Critérios

Classificação de Narakas[13][14]​​

Define os nervos lesionados e direciona a atenção para áreas potenciais de preocupação durante a recuperação.

  • Grupo 1: lesão em C5-C6 (paralisia de Erb superior)

    • Paralisia do ombro e bíceps

    • Taxa de recuperação espontânea >80%

  • Grupo 2: lesão em C5, C6, C7 (paralisia de Erb estendida)

    • Paralisia do ombro, bíceps e extensores do punho

    • Taxa de recuperação espontânea em torno de 60%

  • Grupo 3: lesão em C5, C6, C7, C8, T1 (paralisia total sem sinal de Horner)

    • Paralisia do membro inteiro

    • Taxa de recuperação espontânea <50%

  • Grupo 4: lesão em C5, C6, C7, C8, T1 (paralisia total com sinal de Horner)

    • Paralisia de todo o membro com sinal de Horner

    • Taxa de recuperação espontânea em torno de 0%.

Modificações (incluindo uma classificação estendida de Narakas com 5 grupos) foram descritas, mas raramente são usadas.[12][14]

Classificação de Seddon[85]

A gravidade da lesão nervosa determina o potencial de recuperação. Ruptura completa exigirá reparação cirúrgica, enquanto lesão por distensão frequentemente se recuperará com o tempo:

  • Neuropraxia: lesão por distensão do nervo

  • Axonotmese: ruptura do axônio com a bainha do nervo intacta

  • Neurotmese: ruptura completa do nervo.

Escore do teste de Toronto[53]

  • Define a área lesionada em relação a 5 movimentos observados da mão e do cotovelo

  • Não avalia a função do ombro

  • Classificado em uma escala de 0 (nenhum movimento) a 2 (movimento total normal); pode somar até no máximo 10 pontos para os 5 movimentos avaliados. Os escores mais baixos indicam pacientes que podem se beneficiar da cirurgia de reparo do nervo.

Escala do movimento ativo[48][54]

  • Define os nervos lesionados e pode ser usada para monitorar a recuperação desde a lesão inicial e após a reparação cirúrgica

  • Consiste na observação dos movimentos de várias articulações e grupos musculares, incluindo a função do ombro

  • Mais global que o escore do teste de Toronto

  • Cada 1 dos 15 diferentes movimentos ativos dos membros superiores é testado sem gravidade e contra a gravidade e é classificado em uma escala de 0 a 7.

Escala de Mallet[55]

  • Avalia a função do ombro em pacientes mais velhos que podem cooperar com instruções

  • Pode ser usada para acompanhar a função ao longo do tempo e avaliar os desfechos das intervenções cirúrgicas

  • Usa uma escala de classificação de 1 (nenhum movimento) a 5 (movimento normal; simétrico ao lado contralateral não afetado) para cada um dos 5 movimentos voluntários testados

  • Uma escala de Mallet modificada é mais comumente usada, na qual as categorias 1 e 5, pertencentes a crianças totalmente paralisadas ou normais, foram eliminadas.

Escala Medical Research Council (MRC)[57]

Comumente usado para avaliar a força muscular, mas o uso em bebês é controverso, pois eles não conseguem seguir instruções.

  • 0: nenhum movimento

  • 1: esboço de movimento, mas nenhum movimento ativo

  • 2: movimento ativo quando a ação da gravidade é eliminada

  • 3: movimento contra a ação da gravidade

  • 4: movimento contra alguma resistência

  • 5: força normal.

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