Complicações
Fraqueza motora com falta de mobilidade causa estase venosa nos membros inferiores, resultando em trombose venosa profunda. A anticoagulação profilática reduzirá o risco de embolia pulmonar.[219][220] A compressão pneumática intermitente das pernas é recomendada para reduzir o risco de TVP em pacientes com AVC incapazes de deambular[70][219]
A incidência de EP no primeiro mês após um AVC isquêmico é de quase 1%.[221][222] A EP é uma das principais causas de mortalidade precoce após o AVC.[222][223] A maioria dos pacientes com EP pós-AVC deve ser avaliada quanto à anticoagulação sistêmica.[221] No entanto, o risco de complicações hemorrágicas requer consideração cuidadosa, e as decisões de tratamento devem ser individualizadas.[221] Consulte Embolia pulmonar.
A conversão hemorrágica pode ocorrer em qualquer AVC isquêmico, mas é mais comum em infartos de grande extensão e em pacientes a quem foi administrada anticoagulação ou alteplase (ativador do plasminogênio tecidual).[70] O sangramento petequial pode ser relativamente comum e é frequentemente assintomático.[70]
O edema orolingual raramente pode complicar o uso da alteplase. Na maioria dos casos, os pacientes melhoram após a interrupção do tratamento com alteplase e a administração de anti-histamínicos e corticosteroides. Às vezes, o edema orolingual envolve extensivamente as vias aéreas superiores, causando graves dificuldades respiratórias. O encaminhamento a um anestesista é necessário nesses casos.
A depressão é comum após o AVC e pode precisar de tratamento com psicoterapia ou medicamentos antidepressivos.[218]
Pelo menos metade de todos os sobreviventes de AVC apresentam fadiga.[224]
A fadiga pós-AVC afeta a qualidade de vida e exerce um impacto negativo nas atividades diárias do paciente, como diminuição da participação em atividades físicas e reabilitação.[224] Pessoas com AVC devem ser avaliadas e revisadas periodicamente quanto à fadiga pós-AVC, inclusive quanto a fatores que podem precipitar ou exacerbar a fadiga (por exemplo, depressão e ansiedade, distúrbios do sono, dor) e esses fatores devem ser tratados adequadamente. Os momentos adequados para revisão são à alta hospitalar e, em seguida, a intervalos regulares, incluindo em 6 meses e, desse momento em diante, anualmente.[64]
A disfagia relacionada ao AVC, a tosse prejudicada e a redução da consciência resultam em aspiração e subsequente pneumonia.[221] Na internação, certifique-se de que o paciente tenha sua função de deglutição avaliada por uma equipe devidamente treinada antes de receber qualquer alimento, líquido ou medicamento oral.[69]
Se a triagem de internação indicar problemas de deglutição, garanta uma avaliação especializada dentro de 24 horas após a internação (de preferência) e não mais de 72 horas depois.
Para evitar a pneumonia por aspiração, administre alimentos, líquidos e medicamentos às pessoas com disfagia em uma forma que possa ser engolida sem aspiração, após avaliação especializada da deglutição.[69]
Quando ocorrer pneumonia por aspiração, esta deve ser tratada com antibióticos e deve ser avaliada a indicação de dieta enteral.[70]
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