Novos tratamentos

Inibidores da BRAF

A variante papilar escamosa do craniofaringioma está frequentemente associada a uma mutação no gene BRAF V600E, que pode ser utilizada como alvo específico para tratamentos farmacológicos com monoterapia com inibidor de BRAF (por exemplo, dabrafenibe, vemurafenibe) ou com a combinação de um inibidor de BRAF com um inibidor de MEK (por exemplo, trametinibe, cobimetinibe).[20][72]​​​ A monoterapia com inibidor de BRAF e a terapia combinada com um inibidor de BRAF e um inibidor de MEK mostraram-se promissoras no tratamento de craniofaringiomas papilares BRAF-V600E positivos.[73][74][75]​ No entanto, o momento ideal para o uso no tratamento de tumores recém-diagnosticados ou recorrentes ainda precisa ser determinado.​​ Estudos também demonstraram respostas positivas ao tratamento com o inibidor de BRAF, vemurafenibe, e o inibidor de MEK, binimetinibe, no subtipo adamantinomatoso de craniofaringioma. Devido ao número limitado de estudos e à heterogeneidade dos tumores nesta variante, são necessárias mais pesquisas para determinar a melhor sequência e combinação de tratamentos.[72]

Outras terapias imunomoduladoras

Continua a existir interesse no tratamento direcionado das variantes adamantinomatosas do craniofaringioma, especialmente por ser o subtipo mais comum.[76]​ Alguns dos tratamentos direcionados utilizados em estudos anteriores incluem tocilizumabe, interferona peguilada e bevacizumabe, sendo que a inconsistência nos desfechos clínicos medidos em diferentes estudos dificulta a avaliação das evidências para o controle tumoral.[72]

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