Novos tratamentos

Bloqueadores de ácido competitivos de potássio

Os bloqueadores ácidos competitivos de potássio (por exemplo, vonoprazana) podem ser úteis para os pacientes com DRGE sem resposta clínica aos inibidores da bomba de prótons (IBP). Os pacientes com refluxo ácido documentado e que não responderem à terapia com IBP podem se beneficiar do uso de bloqueadores ácidos competitivos de potássio.[119]​ Embora não sejam recomendados como opção de primeira linha para os pacientes com esofagite erosiva leve (grau A ou B de Los Angeles), os bloqueadores ácidos competitivos de potássio podem ser considerados uma opção terapêutica para os pacientes com esofagite erosiva grave (grau C ou D de Los Angeles).[119]​ Ensaios de fase 3 em pacientes com esofagite erosiva relatam que a vonoprazana não é inferior ao lansoprazol (um IBP) e pode ser superior ao lansoprazol na cura das esofagites mais graves.[120][121]​​​​​​ A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA aprovou a vonoprazana para a cura e a manutenção da cura em todos os graus de esofagite erosiva, e para o alívio da pirose associada à esofagite erosiva e à DRGE não erosiva. No entanto, a American Gastroenterological Association desaconselha o uso de primeira linha desses agentes em pacientes com refluxo não erosivo.[119]​ A vonoprazana não está aprovada na Europa atualmente.

Tratamentos endoscópicos

Os novos tratamentos endoscópicos incluem a mucosectomia antirrefluxo, a ablação da mucosa antirrefluxo e a aplicação de energia de radiofrequência no esfíncter esofágico inferior (Stretta).[36][122][123][124][125]​​ Alguns estudos sugerem que esses tratamentos podem melhorar os sintomas e fornecer uma alternativa ao uso de IBP em longo prazo para os pacientes com DRGE crônica ou refratária, mas não são rotineiramente usados na prática clínica. Com base em evidências de certeza baixa a muito baixa, a American Society for Gastrointestinal Endoscopy sugere que a Stretta pode ser considerada para os pacientes com DRGE confirmada, hérnia hiatal <2 cm e grau de Hill I ou II, se os tratamentos alternativos não estiverem disponíveis ou não forem viáveis.[36]​ Consulte Critérios.

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