Abordagem

Nenhum medicamento é conhecido por reverter ou impedir a progressão de fibrose intersticial decorrente de asbesto. Espessamento pleural geralmente é um marcador de exposição e muito raramente precisa de tratamento.

Intervenções específicas

  1. Aviso sobre a importância de não fumar: a intervenção médica mais importante, devido à sinergia entre cigarros e asbesto para o aumento do risco de câncer pulmonar. O aumento do risco de câncer pulmonar em trabalhadores expostos a asbesto que não fumam é 5.2; em indivíduos não expostos a asbesto que fumam, o risco é 10.8, mas, em trabalhadores expostos a asbesto que fumam, o risco de câncer pulmonar é 53 vezes maior.[25]

  2. Reabilitação pulmonar: desenvolvida para reduzir os sintomas e otimizar o estado funcional. Envolve treinamento físico, educação, intervenção nutricional e apoio psicossocial e é recomendada pela American Thoracic Society para pacientes com doença pulmonar intersticial.[31][32]​​​​ Existem evidências de qualidade baixa a moderada de melhora na dispneia e na qualidade de vida de pessoas com doença pulmonar intersticial, e evidências de qualidade moderada de melhora na capacidade de exercício.​[32][33]​ Estudos adicionais são necessários para estabelecer a prescrição ideal de exercícios e determinar os benefícios em longo prazo.[33]

  3. Oxigenoterapia: pacientes com fibrose progressiva e PaO₂ de ≤55 mmHg ou saturação de oxigênio de ≤89% são candidatos à oxigenoterapia. Ela melhora a tolerância aos exercícios e reduz o risco de evoluir para hipertensão pulmonar e cor pulmonale.

  4. Transplante de pulmão: os pacientes com insuficiência respiratória em estágio terminal (PaO₂ <60 mmHg apesar da oxigenoterapia) em decorrência de doença parenquimatosa são candidatos em potencial a um transplante de pulmão.[34]

  5. Decorticação pleural: raramente, o paciente pode desenvolver espessamento pleural difuso com extensão suficiente para consideração de decorticações pleurais.

O uso de corticosteroides ou outros imunossupressores não é recomendado para asbestose devido à falta de evidência de benefícios e efeitos adversos conhecidos.

Recomendações gerais para doença pulmonar crônica

Antibióticos deverão ser administrados se houver evidência de infecção, como alteração na produção de escarro, febre e aumento de dispneia. Os pacientes com evidência de doença obstrutiva das vias aéreas devem receber terapia apropriada com broncodilatador.

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