História e exame físico

Principais fatores diagnósticos

comuns

tontura postural

Quando há suspeita de hemorragia, ela tem uma sensibilidade de 22% para sangramento moderado e de 97% para sangramento grave.[2]​ A especificidade é 98%.[2]​ Esse achado é menos bem estabelecido com depleção de volume decorrente de outras causas.[2] Ela também pode ser um sinal de insuficiência autonômica, que não é depleção de volume.

perda de peso

Uma redução do peso inicial.

hipotensão ortostática

A hipotensão ortostática é definida como uma diminuição de >20 mmHg na pressão arterial sistólica da posição supina para a posição ortostática e/ou uma queda na pressão diastólica de >10 mmHg em 3 minutos após ficar em pé ou inclinar a cabeça para cima a partir da posição supina, embora isso também possa ocorrer em casos de insuficiência autonômica ou de tratamento com certos medicamentos anti-hipertensivos.[2][20]​​[21]​​​​ Em casos quando a PA sistólica do paciente é <90 mmHg, geralmente não é necessário e até perigoso verificar os sinais vitais ortostáticos.

taquicardia postural

Um aumento na frequência do pulso de >15 batimentos por minuto indica alterações ortostáticas significativas.[22]​ Um aumento na frequência do pulso de >30 batimentos por minuto da posição supina para a ortostática tem uma sensibilidade de 22% para sangramento moderado e de 97% para sangramento grave. A especificidade é 98%. Esse achado é menos bem estabelecido com depleção de volume decorrente de outras causas.[2]

sinais de choque

Resultado final de depleção de volume grave resultando em má perfusão dos tecidos e isquemia.

Outros fatores diagnósticos

comuns

débito urinário diminuído

O paciente pode observar frequência ou volume urinários reduzidos ou urina mais concentrada.

diarreia

Os pacientes com diarreia grave e frequente podem não ser capazes de manter ingestão oral adequada para compensar essas perdas e, portanto, apresentam depleção de volume. Idosos e crianças são especialmente vulneráveis.

vômitos

Os pacientes com vômitos intensos e frequentes geralmente não são capazes de manter ingestão oral adequada para compensar essas perdas e, portanto, apresentam depleção de volume. Idosos e crianças são especialmente vulneráveis.

melena

A passagem de fezes com odor desagradável, enegrecidas, pretas características é indicativo de sangue decorrente de uma hemorragia gástrica ou duodenal que atravessou o íleo e o cólon. Esses sangramentos são uma causa frequente de depleção de volume.

hematoquezia

A passagem de quantidades significativas de fezes sanguíneas de coloração vermelho vivo é um indicador importante para a possibilidade de depleção de volume.

drenagem gastrointestinal de alto volume

Os pacientes internados podem apresentar depleção de volume devido a grandes perdas de volume decorrentes da sucção nasogástrica ou drenagem enteral se eles não receberem manutenção adequada ou reposição de líquido.

poliúria

Pode estar associada a diabetes não controlado e à presença de glicose na urina, causando diurese osmótica.

ingestão oral insatisfatória

A pouca ingestão de líquidos e solutos pode resultar em depleção de volume. Crianças e idosos são especialmente vulneráveis.

sudorese intensa

O esforço físico pesado prolongado em ambientes quentes, com acesso limitado a reposição de solutos e água, pode rapidamente causar depleção de volume.

queimaduras

A probabilidade depende do tamanho da queimadura. Se forem extensivas, as queimaduras podem rapidamente causar depleção de volume, pois o líquido perdido tem composição de solutos semelhante ao plasma.

obstrução intestinal

Um volume de 7-8 L de líquido pode ser sequestrado no intestino, especialmente quando a obstrução é distal.

pancreatite grave

Volumes substanciais podem ser sequestrados no retroperitônio.

lesões por esmagamento

Isso pode fazer com que sangue e fluidos sejam sequestrados em um terceiro espaço, como no grande compartimento muscular, que pode suportar litros de sangue.[24][25]

sangramento intra-abdominal

Volumes substanciais podem ser perdidos para a cavidade abdominal.

fadiga

Inespecífica; pode ser uma manifestação de diminuição da perfusão tecidual.

sede

Inespecífica; pode ser observada com depleção de volume isolada, mas é maior nos contextos de depleção real de água (desidratação e hipernatremia), com ou sem hipovolemia. A depleção de volume pode estimular a sede, mas um aumento na osmolalidade sérica, como observado na desidratação, é o estímulo mais forte da sede.

membranas mucosas ressecadas

Geralmente reflete desidratação associada. Não é um sinal muito útil em casos de depleção de volume aguda relacionada à hemorragia.

Incomuns

cãibras musculares

Podem ser um reflexo da diminuição da perfusão dos tecidos ou de anormalidades eletrolíticas.

dor abdominal

Em pacientes com aterosclerose significativa da vasculatura mesentérica, isquemia abdominal devido à perda intensa de volume pode resultar em dor abdominal. No entanto, ela também pode ser um sintoma de sangramento intra-abdominal, obstrução intestinal ou pancreatite.

dor torácica

A depleção de volume em pacientes com aterosclerose coronariana pode resultar em isquemia cardíaca e angina devido à hipotensão.

confusão

Inespecífica; mas pode refletir fluxo sanguíneo cerebral inadequado ou uremia no contexto de comprometimento da função renal.

turgor cutâneo diminuído

Pode sugerir diminuição do volume do líquido intersticial, especialmente em adultos jovens. Este sinal, embora relevante para pacientes de todas as idades, é menos útil em idosos, pois a elasticidade da pele deles diminui devido ao envelhecimento.[8][23]

Fatores de risco

Fortes

terapia diurética

A depleção de volume muitas vezes manifesta-se após um aumento na terapia diurética ou durante uma doença aguda em um paciente que toma diuréticos.[16]​ Em pacientes com insuficiência cardíaca, em particular, há um equilíbrio delicado entre euvolemia e hiper/hipovolemia, e mesmo alterações pequenas na dose do diurético ou na ingestão de líquidos pode perturbar esse equilíbrio.[17]

doença renal crônica

Com vasoconstrição renal crônica, uma pequena queda no volume circulante efetivo pode ter grandes efeitos clínicos.

idosos

Estes pacientes podem ter dificuldades motivacionais ou práticas na preparação de alimentos e bebidas para eles mesmos. Eles podem facilmente apresentar depleção de volume se quantidades adequadas de água e solutos não forem disponibilizadas prontamente ou não lhes for prestada assistência para permitir que eles ingiram volumes suficientes.

estado mental alterado

Pacientes com nível reduzido de consciência que não são capazes de beber e regular sua própria ingestão de água e solutos podem apresentar depleção de volume, exceto se os líquidos adequados forem administrados pelas vias nasogástrica ou intravenosa.

Fracos

temperatura ambiente elevada

O esforço físico pesado prolongado em ambientes quentes, com acesso limitado a reposição de solutos e água, pode rapidamente causar depleção de volume por meio de sudorese excessiva.

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