Novos tratamentos

Venetoclax associado a azacitidina

Em um estudo de fase 3, a adição de venetoclax (um inibidor de linfoma de células B-2 [BCL-2]) à azacitidina aumentou a taxa de resposta, mas não melhorou a sobrevida, em pacientes com síndrome mielodisplásica (SMD) virgens de tratamento, de risco intermediário e alto.[89]​​​ As diretrizes da National Comprehensive Cancer Network (NCCN) recomendam o venetoclax associado a um agente hipometilante (como a azacitidina) como opção para citorredução em pacientes de risco intermediário e alto (candidatos a transplante e não candidatos a transplante).[14]​ No entanto, essa combinação não é comumente usada na prática clínica atual. A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA concedeu designação de medicamento órfão e terapia inovadora para o venetoclax combinado com azacitidina para o tratamento de pacientes com SMD de alto risco não tratada previamente.

Ivosidenibe associado a azacitidina

As diretrizes da NCCN recomendam o tratamento combinado com ivosidenibe (um inibidor da isocitrato desidrogenase 1 [IDH1]) associado a azacitidina como uma opção para pacientes com SMD de risco intermediário e alto com mutações em IDH1 (candidatos a transplante e não candidatos a transplante).[14] No entanto, essa combinação não é comumente usada na prática clínica atual. A FDA aprovou o ivosidenibe para o tratamento de pacientes adultos com SMD recidivante ou refratária com mutação em IDH1 suscetível. O ivosidenibe recebeu a designação de medicamento órfão para o tratamento de síndromes mielodisplásicas pela European Medicines Agency (EMA).

olutasidenibe

O olutasidenibe, um inibidor da IDH1, está sendo investigado em pacientes com SMD com mutações na IDH1 como monoterapia e em combinação com azacitidina.[90] Um estudo aberto de fase 1/2 demonstrou uma taxa de resposta global de 33% (n=2/6) em pacientes com SMD de risco intermediário, alto ou muito alto tratados com olutasidenibe isolado. Obteve-se uma resposta global de 69% (n=11/16) nos pacientes tratados com olutasidenibe associado a azacitidina.[90] As diretrizes da NCCN recomendam o olutasidenibe isoladamente para pacientes com SMD de risco intermediário ou baixo com mutações na IDH1 que apresentam trombocitopenia, neutropenia ou anemia sintomática que não responde ao tratamento ou que tenha recidivado. Para pacientes com SMD de risco intermediário e alto com mutações na IDH1 (candidatos a transplante e não candidatos a transplante), as diretrizes da NCCN recomendam o olutasidenibe em combinação com azacitidina (como opção de primeira linha) ou isoladamente (segunda linha).[14] O olutasidenibe não está atualmente aprovado pela FDA para o tratamento da SMD.

Enasidenibe

Um estudo de fase 2 com enasidenibe (um inibidor da isocitrato desidrogenase 2 [IDH2]) relatou uma taxa de resposta global de 43.1% com monoterapia com enasidenibe em pacientes de alto risco com SMD com mutação na IDH2. A sobrevida global foi de 14.9 meses em pacientes com doença recidivada ou refratária e de 25.5 meses em pacientes tratados com enasidenibe em primeira linha.[91]

Eltanexor

O eltanexor (um inibidor seletivo oral de exportação nuclear de segunda geração) demonstrou ser promissor em um estudo aberto de fase 1/2 realizado com pacientes com SMD de alto risco refratários a agentes hipometilantes.[92] A FDA concedeu a designação de medicamento órfão e de tramitação rápida para o eltanexor como monoterapia para o tratamento de pacientes com SMD refratária ou recidivante de risco intermediário, alto ou muito alto. A EMA concedeu a designação de medicamento órfão ao eltanexor para o tratamento da SMD.​

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