatam que não existe diferença em mortalidade após correção pré-operatória da gravidade da cardiopatia, independentemente da idade. Eles mostram que valvas bioprotéticas têm maior probabilidade de requerer reoperação em decorrência de falha da valva.[55]Stassano P, Di Tommaso L, Monaco M, et al. Aortic valve replacement: a prospective randomized evaluation of mechanical versus biological valves in patients ages 55 to 70 years. J Am Coll Cardiol. 2009 Nov 10;54(20):1862-8.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19892237?tool=bestpractice.com
[56]Lund O, Bland M. Risk-corrected impact of mechanical versus bioprosthetic valves on long-term mortality after aortic valve replacement. J Thorac Cardiovasc Surg. 2006 Jul;132(1):20-6.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16798297?tool=bestpractice.com
No geral, há uma tendência entre cirurgiões ao maior uso das valvas bioprotéticas. Entre 1997 e 2006, o uso das valvas bioprotéticas na América do Norte aumentou de 44.0% para 78.4%.[52]Brown JM, O'Brien SM, Wu C, et al. Isolated aortic valve replacement in North America comprising 108,687 patients in 10 years: changes in risks, valve types, and outcomes in the Society of Thoracic Surgeons National Database. J Thorac Cardiovasc Surg. 2009 Jan;137(1):82-90.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19154908?tool=bestpractice.com
Essa tendência reflete maior confiança na durabilidade de valvas bioprotéticas de segunda e terceira geração.
Escolhas quanto ao tipo de valvas protéticas deverão equilibrar o risco de sangramento devido à necessidade de anticoagulação sistêmica com valvas mecânicas, face à maior probabilidade de reoperação com valvas bioprotéticas.
Substituição transcateter da valva aórtica (STVA)
Nos EUA e em alguns países da Europa, o número de procedimentos de STVA realizados anualmente ultrapassa o número de substituições cirúrgicas da valva aórtica isoladas.[57]Kundi H, Strom JB, Valsdottir LR, et al. Trends in isolated surgical aortic valve replacement according to hospital-based transcatheter aortic valve replacement volumes. JACC Cardiovasc Interv. 2018 Nov 12;11(21):2148-56.
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1936879818314377?via%3Dihub
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30343022?tool=bestpractice.com
O procedimento se baseia em técnicas atuais empregadas no laboratório de cateterismo cardíaco para angiografia e intervenção coronarianas. Ao contrário da substituição cirúrgica da valva, a STVA é feita com o coração batendo, sem necessidade de esternotomia ou derivação cardiopulmonar. Em vez disso, os cateteres são introduzidos no coração através de vários pontos de acesso arteriais potenciais, sendo colocada uma valva protética endomontada dentro do ânulo aórtico nativo. Existem variadas e diferentes valvas cardíacas transcateter, cada uma com um sistema de colocação e técnica diferente, mantendo a mesma premissa básica. As vantagens dessa abordagem minimamente invasiva incluem evitar a derivação cardiopulmonar e a esternotomia mediana. Esses benefícios permitiram que os cirurgiões de cardiologia invasiva e cardiotorácicos pudessem oferecer a substituição cirúrgica da valva aórtica a pacientes mais doentes e mais complexos.
STVA em pacientes de alto risco
No estudo PARTNER dos EUA, comparando a cirurgia de alto risco e a STVA em pacientes com alto risco, a redução dos sintomas e da mortalidade foram semelhantes em 2 e 5 anos para cada modalidade.[58]Kodali SK, Williams MR, Smith CR, et al. Two-year outcomes after transcatheter or surgical aortic-valve replacement. N Engl J Med. 2012 May 3;366(18):1686-95.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22443479?tool=bestpractice.com
[59]Mack MJ, Leon MB, Smith CR, et al. 5-year outcomes of transcatheter aortic valve replacement or surgical aortic valve replacement for high surgical risk patients with aortic stenosis (PARTNER 1): a randomised controlled trial. Lancet. 2015 Jun 20;385(9986):2477-84.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25788234?tool=bestpractice.com
Os riscos peri-procedimento variaram em 30 dias; as complicações vasculares e os eventos neurológicos, como acidente vascular cerebral, ocorreram com mais frequência após a STVA em experiências iniciais com o uso de dispositivos de primeira e segunda gerações que exigiam tamanhos de sistema de introdução de bainhas muito grandes, enquanto os sangramentos importantes e o surgimento de fibrilação atrial se seguiram mais comumente à cirurgia.[60]Smith CR, Leon MB, Mack MJ, et al; PARTNER Trial Investigators. Transcatheter versus surgical aortic-valve replacement in high-risk patients. N Engl J Med. 2011 Jun 9;364(23):2187-98.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21639811?tool=bestpractice.com
[61]Généreux P, Cohen DJ, Williams MR, et al. Bleeding complications after surgical aortic valve replacement compared with transcatheter aortic valve replacement: insights from the PARTNER I Trial (Placement of Aortic Transcatheter Valve). J Am Coll Cardiol. 2014 Mar 25;63(11):1100-9.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24291283?tool=bestpractice.com
Lesão renal aguda e nova implantação de marca-passo foram complicações de ambas as intervenções, com taxas semelhantes.[60]Smith CR, Leon MB, Mack MJ, et al; PARTNER Trial Investigators. Transcatheter versus surgical aortic-valve replacement in high-risk patients. N Engl J Med. 2011 Jun 9;364(23):2187-98.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21639811?tool=bestpractice.com
Os scores de avaliações de qualidade de vida relativas à saúde melhoraram mais rapidamente com STVA, mas foram semelhantes após 12 meses.[62]Reynolds MR, Magnuson EA, Wang K, et al; PARTNER Trial Investigators. Health-related quality of life after transcatheter or surgical aortic valve replacement in high-risk patients with severe aortic stenosis: results from the PARTNER (Placement of AoRTic TraNscathetER Valve) trial (Cohort A). J Am Coll Cardiol. 2012 Aug 7;60(6):548-58.
http://content.onlinejacc.org/article.aspx?articleID=1270594
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22818074?tool=bestpractice.com
Em 2 e 5 anos, as melhoras ecocardiográficas na área valvar e nos gradientes médios foram semelhantes em ambos os grupos, mas regurgitação aórtica total e paravalvar foram encontradas mais frequentemente após a STVA[58]Kodali SK, Williams MR, Smith CR, et al. Two-year outcomes after transcatheter or surgical aortic-valve replacement. N Engl J Med. 2012 May 3;366(18):1686-95.
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[59]Mack MJ, Leon MB, Smith CR, et al. 5-year outcomes of transcatheter aortic valve replacement or surgical aortic valve replacement for high surgical risk patients with aortic stenosis (PARTNER 1): a randomised controlled trial. Lancet. 2015 Jun 20;385(9986):2477-84.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25788234?tool=bestpractice.com
[63]Hahn RT, Pibarot P, Stewart WJ, et al. Comparison of transcatheter and surgical aortic valve replacement in severe aortic stenosis: a longitudinal study of echocardiography parameters in cohort A of the PARTNER trial (placement of aortic transcatheter valves). J Am Coll Cardiol. 2013 Jun 25;61(25):2514-21.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23623915?tool=bestpractice.com
Um ensaio clínico randomizado comparando a STVA usando uma bioprótese autoexpansível como alternativa à cirurgia em pacientes de alto risco demonstrou uma sobrevida semelhante em 5 anos com STVA comparado com a cirurgia.[64]Gleason TG, Reardon MJ, Popma JJ, et al. 5-year outcomes of self-expanding transcatheter versus surgical aortic valve replacement in high-risk patients. J Am Coll Cardiol. 2018 Dec 4;72(22):2687-96.
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0735109718382901?via%3Dihub
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30249462?tool=bestpractice.com
Deve-se enfatizar que, apesar dos resultados encorajadores, a STVA é uma tecnologia relativamente recente e não está claro neste momento qual a durabilidade das valvas transcateter em comparação com próteses cirúrgicas.
Para pacientes com risco cirúrgico proibitivo (isto é, não candidatos a cirurgia), a STVA é a modalidade de tratamento de escolha.[65]Holmes DR Jr, Mack MJ, Kaul S, et al. 2012 ACCF/AATS/SCAI/STS expert consensus document on transcatheter aortic valve replacement. J Am Coll Cardiol. 2012 Mar 27;59(13):1200-54.
http://content.onlinejacc.org/article.aspx
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22300974?tool=bestpractice.com
O estudo PARTNER comparando a terapia padrão, incluindo valvoplastia aórtica com balão, com STVA em pacientes inoperáveis, demonstrou uma redução absoluta em mortalidade de 20% em 1 ano a favor da STVA.[66]Leon MB, Smith CR, Mack M, et al. Transcatheter aortic-valve implantation for aortic stenosis in patients who cannot undergo surgery. N Engl J Med. 2010 Oct 21;363(17):1597-607.
http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1008232#t=article
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20961243?tool=bestpractice.com
Em 3 anos, a mortalidade com STVA foi de 54.1% comparada a 80.9% com terapia padrão, enquanto em 5 anos, a mortalidade foi de 71.8% e 93.6%, respectivamente.[67]Kapadia SR, Tuzcu EM, Makkar RR, et al. Long-term outcomes of inoperable patients with aortic stenosis randomly assigned to transcatheter aortic valve replacement or standard therapy. Circulation. 2014 Oct 21;130(17):1483-92.
http://circ.ahajournals.org/content/130/17/1483.long
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25205802?tool=bestpractice.com
[68]Kapadia SR, Leon MB, Makkar RR, et al. 5-year outcomes of transcatheter aortic valve replacement compared with standard treatment for patients with inoperable aortic stenosis (PARTNER 1): a randomised controlled trial. Lancet. 2015 Jun 20;385(9986):2485-91.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25788231?tool=bestpractice.com
Os sintomas de insuficiência cardíaca melhoraram entre 30 dias e 6 meses. Em 3 anos, 29.7% dos pacientes no grupo STVA estavam vivos com sintomas de classe I/II da New York Heart Association, em comparação com 4.8% dos pacientes no grupo de terapia padrão.[66]Leon MB, Smith CR, Mack M, et al. Transcatheter aortic-valve implantation for aortic stenosis in patients who cannot undergo surgery. N Engl J Med. 2010 Oct 21;363(17):1597-607.
http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1008232#t=article
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20961243?tool=bestpractice.com
[67]Kapadia SR, Tuzcu EM, Makkar RR, et al. Long-term outcomes of inoperable patients with aortic stenosis randomly assigned to transcatheter aortic valve replacement or standard therapy. Circulation. 2014 Oct 21;130(17):1483-92.
http://circ.ahajournals.org/content/130/17/1483.long
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25205802?tool=bestpractice.com
[69]Makkar RR, Fontana GP, Jilaihawi H, et al. Transcatheter aortic-valve replacement for inoperable severe aortic stenosis. N Engl J Med. 2012 May 3;366(18):1696-704.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22443478?tool=bestpractice.com
Pacientes tratados com STVA também apresentaram melhoras significativas na avaliação de qualidade de vida relacionada à saúde, em comparação com aqueles que receberam terapia padrão.[70]Reynolds MR, Magnuson EA, Lei Y, et al. Valvular heart disease: Health-related quality of life after transcatheter aortic valve replacement in inoperable patients with severe aortic stenosis. Circulation. 2011 Nov 1;124(18):1964-72.
http://circ.ahajournals.org/content/124/18/1964.full
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21969017?tool=bestpractice.com
STVA em pacientes de risco intermediário e baixo
Dados de ensaios clínicos realizados em pacientes com risco baixo e intermediário sugerem que o STVA é uma alternativa razoável à cirurgia.
O estudo PARTNER 2A em pacientes com risco intermediário e EA grave demonstrou taxas semelhantes de óbito ou acidente vascular cerebral incapacitante em 2 anos e 5 anos com STVA em comparação com cirurgia, enquanto um ensaio randomizado alternativo de uma prótese autoexpansível também não mostrou inferioridade em 2 anos com STVA.[71]Leon MB, Smith CR, Mack MJ, et al; PARTNER 2 Investigators. Transcatheter or surgical aortic-valve replacement in intermediate-risk patients. N Engl J Med. 2016 Apr 28;374(17):1609-20.
http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1514616
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27040324?tool=bestpractice.com
[72]Makkar RR, Thourani VH, Mack MJ, et al. Five-year outcomes of transcatheter or surgical aortic-valve replacement. N Engl J Med. 2020 Feb 27;382(9):799-809.
https://www.doi.org/10.1056/NEJMoa1910555
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31995682?tool=bestpractice.com
[73]Reardon MJ, Van Mieghem NM, Popma JJ, et al; SURTAVI Investigators. Surgical or Transcatheter Aortic-Valve Replacement in Intermediate-Risk Patients. N Engl J Med. 2017 Apr 6;376(14):1321-31.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28304219?tool=bestpractice.com
Em pacientes submetidos a implante de STVA por meio de uma abordagem transfemoral em vez de uma transtorácica, houve uma tendência a menor risco de óbito ou AVC incapacitante em comparação com a cirurgia. Uma metanálise que incluiu o estudo PARTNER 2A (resultados de 2 anos) revelou que a STVA transfemoral pode ser benéfica em comparação com a substituição cirúrgica da valva aórtica em muitos pacientes, especialmente naqueles que têm uma expectativa de vida mais curta.[74]Siemieniuk RA, Agoritsas T, Manja V, et al. Transcatheter versus surgical aortic valve replacement in patients with severe aortic stenosis at low and intermediate risk: systematic review and meta-analysis. BMJ. 2016 Sep 28;354:i5130.
http://www.bmj.com/content/354/bmj.i5130.long
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27683246?tool=bestpractice.com
Em pacientes de baixo risco com anatomia favorável à STVA transfemoral, o estudo PARTNER 3 mostrou que a STVA apresentou resultados melhores que a cirurgia na redução de um conjunto de fatores que inclui morte, AVC ou nova hospitalização em 1 ano; um segundo estudo de STVA em pacientes de baixo risco usando uma prótese alternativa autoexpansível mostrou taxas similares de um conjunto de morte ou AVC incapacitante entre STVA e cirurgia.[75]Mack MJ, Leon MB, Thourani VH, et al. Transcatheter aortic-valve replacement with a balloon-expandable valve in low-risk patients. N Engl J Med. 2019 May 2;380(18):1695-705.
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1814052
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30883058?tool=bestpractice.com
[76]Popma JJ, Deeb GM, Yakubov SJ, et al. Transcatheter aortic-valve replacement with a self-expanding valve in low-risk patients. N Engl J Med. 2019 May 2;380(18):1706-15.
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1816885
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30883053?tool=bestpractice.com
Cabe observar que a idade média dos pacientes nos dois ensaios clínicos centrais de STVA de baixo risco foi de >70 anos. Portanto, os dados desses ensaios não devem ser extrapolados a pacientes de idades consideravelmente mais baixos. Uma revisão Cochrane constatou que, provavelmente, há pouca ou nenhuma diferença na mortalidade entre STVA e a cirurgia para EA grave em pacientes de baixo risco e, provavelmente, pouca ou nenhuma diferença no risco de AVC, infarto do miocárdio e morte cardíaca.[77]Kolkailah AA, Doukky R, Pelletier MP, et al. Transcatheter aortic valve implantation versus surgical aortic valve replacement for severe aortic stenosis in people with low surgical risk. Cochrane Database Syst Rev. 2019 Dec 20;12:CD013319.
https://www.doi.org/10.1002/14651858.CD013319.pub2
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31860123?tool=bestpractice.com
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How does transcatheter aortic valve implantation compare with surgical aortic valve replacement for adults with severe aortic stenosis at low surgical risk?/cca.html?targetUrl=https://www.cochranelibrary.com/cca/doi/10.1002/cca.2927/fullMostre-me a resposta A revisão Cochrane constatou que a STVA reduz o risco de fibrilação atrial, lesão renal aguda e sangramento e pode reduzir o risco de hospitalização, mas há aumento do risco de implante de marca-passo permanente. Deve-se observar que são necessários mais estudos para determinar a durabilidade em longo prazo das valvas transcateter, e os dados de acompanhamento de prazos mais longos desses ensaios clínicos em pacientes de baixo risco permitirão uma avaliação mais completa de desfechos específicos como sobrevida e taxas de complicações.
Valvoplastia aórtica com balão
Para os pacientes com EA grave que estejam em estado crítico, precisem de cirurgia não cardíaca urgente, tenham câncer e uma sobrevida em longo prazo incerta, ou estejam em choque cardiogênico, a valvoplastia por balão é uma opção razoável como uma ponte para a recuperação e avaliação subsequente para SCVA ou STVA.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
A valvoplastia com balão também pode ser usada em pacientes cuidadosamente selecionados com EA descompensada e naqueles com EA grave que precisam de cirurgia não cardíaca de alto risco com urgência. O procedimento acarreta riscos significativos de complicações agudas.[50]Praz F, Borger MA, Lanz J, et al. 2025 ESC/EACTS guidelines for the management of valvular heart disease. Eur Heart J. 2025 Nov 21;46(44):4635-736.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/46/44/4635/8234488
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/40878295?tool=bestpractice.com
Esse procedimento percutâneo é feito no laboratório de cateterismo cardíaco no qual um balão é insuflado à força através da valva aórtica para aliviar a estenose. Infelizmente, as taxas de reestenoses são elevadas a 6 meses e não demonstra melhora comprovada da mortalidade após a valvoplastia. Porém, geralmente os pacientes apresentam melhora hemodinâmica e dos sintomas, o que poderá fornecer uma oportunidade para cuidados mais definitivos.[78]Letac B, Cribier A, Eltchaninoff H, et al. Evaluation of restenosis after balloon dilatation in adult aortic stenosis by repeat catheterization. Am Heart J. 1991 Jul;122(1 Pt 1):55-60.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2063763?tool=bestpractice.com
[Figure caption and citation for the preceding image starts]: Filme de fluoroscopia de valvoplastia com balão que demonstra a valvoplastia com balão insuflado através de uma valva aórtica calcificadaDo acervo de Dr. David Liff, MD, Emory University Hospital; usado com permissão [Citation ends].
Terapia medicamentosa
As terapias medicamentosas não influenciam na história natural de EA. No entanto, a terapia medicamentosa para certas comorbidades, como hipertensão e hiperlipidemia, é apropriada em pacientes com EA e hipertensão e/ou doença arterial coronariana.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
Embora o papel da terapia com estatina esteja estabelecido para a prevenção da doença aterosclerótica, ensaios randomizados de estatina em pacientes com EA não mostraram melhoras na progressão da EA.[19]Cowell SJ, Newby DE, Prescott RJ, et al. A randomized trial of intensive lipid-lowering therapy in calcific aortic stenosis. N Engl J Med. 2005 Jun 9;352(23):2389-97.
http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa043876#t=article
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15944423?tool=bestpractice.com
[79]Rossebø AB, Pedersen TR, Boman K, et al; SEAS Investigators. Intensive lipid lowering with simvastatin and ezetimibe in aortic stenosis. N Engl J Med. 2008 Sep 25;359(13):1343-56.
http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0804602#t=article
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18765433?tool=bestpractice.com
[80]Chan KL, Teo K, Dumesnil JG, et al; ASTRONOMER Investigators. Effect of lipid lowering with rosuvastatin on progression of aortic stenosis: results of the aortic stenosis progression observation: measuring effects of rosuvastatin (ASTRONOMER) trial. Circulation. 2010 Jan 19;121(2):306-14.
http://circ.ahajournals.org/content/121/2/306.full
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20048204?tool=bestpractice.com
[
]
How do statins compare with placebo in people with aortic valve stenosis?/cca.html?targetUrl=https://www.cochranelibrary.com/cca/doi/10.1002/cca.2115/fullMostre-me a resposta No entanto, estudos em pacientes com EA leve a moderada demonstraram uma redução de eventos isquêmicos em 20% naqueles tratados com estatinas.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
O ACC/AHA recomenda a terapia com estatina para prevenção primária e secundária de aterosclerose em todos os pacientes com EA calcificada com base em escores de risco padrão.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
O NICE do Reino Unido recomenda considerar a aspirina (ou clopidogrel, se a aspirina não for tolerada) caso o paciente tenha sido submetido à STVA. No entanto, o NICE não recomenda a anticoagulação após a substituição cirúrgica da valva biológica, a menos que haja uma indicação separada para anticoagulação.[28]National Institute for Health and Care Excellence. Heart valve disease presenting in adults: investigation and management. Nov 2021 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng208
EA assintomática
EA grave
As diretrizes do ACC/AHA recomendam:[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
SCVA em pacientes assintomáticos com EA grave e FEVE <50%, com idade <65 anos ou expectativa de vida >20 anos.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
Estudos revelaram diferenças significativas de sobrevida, com início 3 anos após a substituição da valva, entre pacientes com FEVE pré-operatória >50% e os que apresentavam FEVE <50%.[81]Schwarz F, Baumann P, Manthey J, et al. The effect of aortic valve replacement on survival. Circulation. 1982;66:1105-1110.
http://circ.ahajournals.org/content/66/5/1105.full.pdf+html
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7127696?tool=bestpractice.com
Nesses pacientes, adiar a cirurgia poderá causar disfunção ventricular esquerda (VE) irreversível e piorar a sobrevida.
Tanto STVA como SCVA em pacientes assintomáticos com EA grave e uma FEVE <50%, que têm entre 65 e 80 anos de idade, sem contraindicações para STVA transfemoral, após uma tomada de decisão compartilhada com base nos desejos do paciente, nas considerações anatômicas, na existência de doença arterial coronariana concomitante e/ou outra valvopatia cardíaca, comorbidades (por exemplo, fragilidade, demência) e risco cirúrgico.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
STVA preferível à SCVA em pacientes assintomáticos com EA grave e FEVE <50%, com qualquer idade e:[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
Expectativa de vida <10 anos e sem contraindicação para STVA transfemoral
Alto risco cirúrgico ou risco proibitivo, se a sobrevida pós-STVA prevista for >12 meses com qualidade de vida aceitável.
SCVA preferível à STVA em pacientes assintomáticos com EA grave e baixo risco cirúrgico, que apresentam teste ergométrico anormal, EA muito grave, evolução rápida ou níveis séricos elevados de peptídeo natriurético do tipo B.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
Considere a SCVA nos pacientes assintomáticos com EA grave e função sistólica normal do VE em repouso e baixo risco cirúrgico, quando houver uma diminuição progressiva da FEVE para <60% em pelo menos três estudos de imagem seriados sem uma causa alternativa.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
Existe uma população considerável de pacientes com EA grave que é assintomática com função sistólica do VE normal e que não requer outros tipos de cirurgia cardíaca. A primeira determinação a fazer é se esses pacientes estão verdadeiramente sem sintomas, usando uma anamnese abrangente, centrada no nível de atividade e nas alterações à capacidade funcional. Na ausência de sintomas, o teste ergométrico pode fornecer informações clinicamente importantes.[36]Généreux P, Stone GW, O'Gara PT, et al. Natural history, diagnostic approaches, and therapeutic strategies for patients with asymptomatic severe aortic stenosis. J Am Coll Cardiol. 2016 May 17;67(19):2263-88.
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http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27049682?tool=bestpractice.com
As diretrizes do ACC/AHA recomendam que pacientes com EA grave assintomática sejam submetidos a avaliação seriada com ecocardiografia transtorácica a cada 6 a 12 meses.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
Esses pacientes também devem ser acompanhados rigorosamente por um cardiologista. Há também evidências crescentes de que pacientes com EA grave assintomática podem se beneficiar da substituição cirúrgica da valva aórtica, embora essas evidências ainda não tenham sido incorporadas às principais diretrizes das sociedades médicas.[47]Généreux P, Schwartz A, Oldemeyer JB, et al. Transcatheter aortic-valve replacement for asymptomatic severe aortic stenosis. N Engl J Med. 2025 Jan 16;392(3):217-27.
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[48]Kang DH, Park SJ, Lee SA, et al. Early surgery or conservative care for asymptomatic aortic stenosis. N Engl J Med. 2020 Jan 9;382(2):111-9.
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[49]Banovic M, Putnik S, Penicka M, et al. Aortic valve replacement versus conservative treatment in asymptomatic severe aortic stenosis: the AVATAR trial. Circulation. 2022 Mar;145(9):648-58.
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A ESC/EACS recomenda:[50]Praz F, Borger MA, Lanz J, et al. 2025 ESC/EACTS guidelines for the management of valvular heart disease. Eur Heart J. 2025 Nov 21;46(44):4635-736.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/46/44/4635/8234488
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/40878295?tool=bestpractice.com
O NICE no Reino Unido recomenda que os adultos com EA grave assintomática façam uma revisão clínica a cada 6 a 12 meses (a qual deve incluir uma ecocardiografia) se uma intervenção for adequada, mas não for necessária no momento. O NICE aconselha basear a frequência da revisão nos achados das ecocardiografias e na tomada de decisão compartilhada com o paciente.[28]National Institute for Health and Care Excellence. Heart valve disease presenting in adults: investigation and management. Nov 2021 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng208
EA moderada ou leve
As diretrizes do ACC/AHA recomendam:[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
Quando os pacientes com valvas com estenose moderada são submetidos à cirurgia cardíaca, a decisão de substituir a valva é mais difícil e leva em consideração o equilíbrio entre o aumento do risco de adicionar a substituição da valva aórtica à cirurgia planejada e a probabilidade futura de a EA evoluir para um estado sintomático grave. A substituição cirúrgica da valva aórtica com STVA ou SCVA pode ser considerada em pacientes assintomáticos com EA moderada que são submetidos a outras cirurgias cardíacas.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
A substituição profilática da valva no momento de uma cirurgia de revascularização coronária foi estudada, embora não existam ensaios clínicos amplos randomizados e controlados. Uma revisão de desfechos entre 1995 e 2000 do banco de dados da Society of Thoracic Surgery (STS) constatou que se os pacientes tivessem um pico de gradiente aórtico >30 mmHg e <70 anos de idade (correspondente a um grau mais moderado de estenose), eles se beneficiariam da substituição profilática da valva na ocasião da cirurgia de revascularização da artéria coronária.[82]Smith WT 4th, Ferguson TB Jr, Ryan T, et al. Should coronary artery bypass graft surgery patients with mild or moderate aortic stenosis undergo concomitant aortic valve replacement? A decision analysis approach to the surgical dilemma. J Am Coll Cardiol. 2004;44:1241-1247.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15364326?tool=bestpractice.com
Essas conclusões foram sustentadas por uma análise retrospectiva subsequente que constatou uma vantagem de sobrevida significativa em 8 anos a favor da substituição profilática da valva no momento da cirurgia de revascularização nos pacientes com EA moderada, mas não leve.[83]Pereira JJ, Balaban K, Lauer MS, et al. Aortic valve replacement in patients with mild or moderate aortic stenosis and coronary bypass surgery. Am J Med. 2005;118:735-742.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15989907?tool=bestpractice.com
Recomenda-se ecocardiografias transtorácicas seriadas em pacientes assintomáticos com estenose leve a cada 3 a 5 anos.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923
Recomenda-se que pessoas com estenose moderada façam ecocardiografias transtorácicas a cada 1 a 2 anos.[26]Otto CM, Nishimura RA, Bonow RO, et al. 2020 ACC/AHA guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on clinical practice guidelines. Circulation. 2021 Feb 2;143(5):e72-227.
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIR.0000000000000923