Investigações
Primeiras investigações a serem solicitadas
endoscopia digestiva alta com biópsia
Exame
A endoscopia digestiva alta com biópsia é o exame diagnóstico inicial. Ela possibilita a localização exata do tumor primário e a aquisição de tecido para o diagnóstico, classificação histológica e biomarcadores moleculares.[39][40]
A European Society for Medical Oncology (ESMO) recomenda múltiplas biópsias (5-8) para confirmar a representação do tumor.[40] A National Comprehensive Cancer Network (NCCN) recomenda múltiplas biópsias (6-8) com uso de fórceps de endoscopia de tamanho padrão para fornecer material de tamanho adequado para interpretação histológica e molecular, especialmente nos casos de lesão ulcerativa.[39]
Realizar biópsias para detecção de Helicobacter pylori por meio de histologia e/ou teste de urease (teste rápido da urease).
Resultado
úlcera, massa ou alterações na mucosa; também pode detectar H pylori
TC do tórax/abdome/pelve
Hemograma completo
perfil metabólico completo
Teste respiratório de ureia com carbono 13 para Helicobacter pylori ou teste de antígeno fecal
Exame
Se, após a endoscopia, o estado do paciente em relação ao H pylori for incerto, determine se o paciente está infectado com H pylori utilizando o teste respiratório da ureia ou o teste do antígeno fecal.
O rastreamento para H pylori deve ser realizado em pacientes com câncer gástrico em estádio inicial e o tratamento adequado deve ser administrado para erradicar a infecção. O exame de H pylori em familiares próximos também é recomendado.[39]
Resultado
positivo se o H pylori estiver presente
testes moleculares e patológicos
Exame
A coloração imuno-histoquímica, a hibridização in situ ou a reação em cadeia da polimerase direcionada devem ser consideradas primeiro para a identificação de biomarcadores, seguidas pelo sequenciamento de última geração.[39]
O teste de instabilidade de microssatélite (IMS; por reação em cadeia da polimerase ou sequenciamento de última geração), ou o teste de deficiência de reparo de erro de pareamento por coloração imuno-histoquímica deve ser realizado nos pacientes recém-diagnosticados.[39]
O teste para superexpressão de HER2 usando coloração imuno-histoquímica ou hibridização in situ fluorescente é recomendado para pacientes com confirmação ou suspeita de doença metastática. Recomenda-se o teste de PD-L1 por coloração imuno-histoquímica para todos os pacientes recém-diagnosticados, a fim de determinar sua elegibilidade para inibidores de PD-1.[39]
O teste para claudina 18.2 (CLDN18.2) é recomendado para pacientes com câncer gástrico localmente avançado irressecável, recorrente ou metastático, confirmado ou suspeito, e nos quais o anticorpo monoclonal anti-CLDN18.2 está sendo considerado.[39]
Resultado
Positivo para HER2 ou negativo para HER2; IMS alta ou IMS baixa ou IMS estável; deficiência de MMR ou nenhuma evidência de deficiência de reparo de erro de pareamento; expressão de PD-L1: positiva (CPS ≥1) ou negativa (CPS <1); CLDN18.2 positivo ou CLDN18.2 negativo
Investigações a serem consideradas
ultrassonografia endoscópica
ressecção endoscópica
Exame
Os cânceres em estádio inicial (T1a ou T1b) são melhor diagnosticados por meio de procedimentos de ressecção endoscópica, que incluem ressecção endoscópica de mucosa (REM) ou dissecção endoscópica de submucosa (DES).[39] A ressecção endoscópica pode ser usada para avaliação de pequenas lesões e nódulos focais ≤2 cm. Como é possível obter uma amostra maior para avaliação, essas técnicas fornecem mais informações sobre o grau de diferenciação, a presença de invasão linfovascular e a profundidade da infiltração, auxiliando na classificação T precisa.[39]
Resultado
avalia a profundidade de invasão (T), a invasão linfovascular e o grau de diferenciação tumoral
laparoscopia
Exame
Deve-se considerar uma laparoscopia de estadiamento, pois é possível que doença peritoneal e metastática <5 mm não seja detectada, mesmo com TCs de alta qualidade.
A European Society for Medical Oncology recomenda uma laparoscopia com ou sem lavado peritoneal para células malignas em todos os pacientes com câncer gástrico de estádio 1B a 3 potencialmente ressecável, para descartar doença metastática radiologicamente oculta.[40]
A National Comprehensive Cancer Network (NCCN) dos EUA recomenda laparoscopia com citologia para estádio clínico T1b ou superior para avaliar a disseminação peritoneal ao considerar terapia local, a menos que uma ressecção paliativa esteja planejada.[39]
Resultado
lesões metastáticas
tomografia por emissão de pósitrons/tomografia computadorizada (PET/TC)
Exame
A imagem combinada de PET-CT pode melhorar o estadiamento ao detectar linfonodos envolvidos ou doença metastática. Deve ser considerada para pacientes cujas TCs mostram doença localmente avançada para descartar metástases à distância, o que os tornaria inelegíveis para terapia curativa. A NCCN observa que a imagem combinada de PET com fluordesoxiglucose (FDG)-CT oferece diversas vantagens potenciais em relação à FDG-PET ou à TC isolada.[39] No entanto, a precisão da FDG-PET pode ser baixa em alguns tipos de câncer gástrico (por exemplo, difuso e mucinoso) devido à baixa captação de FDG.[41][42]
Resultado
doença metastática
biópsia líquida
Exame
Pode ser usada para avaliar o DNA tumoral circulante (ctDNA) por meio de um exame de sangue. A biópsia líquida pode detectar mutações/alterações ou fusões no DNA eliminado pelo câncer gástrico, ajudando assim a identificar alterações que podem ser alvo dos tratamentos disponíveis. Um resultado negativo não descarta a presença de mutações ou amplificações tumorais e, assim, deve ser interpretado com cautela.[39]
Resultado
positiva ou negativa para ctDNA
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